terça-feira, 28 de junho de 2016

Z A C A R I A S

O   L I VR O    D E    Z A C A R I A S

O Livro de Zacarias é um dos livros proféticos do Antigo testamento da Bíblia. Possui 14 capítulos.
A primeira parte do livro, composta dos capítulos 1 a 8, contém os oráculos do profeta Zacarias, cujo nome significa "YHVH se Lembra".
Apresentado como neto de Idô (1:1 e 1:7) ou como filho de Idô (Esd 5:1; 6:14 e Targum), deve ter sido chefe da família sacerdotal de Idô, por volta de 500 AC (Neemias12:16), umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT, dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.
Contemporâneo de Ageu foi um dos chamados "profetas" pós – exílicos, que viveu em uma época em que a comunidade judaica procura reconstruir as suas bases de fé e vida social. Sofrendo ainda as amargas consequências do Exílio na Babilônia, o povo sente-se desencorajado e tem dúvidas sobre a presença de Deus em seu meio.
Zacarias, em oráculos e visões, mostra que Deus continua aí para realizar o seu projeto através da comunidade. O profeta reanima a esperança de um povo que passa por grandes dificuldades materiais e dúvidas de fé e que, por isso, é levado à resignação passiva. Zacarias estimula os compatriotas a arregaçarem as mangas para reconstruir o Templo (ver Esdras 6:14), símbolo da fé e unidade nacional.
Zacarias, assim como Ageu se preocupa com a reconstrução do Templo de Jerusalém, mas dá maior destaque à restauração nacional e às suas exigências de pureza e moralidade. Essa restauração deve abrir uma era messiânica na qual o sacerdócio representado por Josué será exaltado (3:1-17), mas na qual a realeza será exercida pelo "Germe" (3:8), termo messiânico que o versículo 12 do cap. 6 aplica à Zorobabel.
A segunda parte do livro, formada dos capítulos 9 a 14, foi escrita nos últimos decênios do séc. IV AC, período em que os gregos dominavam a Palestina, depois da grande campanha de Alexandre Magno (333 AC). O autor olha para o futuro do povo de Deus. Anuncia também o aparecimento do Messias com três características: rei (9:9-10), bom pastor (11:4-17 e 13:7-9) e «transpassado» (12:9-14). Ao ler esta segunda parte, é impossível não lembrar Jesus entrando em Jerusalém montado num jumentinho (rei-messias), ou quando afirma: «Eu sou o bom pastor»; ou ainda sofrendo a paixão e morte na cruz.
Dentre os argumentos que evidenciam que a segunda parte foi escrita em um momento posterior, pode-se citar que:
·       falta de referência a datas;
·       não se fala nem de Zacarias, nem de Zorobabel, nem de Josué e nem da reconstrução do Templo;
·       o estilo é diferente;
·       utiliza-se com frequência livros anteriores como Jeremias e Ezequiel;
·       o horizonte histórico não é mais o do retorno do Exílio na Babilônia, pois Assíria e Egito são apresentados como nomes simbólicos de todos os opressores.
Também há evidências de que essa segunda parte não foi escrita por um único autor, haveria, portanto um Segundo Zacarias (Dêutero-Zacarias), que escreveu os capítulos 9 a 11 e um Terceiro Zacarias (Trito-Zacarias) que escreveu os capítulo 12 a 14, dentre as quais se pode citar:
·       os capítulos 9 a 11 formam uma seção distinta daquela compreendida nos capítulos 12 a 14, sendo cada uma introduzida por um título distinto;
·       os capítulos 9 a 11 são escritos em verso, enquanto que os capítulos 12 a 14 são escritos quase que em sua totalidade em prosa;
·       os capítulos 9 a 11 se utilizam de textos poéticos pré-exílicos e referem-se a fatos históricos difíceis de precisar, com exceção dos oito primeiros versículo do cap. 9 que referem-se à conquista de Alexandre, enquanto que os capítulos 12 a 14 descrevem em termos de apocalipse as provações e as glórias de Jerusalém dos últimos tempos.
·       Por outro lado cita-se que a escatologia não está ausente dos capítulos 9 a 11 e que certos temas encontram-se em tanto na seção compreendida pelos capítulos 9 a 11 como na seção compreendida nos capítulos finais, como, por exemplo, o dos "pastores" do povo (10:2-3; 11:4-14; 13:7-9).

DATA
A introdução do Livro de Zacarias foi escrita entre outubro e novembro de 520 AC, dois meses após a primeira profecia de Ageu , oito visões do profeta ocorreram em fevereiro de 519 AC (Zacarias 2:4). Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde, em 518 AC, o cap. 7 é um retrospecto do passado nacional, e o cap. 8 abre as perspectivas da salvação messiânica, ambos a propósito de um problema sobre o jejum, suscitado em novembro de 518 AC. A referência à Grécia em 9.13 pode indicar que os caps. 9-14 foram escritos depois de 480, quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC.
Não há dúvidas sobre a autenticidade dos oito primeiros capítulos, mas existem evidências de que os versículos 20 a 23 do capítulo 8 são um acréscimo posterior, sendo os versículo 18 e 19 a conclusão primitiva do livro.

AS OITO VISÕES
As oito visões são o cerne da primeira parte da obra e descrevem antecipadamente a restauração definitiva da comunidade. As três primeiras visões (os cavaleiros, os ferreiros, o agrimensor) apresentam as fases preparatórias da restauração messiânica; as duas visões centrais (a investidura de Josué, os dois Ungidos) dizem respeito ao governo da nova comunidade; as três últimas (o livro, a mulher no alqueire, os cavaleiros) evocam as condições da restauração final.
Cabe observar que a quarta visão tem características literárias e teológicas particulares, e diferentemente da quinta visão que mantém os dois Ungidos em pé de igualdade, confere ao sacerdote um lugar preponderante, o que indicaria que essa quarta visão seja um acréscimo posterior, e que o texto original teria somente sete visões. Tal modificação revela a importância conquistada pelo sacerdote a partir do desaparecimento do príncipe davídico Zorobabel. Sendo que, posteriormente, o novo testamento (Hebreus cap. 3) reinterpretará a profecia declarando que Zacarias se referia a Jesus.

OUTROS ASPECTOS EM RELAÇÃO A PRIMEIRA PARTE
·       2:10-17 é um apelo aos exilados para que voltem à cidade cujas condições são evocadas na segunda e terceiras visões (2:1-9);
·       3:8.9.10c são uma promessa à Josué depois da visão de sua investidura (3:1-7.9a);
·       4:6b-10a trazem uma garantia ao governador Zoroibabel;
·       1:1-6 e 7:4-14 pregações;
·       8:1-17.20-23 promessas sobre o futuro;
·       7:1-3 e 8:18-19 consulta referente aos jejuns comemorativos das calamidades de 587 AC.

CONTEXTO HISTÓRICO
Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 a.C. sob o decreto de Ciro, estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. Cerca de cinquenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Rapidamente, reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. Logo, todavia, a apatia se estabeleceu, à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos, que, finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades.
Zacarias e Ageu "persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo". Zacarias "encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia, quando o Messias reinaria de um templo restaurado, numa cidade restaurada".

MESSIANISMO
Zacarias é, às vezes, referido como o mais messiânico de todos os livros do Antigo Testamento.
Dentre as referências à Era Messiânica, pode-se citar, as previsões do ressurgimento da Casa de David (12) e de uma teocracia guerreira (10:3-11:3), mas também cultual no estilo de Ezequiel (14)  e dentre as referências ao Messias, pode-se citar.
·       Como o Servo do Senhor, o Renovo (Zacarias 3:8);
·       Como o homem cujo nome é Renovo (Zacarias 6:12);
·       Como Rei e como sacerdote (Zacarias 6:13);
·       Como o verdadeiro Pastor (Zacarias 11:4-11);
·       Rei Messias humilde e pacífico (9:9-10).
Ele dá um expressivo testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata (Zacarias 11:12-13 - Mateus 27:9, combinado com Jeremias 26:31 , sua crucificação (Zacarias 12:10), seus sofrimentos (Zacarias 13:7) e sua segunda vinda (Zacarias 14:4).
Duas referências a Cristo são consideradas pelos religiosos como de profundo significado. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em Zacarias 9:9, quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mateus 21:4; Marcos 11:7-10).
Outras passagens no Novo Testamento também ligam-se com o Livro de Zacarias, tais como: Marcos 14:27 e João 19:37.
Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em Zacarias 12:10, quando, na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: "E olharão para mim, a quem traspassaram.". Jesus Cristo acreditam os religiosos, pessoalmente, profetizou sua definitiva recepção pela casa de Davi.


INTRODUÇÃO AO LIVRO DE ZACARIAS
 – O Messias vem aí
O ministério de Zacarias foi adicional ao de Ageu no período pós-exílico. Zacarias começou seu trabalho cerca de dois meses após os oráculos de Ageu. Ageu desafiara o povo a reconstruir o templo e Zacarias chamou a comunidade pós-exílica ao arrependimento. Uma vez que os trabalhos de reconstrução estavam concluídos, restava ao povo a consciência correta da adoração e serviço apropriados.
O nome Zacarias significa Javé se lembrou, e expressa o sentimento dos exilados após o cativeiro babilônico. No livro de Neemias lemos que Zacarias era neto de Ido, que retornara do cativeiro com Zorobabel e Jesua (12:4). Neemias também o identifica como membro da família sacerdotal de Ido (12:16). Zacarias, portanto, era descendente de Levi e serviu em Jerusalém como sacerdote e profeta.
O livro está indubitavelmente seccionado em duas partes. O livro pode ser dividido de acordo com seu estilo e interesse histórico entre os capítulos 1 a 8 e 9 a 14. A primeira parte se situa no período persa, antes da reconstrução do templo sob a liderança de Josué e Zorobabel. Neste trecho, as profecias são datadas e vêm em forma de visões. A segunda parte não trata mais sobre o templo; Josué e Zorobabel não são mais mencionados; as profecias não são mais datadas nem tem a forma de visões. A ênfase teológica da segunda parte é totalmente escatológica se comparada com a primeira. O estilo literário também é distinto da primeira parte, tratando-se, claramente, de uma literatura apocalíptica, gênero característico do período pós-exílico.
Da mesma maneira que Ageu, Zacarias escreveu aos hebreus de Jerusalém e proximidades que retornaram do exílio. Em virtude da impassividade espiritual neste período, Zacarias exortou e motivou os ex-cativos a reconstruir e prosseguir a vida.
Os oráculos de Zacarias foram pronunciados durante o reinado de Dario, rei da Pérsia (521 – 486 a.C.). Somente um grupo reduzido de judeus retornara a Jerusalém após os 70 de cativeiro; por isso os muros e o templo de Jerusalém continuavam destruídos. Logo, a promessa de restauração predita por Jeremias e Ezequiel estavam longe do seu cumprimento (Jr. 30 – 33; Ez. 36 – 39). Conforme estudado anteriormente, foi um período de sombras, desânimo e ameaças das nações ao redor contra qualquer tentativa mínima de progresso.
Em contraste com essa situação desoladora, as palavras de Ageu e Zacarias animaram e motivaram o povo da Aliança à reconstrução material e regeneração espiritual. Ageu iniciou este trabalho e Zacarias arrematou sua mensagem para a renovação espiritual (1:3-6; 7:8-14).
O ministério de Zacarias durou mais de 2 anos até a conclusão dos trabalhos de reconstrução do templo e celebração da páscoa em 515 a.C. (Ed. 6:13-22).

ESTRUTURA DO LIVRO
Os oráculos de Zacarias podem ser estruturados da seguinte forma:
·       A chamada ao arrependimento – 1:1-6
·       As visões de Zacarias – 1:7 – 6:8
·       A coroação de Josué – 6:9-15
·       Mensagem sobre a justiça, misericórdia e jejum – 7:1-14
·       Mensagem sobre a restauração de Jerusalém – 8:1-23
·       Oráculos sobre o Messias – 9 – 11
·       Oráculos sobre Israel – 12 – 14
O livro divide-se em duas partes principais contendo oito visões, quatro mensagens e dois oráculos. A primeira parte contém a introdução em forma de chamada ao arrependimento (1:1-6), as visões noturnas (1:7 a 6:15) e as palavras sobre o jejum (7 e 8). A segunda parte, como visto acima, tratam-se de oráculos escatológicos sobre o Messias (9 a 11) e Israel (12 a 14). Todos esses estilos literários reunidos serviram para estimular os judeus do pós-exílio a permanecerem fiéis à Aliança para o estabelecimento do seu reino por meio do Messias.
A introdução serve como uma convocação para o retorno a Javé, ratificando a mensagem de Ageu acerca da reconstrução do templo (Ag. 1:1-6). Entretanto, a reedificação do templo deveria vir acompanhada da restauração espiritual. A mensagem de retorno ao Senhor é confirmada pelas visões que confirmam que Javé está “voltando para Jerusalém” (1:3; 16; 2:10), e que seu controle sobre o cosmos não foi perdido.
Resumidamente, o conteúdo das visões pode ser entendido da seguinte maneira:


Primeira visão
1:7-17
Javé está no controle de tudo, embora o reino não esteja implantado
Segunda visão
1:18-21
Intervenção da Javé na história para a realização do seu propósito
Terceira visão
2:1-13
Encorajamento do povo ao prometer que Javé habitaria com seu povo
Quarta visão
3:1-10
Ação misericordiosa de Javé ao purificar Israel, representado por Josué
Quinta visão
4:1-14
Encorajamento do povo pela ação do Espírito Santo para a reconstrução do templo
Sexta visão
5:1-4
Encoraja a obediência à Lei
Sétima visão
5:5-11
Desencorajamento das esperanças políticas e econômicas vindas da Babilônia
Oitava
6:1-8
A ira de Deus é aplacada e seu povo vingado. A coroação de Josué indica a unificação dos ofícios de rei e sacerdote na mesma pessoa, tipificando o Renovo do Messias.


Após as visões, as mensagens de Zacarias contém a advertência contra uma religiosidade oca e superficial e o desafio à obediência a Javé. A verdadeira espiritualidade se fundamentaria na busca pela justiça social e a consequente restauração de Israel no futuro (8:9-13).
A segunda parte do livro, de cunho escatológico, trata sobre o Messias. A rejeição que o povo faria dele resultaria em sua dispersão e sofrimento nas mãos de um pastor falso e ganancioso (9:1 – 11:17). Após seu arrependimento, Deus reúne os eleitos e restaura as bençãos da Aliança onde Israel desfruta da presença de Deus em seu reino inaugurado.
Aqui o conteúdo de Zacarias tem uma ênfase diferente da primeira parte. Ao que tudo indica, o texto de Zacarias, nos capítulos 1 a 8, nutre uma esperança de que Zorobabel poderia ser o agente de implantação do Reino de Deus. Entretanto, no trecho dos capítulos 9 ao 14, Zorobabel não é sequer mencionado, dando espaço a outros elementos de mudança não apenas terrestre, mas também revolucionária, cósmica e cataclísmica.

PROPÓSITO E CONTEÚDO

O profeta Zacarias trata dos seguintes assuntos em seus oráculos:
A renovação da Aliança
Justiça social
A soberania de Deus
O Messias
Zacarias escreveu para a comunidade pós-exílica que estava seguindo os mesmos passos de seus ancestrais (1:3-5). Por isso seus oráculos são para exortação, repreensão e incentivo nos tempos difíceis que enfrentavam. Esta geração era tão culpada pelo exílio quanto as anteriores (7:8-14).
Neste momento de crise, Zacarias apela ao arrependimento e retorno a Javé (1:3-5). A adoração e culto verdadeiros, no templo reconstruído com o incentivo de Ageu, viria apenas com a renovação espiritual e a obediência à lei do Senhor. Desse modo, as bênçãos da justiça e prosperidade trazidas pelo Messias se concretizariam no Reino de Deus (6:9-15; 8:13).
Distintamente de outras literaturas apocalípticas, Zacarias não focaliza somente os aspectos futuros do Dia do Senhor, mas invoca a consciência coletiva para a justiça social ainda no presente. Isto é, antes de todos os povos buscarem o favor de Deus em Jerusalém, os judeus deveriam buscar ao Senhor e praticar a justiça para com as viúvas, pobres, órfãos e também estrangeiros (7:9-10; 14:16-21).
Ao tratar sobre a ordenação de Josué e Zorobabel, Zacarias prosseguiu ratificando a liderança divinamente instituída em Israel, recobrando as esperanças na restauração messiânica e no cuidado de Javé ao guiar o povo da Aliança.

O valor de Zacarias para os Cristãos
As duas parte de Zacarias colocam os gentios no plano de salvação e trata sobre a prática do culto correto e a busca pelo Reino de Deus em primeiro lugar.
O Novo Testamento cita em torno de 70 trechos de Zacarias, dos quais a maior parte encontram-se em Apocalipse. As citações mais conhecidas estão nos capítulos 9 a 14. Os cristãos encontram o cumprimento da vinda do rei vencedor, mesmo que humilde (Zc. 9:9) na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (Mt. 21:5). A traição de Judas por 30 moedas de prata (Mt. 27:3-5) foi associada com Zc. 11:12-13. Mesmo o abandono de Jesus pelos discípulos (Mt. 26:31, 56) foi relacionado com Zc. 13:7.
Ademais Zacarias traz consolo e esperança para aqueles que sofrem nas mãos de pastores opressores e anima os leitores à construção de um mundo melhor, ao mesmo tempo que incentiva a olhar além do mundo material aguardando nossa redenção esperando por uma cidade melhor, da qual Deus é o construtor.

Autor: Zacarias 1:1 identifica o seu autor como sendo o profeta Zacarias.

Quando foi escrito: O Livro de Zacarias foi provavelmente escrito em dois segmentos principais entre 520 e 470 aC.

Propósito: Zacarias enfatizou que Deus tem usado Seus profetas para ensinar, advertir e corrigir o seu povo. Infelizmente, eles se recusaram a ouvir. Seu pecado trouxe a punição de Deus. O livro também traz evidências de que até mesmo a profecia pode ser corrompida. A história mostra que nesse período a profecia caiu em descrédito entre os judeus, dando entrada ao período entre os Testamentos quando nenhuma voz profética duradoura falava ao povo de Deus.

Versículos-chave: 
Zacarias 1:3: "Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o SENHOR dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos."

Zacarias 7:13: "Visto que eu clamei, e eles não me ouviram, eles também clamaram, e eu não os ouvi, diz o SENHOR dos Exércitos."

Zacarias 9:9: "Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta."

Zacarias 13:9: "Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: é meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus."


RESUMINDO...
O livro de Zacarias ensina que a salvação pode ser obtida por todos. O último capítulo descreve os povos de todo o mundo vindo adorar a Deus, o qual deseja que todas as pessoas o sigam. Esta não é a doutrina do universalismo, ou seja, que todas as pessoas serão salvas porque salvar faz parte da natureza de Deus. Em vez disso, o livro ensina que Deus deseja que todas as pessoas o adorem e aceitem aqueles que o fazem, independentemente de suas expressões nacionais ou políticas, como na liberação de Judá e de Jerusalém de seus inimigos políticos. Finalmente, Zacarias pregou que Deus é soberano sobre este mundo, apesar de qualquer aparência do contrário. Suas visões do futuro indicam que Deus vê tudo o que vai acontecer. As representações da intervenção de Deus no mundo ensinam que Ele, no fim das contas, trará os eventos humanos ao fim que Ele escolher. Ele não elimina a liberdade do indivíduo de seguir a Deus ou se rebelar, mas mantém as pessoas responsáveis pelas escolhas que fazem. No último capítulo, até mesmo as forças da natureza respondem ao controle de Deus.

PRENÚNCIOS
Profecias sobre Jesus Cristo e a era messiânica são abundantes em Zacarias. Desde a promessa de que o Messias viria habitar em nosso meio (Zacarias 2:10-12, Mateus 1:23), ao simbolismo do Renovo e da Pedra (Zacarias 3:8-9, 6:12-13, Isaías 11:1; Lucas 20,17-18), à promessa de Sua Segunda Vinda, onde aqueles que o traspassaram iriam olhar para Ele e lamentar (Zacarias 12:10, João 19:33-37), Cristo é o tema do livro de Zacarias do início ao fim. Jesus é o Salvador de Israel, uma fonte cujo sangue cobre os pecados de todos os que vêm a Ele para a salvação (Zacarias 13:1; 1 João 1:7).

APLICAÇÃO PRÁTICA

Deus deseja adoração sincera e vida moral de nós hoje. O exemplo de Zacarias de romper com preconceitos nacionais nos lembra que devemos alcançar todas as áreas da nossa sociedade. Devemos estender o convite de Deus de salvação às pessoas de todas as origens nacionais, línguas, raças e culturas. Elas precisam saber que a salvação está disponível apenas através do sangue derramado de Jesus Cristo na cruz, o qual morreu em nosso lugar para expiar o pecado. Entretanto, se rejeitarmos esse sacrifício, não há um outro sacrifício pelo qual possamos ser reconciliados com Deus. Não há outro nome debaixo do céu pelo qual importa que sejamos salvos (Atos 4:12). Não há tempo a perder, hoje é o dia da salvação (2 Coríntios 6:2).

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