sábado, 30 de maio de 2015

J O S U É

O     L I V R O    D E    J O S U É




O Livro de Josué relata acontecimentos situados no séc. XIII a.C.: a conquista e partilha de Canaã, a Terra Prometida, pelas Tribos de Israel. À primeira vista, o livro apresenta a tomada global da Terra, feita por uma geração, mas a conquista foi de um modo longo e lento, ora pacífico e ora violento que terminou dois séculos mais tarde, com o Rei Daví. O conteúdo deste livro pode ser dividido em três partes: na primeira (Js. 1-12) temos a Conquista, a segunda parte apresenta a Partilha da Terra entre as Tribos e a terceira parte Js. 23 e 24 apresenta O fim da Vida de Josué que conclui com o retorno das tribos transjordânicas para seus territórios (Js.22), o último discurso de Josué (Js.23) e Aliança em Siquém e morte de Josué (Js 24). O personagem principal desse livro é a terra Prometida, Deus realizou sua promessa feita aos patriarcas e renovada aos seus descendentes. O povo foi libertado da escravidão do Egito para ser livre e próspero na Terra que Deus lhes deu (Exodo 3.7-8). Deus concede o dom, porém não suprime a liberdade e a iniciativa do homem, pelo contrário, supõe e exige que o homem busque e conquiste o Dom de Deus. A TERRA PROMETIDA TEM QUE SER CONQUISTADA

O livro de Josué narra a entrada do Povo de Israel em Canãa, a Terra Prometida por Deus ao seu povo escolhido. Aí estava a ordem de Deus: “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado”. Josué 1.3
Para guardarmos todo o conteúdo deste livro podemos dividi-lo em uma série de palavras que começam com a letra “P”, para melhor facilidade neste estudo: PREPARAÇÃO, PASSAGEM, PRÉLIOS, PARTILHA E PACTOS.

PREPARAÇÃO – Cap. 1 e 2 – Trata-se da preparação do Líder Josué e do Povo de Israel na passagem do Rio Jordão e a consequente entrada na Terra Prometida, partindo do Monte Nebo rumo a Canaã e do envio dos espias à Terra Santa secretamente por Josué.

PASSAGEM – Cap. 3 ao 5 – Narra a passagem do povo pelo Rio Jordão em terra seca de onde tiraram 12 pedras, cada uma relativa a uma das tribos de Israel. Foi um marco histórico de Israel em que os que carregavam a Arca ficavam no meio cercado do povo ao seu redor.



PRÉLIOS – Cap. 6 ao 12 – Narram as batalhas travadas primeiro na cidade de Jericó (6.20), onde suas frondosas muralhas foram derrubadas, após o cerco de vários dias. Depois a conquista de outras cidades e reinos, como a batalha contra a cidade de Ai, que ocasionou em uma derrota por causa do pecado de Açã, o qual sentiu-se seduzido por uma capa babilônica, roubando-a. Isto ocasionou a derrota dessa batalha e o povo todo teve que se organizar e por meio de uma emboscada conseguiram conquistar a cidade. Em seguida surge o incidente com os Gabaonitas, que se fingiram ter vindo de longe, trazendo coisas velhas e roupas rasgadas, fazendo com que Josué fizesse um pacto de não os destruís, desobedecendo a ordem expressa de Deus de que o povo teria que destruir a todos. Depois de descoberta a mentira, como castigo, Josué os reduziu a rachadores de lenha e pagadores de água.                                                   
No capítulo 10 vemos relatos das lutas do Sul, o episódio em que Josué fez o sol parar por quase um dia inteiro. No capítulo 11 as lutas do Norte que provavelmente que confirmaram mais tarde, pois os textos nos faz supor tribos que já viviam na região. O relato dessa conquista termina em (Js.11.23)”E a terra ficou em paz, sem guerra” . Josué tomando posições estratégicas fez o ataque pelo centro e não havia ninguém que resistisse suas tropas. Os avanços pelo Sul, faz referência à conquista de Jerusalém de Hebron, e de outros lugares nos quais habitavam os Cananeus, os Amorreus, os Perezeus, os Gebuzeus, Heteus, e outros povos.  



PARTILHA – Cap. 13 ao 22 – Se refere a partilha ou repartição das Tribos de Israel. Percebe-se que a Tribo de Manassés aparece nos dois lados do Jordão. Parece que Manassés foi protegido. O importante não é o tamanho, mas sim a melhor terra, critério este no qual as porções das terras foram divididas por um critério proporcional de tamanho e valor. Temos também a descrição das fronteiras e somente a Tribo de Leví, não recebeu terras pois sua missão era religiosa, e não teriam tempo de cuidar da agricultura, e nem da criação, “aquele que cuida do altar, do altar deve viver”. A tribo de Leví recebeu somente 40 cidades e destas, seis eram consideradas cidades de refúgio, que foram designadas para coabitar as pessoas perseguidas injustamente, que ficavam ali até o estabelecimento de um juízo mais justo.


  
PACTO – Cap. 23 e24 -  Tratava-se da renovação do Pacto, da Aliança de Deus com seu Povo, Este fato sempre aconteceu desde o início. Deus já havia feito com Adão, com Noé, com Abraão, com Isaac e Jacó. No entanto Josué conhecia naturalmente todas as promessas confirmadas por Moisés e depois de ter conquistado a Terra de Canaã e de a ter distribuído ao seu povo, entende que é útil renovar o pacto, e então manda erguer o Altar de testemunho, e faz uma convocação ao povo.

“ESCOLHEI HOJE A QUEM HAVEIS DE SERVIR”. Josué 24.15, 27
O Livro de Josué constitui, portanto, um inseparável tratado sobre a graça de Deus, que é a base da vida e da história. A graça não é dom paternalista de Deus, deixando o homem passivo. Ela é o dom que Deus faz das possibilidades já contidas na estrutura de toda criação, e principalmente da pessoa humana. Sem a atitude livre e responsável que procura descobrir, tomar posse e endereçar as possibilidades, o homem jamais encontrará a graça.

A VIDA É O DOM DE DEUS QUE O HOMEM DEVE DESCOBRIR E CONQUISTAR

sábado, 16 de maio de 2015

O LIVRO DE DEUTERONÔMIO

O    L I V R O    D E    D E U T E R O N Ô M I O




Deuteronômio é um Livro de recordações. O nome significa “Segunda Lei”, indicando com isso que nele a Lei é repetida. Moisés esforça-se por lembrar ao povo o que Deus havia feito por eles e o que eles deviam fazer para servi-LO, quando entrassem na terra prometida.
O livro de Gênesis conta as origens da nação escolhida de Israel, Êxodo, a organização do povo como nação e o recebimento da Lei. O livro de Levítico fala do modo pelo qual esse povo devia adorar a Deus, e o livro de Números narra a história das peregrinações desse povo.
Deuteronômio relata a preparação final para entrar na terra prometida.

OS DISCURSOS DE MOISÉS
Deuteronômio consta de três discursos de Moisés, o homem de Deus. Esses discursos não foram dirigidos àqueles que estiveram no Sinai, pois todos já haviam perecido no deserto, portanto era preciso repassar as dádivas da Lei para aqueles que agora estavam preparados para entrar em Canaã.




·      1º Discurso de Moisés – Olhando para Trás – Cap.1-4
O livro começa mostrando-nos os filhos de Israel no limiar da terra de Canaã, num ponto que poderiam ter atingido a Terra Prometida com apenas onze dias de jornada, quarenta anos antes. Todavia tinham levado quarenta anos em circulo ao redor do Monte Sinai.
Moisés exorta o povo a obediência, depois de tantos anos de expectativa e esperança, agora estavam prontos para entrarem na Terra Prometida, terra admirável e rica, em cujas fronteiras se achavam.
Moisés faz aos filhos de Israel uma narração retrospectiva, recorda-lhes a história de Israel e passa em revista as suas peregrinações. Lembra-lhes da fidelidade de Deus e insiste que sejam agradecidos e obedientes.

·     2° Discurso de Moisés – Olhando para o Alto – Cap.5.26
Encontra-se em Deut.12.1 a chave desta divisão: “São estes os estatutos e os juízos que cuidareis de cumprir na terra que vos deu o Senhor”. Israel estava para entrar numa nova terra e tudo dependia de sua constante e inteligente obediência a Deus, que era o doador da terra. Ele queria ensinar a Israel o amor que é o real cumprimento da Lei. Rom.18.8-10; Mateus 22.37-40.
Moisés enuncia a Lei de modo simples e claro, para que assim ela possa exercer vivo domínio sobre o povo. Deus diz: “Sois povo meu; eu vos amo e vos tenho escolhido; estou no vosso meio, proteger-vos-ei. Exijo apenas que, para vosso próprio bem, me presteis obediência.” Diz ainda: “Sede santos, pois Eu sou Santo”.




·      3º Discurso de Moisés – Olhando para Frente – Cap.27.33
Vemos aqui, Moisés dirigir ao povo algumas solenes advertências. Primeiro falou das bênçãos que os filhos de Israel poderiam desfrutar, se fossem obedientes. Depois lhes falou dos resultados da desobediência.  Resultados estes que os acompanharia em todos os empreendimentos: nos negócios, na agricultura, e na saúde.  Sofreriam as conseqüências da sua desobediência a Deus.
O capítulo 28 é sobremodo notável. Traça aquilo que, através da obediência (1-14), Israel poderia ter sido; contudo, é o que vai acontecer durante o milênio vindouro. Isaias 60-62; Zac. 14.8-21; Jer.31.1-9, Deut. 30.1-10, Rom.11.25-31.

Os versículos 47-49 falam da invasão romana no ano 70 AD, sob o comando de Tito.  Esta foi realmente uma página sangrenta da história de Israel.

Os versículos 63-67 descrevem o judeu dos nossos dias. Deus falou sobre isso há mais de três mil anos atrás. O capítulo 28 deixa Israel onde se encontra hoje – “disperso”.
Disperso – Ele estará disperso de uma a outra extremidade da terra (O povo judeu hoje está em toda parte, na Alemanha, na Rússia, na Itália, no Brasil,etc.

Intranqüilo – Não há tranqüilidade para o judeu nesses paises, Vers.65.

Acabrunhado – O judeu leva um temor no coração e na vida um pesar. Considere como ele tem sido tratado em muitos países. Vers. 65-67.

O PRÓPRIO DEUS PREDISSE TUDO ISSO



             O TíTULO
O título do quinto livro do Pentateuco, em hebraico, é Debarim (“palavras”). A Septuaginta (LXX), antiga versão grega do Antigo Testamento, o chamou de Deuteronômio. O significado deste termo grego é, propriamente, “segunda lei”. Quando aplicado a este livro, é importante entender que aqui não se trata de uma nova lei diferente da “primeira” (a mosaica), mas de uma repetição da mesma.

A SITUAçãO HISTóRICA
A chegada dos israelitas às terras de Moabe é o fato que, praticamente, marcou o final da caminhada iniciada no Egito quarenta anos antes (1.3). As planícies de Moabe, situadas a leste do Jordão, foram a última etapa daquela longa caminhada, no curso da qual foram morrendo, um após o outro, os membros do povo que tinham vivido a experiência de escravidão e que, depois, coletivamente, haviam protagonizado o drama da libertação (1.34-39; cf. Nm 14.21-38). Este foi o castigo para a pertinaz rebeldia de Israel: com a exceção de Calebe e de Josué, nenhum dos que fizeram parte da geração do êxodo entraria em Canaã. Nem sequer o próprio Moisés, o fiel guia, legislador e profeta (1.34-40; 34.1-5; cf. Nm 14.21-38).
Nas campinas de Moabe, em frente a Jericó, compreendendo que o fim da sua vida estava próximo, “encarregou-se Moisés de explicar esta lei” ao povo (1.5). Reuniu, pois, pela última vez, o povo, para entregar-lhe o que se poderia chamar de o seu “testamento espiritual”. Diante de “todo o Israel” (1.1), Moisés evoca os anos vividos em comum, instrui os israelitas acerca da conduta que deviam observar para serem realmente o povo de Deus e lhes recorda que a sua permanência na Terra Prometida depende da fidelidade com que observem os mandamentos e preceitos divinos (8.11-20).

O CONTEúDO DO LIVRO
O Deuteronômio (Dt), tal como outros textos de caráter normativo recolhidos no Pentateuco, expressa o que Deus requer do seu povo escolhido. E o faz explicitando concretamente o mandamento que Jesus qualificou de “o principal”: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (6.5; cf. Mc 12.30). Estas palavras são a coluna vertebral de todo o discurso mosaico, que agora assume um caráter mais pessoal do que quando o povo o ouvia no Sinai (chamado de “Horebe” em Dt, com exceção de 33.2), porque ali Moisés se limitou a transmitir o que recebia de Deus, enquanto que, em Moabe, ele fala na primeira pessoa, para, na sua qualidade de profeta (18.15-18), revelar ao povo a vontade do Senhor (4.40; 5.1-5,22-27; 28.1). O Deuteronômio destaca essa imagem de Moisés mediante frases introdutórias como: “São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1.1; cf., p. ex., 1.3,5; 4.44; 5.1). Um lugar de destaque neste livro é ocupado pelo chamado “código deuteronômico” (caps. 12—26), que começa com uma série de “estatutos e juízos” (12.1) relativos ao estabelecimento de um único lugar de culto, de um único santuário, ao qual todo o Israel estaria obrigado a peregrinar regularmente: “Buscareis o lugar que o Senhor, vosso Deus, escolher de todas as vossas tribos...” (12.5; cf. vs. 1-28). A esse núcleo de caráter legal, que aparece no livro precedido dos dois grandes discursos (1.6—4.40 e 5.1—11.32), seguem-se algumas disposições complementares (p. ex., no cap. 31, a nomeação de Josué como sucessor de Moisés) e também advertências e exortações de diferentes tipos (caps. 27—31). Os últimos caps. contêm o “cântico de Moisés”, as “bênçãos às doze tribos” (caps. 32—33), a morte de Moisés (34.5) e o seu sepultamento em um lugar ignorado da região de Moabe (34.6).




A MENSAGEM
O relacionamento especial que Deus estabelece com o seu povo é, sem dúvida, a proclamação que o Deuteronômio sublinha com a maior ênfase. O Senhor é, certamente, o Deus criador do céu e da terra (10.14); porém, com base exclusivamente no seu amor, ele escolheu Israel para com este povo estabelecer uma aliança particular. Antes que o próprio Israel fosse chamado à existência, Deus já havia escolhido os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, aos quais prometeu que os seus descendentes herdariam a terra de Canaã (6.10; 7.6-8). O cumprimento da promessa está permanentemente no horizonte do Deuteronômio. Isso se evidencia, por um lado, na evocação dos acontecimentos que puseram fim à escravidão de Israel no Egito e, por outro lado, na evocação dos muitos prodígios de que o povo foi testemunha durante os anos do deserto. E, agora, junto à margem oriental do Jordão, quando o cumprimento da promessa já está a ponto de se converter numa esplêndida realidade, Moisés exorta os israelitas a que, livremente, se atenham ao compromisso a que a aliança de Deus os obriga: “... te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele” (30.19-20). Ao amor de Deus, Israel deve corresponder com a sua entrega total e sem reservas, acatando a vontade divina: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, e todos os dias guardarás os seus preceitos, os seus estatutos, os seus juízos e os seus mandamentos” (11.1).

ESBOçO:
1. Primeiro discurso de Moisés (1.1—4.43)
2. Segundo discurso de Moisés (4.44—11.32)
3. O código deuteronômico (12.1—26.19)
4. Terceiro discurso de Moisés (27.1—28.68)
5. Quarto discurso de Moisés (29.1—30.20)
6. Últimas disposições. (31.1—32.47)
7. Último dia da vida de Moisés (32.48—34.12)
a. Visão de Canaã (32.48-52)
b. Bênção de Moisés (33.1-29)
c. Morte de Moisés (34.1-12)


quarta-feira, 13 de maio de 2015

O LIVRO DE NÚMEROS

O    L I V R O    D E     N Ú M E R O S




Os acontecimentos narrados neste livro ocorreram durante a peregrinação no deserto pelos filhos de Israel, num período de 40 anos, datado em 1450-1410 AC. Este livro está dividido da seguinte forma: Cap. 1 ao10 em Preparativos e Leis, do Cap.11 ao 13 está descrito o percurso do Sinai até Gades-Barnea, e do Cap. 14 ao 20 o itinerário até Gades (Kadesh). Os Cap. 21 ao 26 relatam as lutas contra os reis para possuírem a terra de Canaã e Censo do povo de Israel. Nos Cap. finais de 27 ao 36 há um apêndice ao Livro de Deuteronômio colocando algumas leis na vida prática de Israel.
Este livro também é denominado pelos judeus de:
·      O Livro da Peregrinação no Deserto
·      O Livro das Caminhadas, 33.1-2
·      Rol de Caminhada
·      Livro das Murmurações, Salmo 95.10 (rebelião contra Deus)

O Livro de Números tem este nome devido à menção que se faz ao recenseamento depois que o povo de Israel havia saído do Egito, fato este ocorrido depois da partida do Monte Sinai rumo a Canaã.
Quando o povo obedecia a Deus e se mantinha fiel a Sua Palavra, tudo ocorria bem, entretanto, quando desobedeciam, pagavam o preço da desobediência com sofrimento, derrotas, atrasos nas jornadas e morte pelo deserto.
Em Gênesis vemos o homem perdido, em Êxodo o homem redimido, e no Livro de Levítico o homem adorando, e em Números o homem servindo. Este livro narra os acontecimentos no deserto, inclusive o livro começa com as palavras,...”No deserto...”






NO DESERTO...
·      No deserto as Leis de Deus foram dadas aos israelitas no Monte Sinai
·      O tabernáculo foi construído
·      Os sacerdotes designados para suas funções ao serviço de Deus
·      Agora, Deus prepara sua nação para sua obra.



A PREPARAÇÃO
·      Deus numera e distribui as Tribos de Israel – Cap.1-2 (Censo). O livro de Números também é chamado do Livro do Censo. O 1º Censo de Israel, foi feito quando o povo chegou ao Monte Sinai, o seja no segundo ano da saída do Egito.
            O 2º Censo foi feito à beira do Rio Jordão, ao final dos 40 anos de peregrinação.
·      Deus escolhe e designa deveres aos sacerdotes e levitas – Cap.3-4. Seiscentos homens de 20 anos para cima , servindo ao sacerdócio. Ao todo são três milhões de homens, mulheres e crianças, num arraial de aproximadamente 20 Km. Nr.9.15-23.
·      Deus cuida e protege seu povo – A nuvem e a coluna de fogo são prova disso, e Deus está no meio do arraial.




A PEREGRINAÇÃO
·      Murmuração – O povo murmurava contra Deus e Deus manda juízo sobre eles através do fogo, Nr. 11.1-3.
·      Providencia – Deus a tudo provê, pois Ele estava lá, para alimentar seu povo, vestir seu povo, dar calçados para seu povo, mas mesmo assim não se satisfaziam.
·      Deus castiga seu povo com pragas, por causa de sua desobediência e muitos adoeceram e morreram. Nr. 11.33.
·      Ciúme – Não obedeciam a seus líderes, queriam honra para si próprios, e foram feridos com lepras. Nr. 12.1-16.

OS ANOS PERDIDOS PELO DESERTO
    
·      Falta de Confiança em Deus – andavam em círculos, de Gades a Gades, como um povo perdido no deserto.
·      Incredulidade - Não deram ouvidos a Josué e Calebe, deram ouvidos aos espias, temendo os gigantes de Canaã. Nr. 13.30. O itinerário do Sinai a Gades-Barnea, ao sul da Palestina, de onde foram enviados os espias, depos as peregrinações no deserto em retrocesso  até Ezion-Geber, chegando à parte final deste livro no Monte Nebo, onde fatos ocorridos são narrados no Livro de Deuteronômio.




·      Desejaram voltar para o Egito – Recusaram a entrar em Canaã e por isso tiveram que peregrinar por 40 anos no deserto, até outra geração, com apenas 11 dias da terra prometida. Trocaram 11 dias de progresso por 40 anos de peregrinação.
·      Pelo relatório dos espias havia sim gigantes, mas os Israelitas eram como os gafanhotos. Nr.13.33
·      Murmuraram pela falta de água, ao ponto de Moisés perder a paciência chamando-os de “povo rebelde”, ferindo a rocha com seu bastão, desobedecendo a Deus que pediu que apenas tocasse nela. Apesar de sua desobediência, Deus cumpre sua promessa dando água para seu povo. Nr.20.10.
Gades-Barneia, onde está localizada a Rocha que jorrou água para os israelitas, flui água até os dias de hoje. O exército Turco estendeu uma linha de cano na 1ªGuerra Mundial e abasteceu-se de água durante todo o período de guerrilha. Hoje apesar das ruínas da cidade de Gades, neste local a um belíssimo oásis.


A JORNADA PARA MOABE

Do capítulo 10.11 à 22.1, este livro descreve os acontecimentos que ocorreram do Monte Sinai até a região de Moabe.

·      Os israelitas partem de Sinai. Nr.10.11-36
·      As murmurações dos israelitas e Deus designa auxiliares a Moisés. Nr.11
·      As rebelião de Miriã a Arão, por causa da liderança do povo. Nr.12
·      Os doze espias. Nr.13
·      As murmurações do povo contra Moisés e Arão gerando conflitos e tentações. Nr.14
·      Leis a respeito de ofertas. Nr.15
·      A rebelião de Coré, Data e Abião pelo direito ao sacerdócio. Nr.16
·      O florescimento da vara de Arão. Nr.17
·      Deveres e direitos dos sacerdotes. Nr. 18
·      A água purificadora. Nr.19
·      A morte de Miriã – Moisés fere a rocha em Meribá – A morte de Arão. Nr.20
·      A sepente de bronze. Nr.21
·      Acampamento em Moabe e o povo diante da terra prometida. Nr.22

A PERMANÊNCIA EM MOABE (NR.22.2 A 25.18)

Os filhos de Israel que saíram do Egito já haviam morrido, e uma nova geração começa a se preparar para entrar em Canaã. Todos morreram, exceto Moisés, Josué e Calebe e aqueles que tinham menos de 20 anos de idade. Esta geração batalha contra os cananeus, e depois tiveram que contornar as terras dos Edomitas, descendentes de Esaú, também chamado de Edon, irmão de Jacó, pois não podiam matá-los por serem nações irmãs, gerando muitas desavenças entre os israelitas.
O povo começa novamente a murmurar contra Deus, e são castigados por serpentes abrasadoras enviadas por Deus, mas desta vez o povo se arrepende e Deus pede para que Moisés construa um monumento com uma serpente de bronze, para que todo aquele que quisesse ser salva da morte olhasse para cima, para a serpente de bronze. Deus vem ao seu socorro como uma serpente de bronze, tipificando Jesus Cristo, na cruz do calvário. S.João 3.14-15.

·      O erro e a doutrina de Balaão, sedução da idolatria a uma nova sociedade. Nr.22.2 a 25.18
·      O censo da nova geração. Nr.26
·      Josué é escolhido para substituir Moisés. Nr.27
·      Orientações gerais sobre ofertas, festas e votos. Nr.28-30
·      A vitória sobre Mídia. Nr.31
·      Duas tribos e meia recebem terra na Transjordânia. Nr.32
·      A descrição da caminhada desde a saída do Egito. Nr.33
·      As divisões de Canaã – Cidades de refúgio. Nr.34-36




O Título
O nome em português do quarto livro do Pentateuco vem do latim Liber numerorum (“Livro dos Números”), que, por sua vez, vem do grego Arithmoi (como é chamado este livro na LXX) e que significa “números”. É óbvio que a razão de ser desse título é a presença no livro de dois recenseamentos do povo de Israel (cap. 1 e 26), da divisão dos despojos de guerra depois da vitória dos israelitas sobre os midianitas (cap. 31) e de certos esclarecimentos relacionados aos sacrifícios e às ofertas e que envolvem quantidades (caps. 7; 15; 28—29). Em hebraico, o título do livro é Bemidbar (lit. “no deserto”), referência expressa à região sinaítica na qual tiveram lugar os acontecimentos que são narrados no livro.

CONTEÚDO DO LIVRO
No livro de Números (Nm) aparecem com destaque a personalidade e a obra de Moisés, o grande libertador e legislador de Israel. A essa missão, que ele assumiu desde o princípio, se acrescenta agora a de organizar os israelitas e de guiá-los durante os anos da sua peregrinação em busca da Terra Prometida. No cumprimento dessa missão, Moisés, que sempre atuou com total fidelidade a Deus e motivado pelo amor ao seu povo (14.13-19), sentiu-se, às vezes, abatido pela pesada carga moral da sua responsabilidade (11.10-15) e pela incompreensão daqueles que o rodeavam. Até os seus próprios irmãos, Arão e Miriã, o criticaram e murmuraram contra ele, que era pessoa mansa, “mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (12.3). Contudo, Moisés não desistiu no seu empenho e continuou velando por Israel até o fim dos seus dias. Quando viu aproximar-se o momento da sua morte, tomou as precauções necessárias para que o seu sucessor, Josué, pudesse levar a bom termo a tarefa de chegar à Terra Prometida e tomar posse dela (27.15-23).
Em contraste com a figura solitária de Moisés, a conduta dos israelitas é descrita em Números com traços bastante negativos. Do Egito certamente havia saído “um misto de gente” (Êx 12.38), que, no deserto, começou a constituir uma coletividade animada pelos mesmos interesses e um destino comum. Mas com as agruras da penosa jornada rumo a uma meta ainda desconhecida e que devia lhes parecer sempre distante, aqueles que haviam sido libertados do duro cativeiro egípcio protestaram e se rebelaram de vez em quando; nas suas queixas, chegaram a considerar como melhores os tempos de escravidão. Com tudo isso não cessaram de provocar a ira de Deus e atraíam maiores desventuras sobre Israel, (cf., p. ex., cap. 14). Não obstante, mesmo com tão constantes faltas de fidelidade o Senhor não deixou de se mostrar compassivo e perdoador: assim Deus, falando com Moisés “boca a boca... claramente e não por enigmas” (12.8), o escuta quando este intercede em favor do povo, quando lhe roga que perdoe aos culpados (11.2; 12.3; 14.13-19; 21.7-9).

COMPOSIÇÃO
Visto no seu conjunto e atendendo especialmente a razões geográficas e cronológicas, Números não tem falta de unidade na sua composição. O relato, mantendo-se no mesmo fluxo narrativo que vem desde o livro do Êxodo, dá conta dos movimentos de Israel depois do seu período de permanência no Sinai, até a chegada ao rio Jordão: os preparativos para retomar a caminhada (caps. 1—8), a celebração da Páscoa (cap. 9), a marcha do Sinai a Moabe (caps. 10.11—21.35), a permanência em Moabe (caps. 22—32) e as instruções que Moisés dá ao povo junto ao Jordão (caps. 33—36). Sendo assim, apesar dessa certa unidade global do livro, é preciso reconhecer que a sua estrutura literária consiste mais de uma cadeia de seqüências justapostas, independentes entre si, que alternam trechos narrativos de fácil leitura com trechos muito densos, de caráter jurídico, legal, censitário ou cúltico ou dizem respeito aos censos levantados em diferentes momentos da seqüência narrativa. Poderia ser dito que o livro de Números não foi escrito a partir de um plano inicial claro, mas que a sua formação foi um processo paulatino.

ESBOÇO:
1. A permanência no Sinai (1.1—10.10)
2. A longa marcha até Moabe (10.11—21.35)
3. A permanência nas planícies de Moabe (22.1—36.13)


sábado, 9 de maio de 2015

O LIVRO DE LEVÍTICO

O L I V R O    D E    L E V Í T I C O

            Este livro tem esse nome por causa da Tribo de Leví, um dos filhos de Jacó, neto de Isaque e bisneto de Abraão, Todas as doze tribos descenderam de Jacó, cujo nome mais tarde foi mudado para Israel, pai de uma grande nação.
            A Tribo de Leví foi escolhida para cuidar do Templo de Israel, e a família de Araão, irmão de Moisés foi escolhida para dedicar-se ao Sacerdócio.
Enquanto a família de Araão cuidava do sacerdócio, os outros demais levitas cuidavam do serviço do Templo.
            Recapitulando um pouco o Livre de Exodo, vimos que o Santuário de Deus era dividido em dois compartimentos. O primeiro era o Lugar Santo, e o segundo o Lugar Santíssimo. No lugar Santo o sacerdote realizava o trabalho diário, Heb.9.6, e continha a mesa com pães, o candelabro, e o altar de incenso Ex.40.22,24,26. No Lugar Santíssimo, o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, no Dia da Expiação, que no dia dez do sétimo mês Heb.9.7. Alí se encontrava a Arca da Aliança coberta de ouro, com as Tabuas dos 10 Mandamentos, uma Urna de Ouro contendo o Maná e o Bordão de Aarão, Ex.40.20,21; Heb.9.3,4. Um véu separava esses dois compartimentos, Ex. 26.33.
            À frente do Lugar Santo, ficava o pátio, no qual estavam o Altar do Holocausto e a Pia em que os sacerdotes lavavam as mãos, Ex.49.29,30. O Santuário era móvel, cercado, Ex.40.33, e teve sua construção aprovada por Deus, Ex.40.34-38.
            A partir de agora o povo de Israel, principalmente a Tribo de Leví, tinha a incumbência de viver e andar em santidade para que Deus se fizesse presente entre seu povo.



           Os filhos de Jacó foram: Rubem, Simeão, Leví, Judá, Issacar, Zebulom, Dã, Naftali, Gade, Aser, José e Benjamim.
           Os doze filhos de Jacó formaram a Nação de Israel, cuja divisão eram denominada por seus nomes, com exceção de José, pois este morreu no Egito, e suas terras foram dadas a seus filhos Efraim e Manasses.
           As doze tribos de Israel, com exceção da Tribo de Leví que cuidava do Templo, ficavam nos arredores do Acampamento, formando a Tenda da Congregação, nos seguintes sentidos:
Ao Norte – Dã, Naftali e Aser
Ao Sul – Rubem, Simeão e Gade
Ao Oeste – Efraim, Manasses e Benjamim
Ao Leste – Judá, Issacar e Zebulom 
           O livro de Levítico se divide em partes designadas por palavras que começam com a letra “S”, para facilitar a nossa compreensão: Sacrifícios, Sacerdotes, Saúde,   Separação ou Santidade, Serviço, e Solenidades


Os Capítulos do Livro:
1-7 – Fala dos Sacrifícios: Holocausto, Ofertas de Manjares ou Cereais, Ofertas da Paz, Sacrifícios pelos Erros, Sacrifício pelos pecados do Sacerdote, Sacrifícios pelos pecados do povo, Sacrifício pelo pecado de uma autoridade, pelos pecados ocultos etc...
8-10 – Fala dos Sacerdotes: Consagração, Araão oferece sacrifício por si e pelo povo, Apresentação do Sacerdócio, etc...
11-15 – Fala sobre a Saúde: Alimentação, Cuidados no Parto, Cuidados com a Lepra, Problemas de Sexo, Nobreza, Segurança.
Trata-se de uma vida santificada dos sacerdotes, com o sacerdócio, cuidados na saúde, respeito para com as Leis de Deus e segurança. Trata também de assuntos com relação ao sexo, e a contaminação com as coisas impuras.
16-18 – Separação ou Santidade: Como devem os sacerdotes entrar no Santuário, como o povo deve se preparar para o sacrifício, Separação na Alimentação, Separação dos animais, Separação de Casamento, e relações sexuais proibidas.
19-20 – Serviço: Os cuidados com o Próximo, Cuidados com o ser Humano e como servir a Deus no cumprimento da lei de Deus.
23-25 – Solenidades: As grandes festas do povo de Israel, Festa das Primícias, Festa da Páscoa, Festa das Semanas, da Colheita, etc...
26-27 – As Bênçãos e as Maldições: “A quem obedecer às leis só pode receber grandes bênçãos, mas quem se mostra desobediente é castigado”.Nestes capítulos são relatados as bênçãos daqueles que obedecem a Deus e as maldições daqueles que desobedecem a Deus.

As Festas mais importantes do Povo de Israel

A Festa do Sábado
A cada sétimo dia da semana consistia em um descanso denominado de Sábado ou Descanso Solene de todo trabalho, conforme Gn.2.2-3 e Ex. 16.23.
A Lei do Descanso está contida na Lei de Deus, e está associada primeiramente à obra da Criação, Ex. 20.11, o 4º Mandamento Bíblico, Mt.5.17, Rom.14.5-6.



A Festa da Páscoa
É a festa instituída em lembrança à morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos israelitas da escravidão. A palavra no hebraico significa “Passagem do anjo exterminador”, sendo poupado o povo de Israel ao aspergir o sangue do Cordeiro Pascal nos umbrais  das  portas. È denominada também como a Festa dos Pães Asmos, Dia dos Pães Asmos ou Festa de Senhor.



A Festa de Pentecostes
É celebrada no qüinquagésimo dia depois do 2º dia de Páscoa, (16 de Nisã), também chamada de Festa das Semanas, pois eram observadas sete semanas depois da Páscoa, onde ofereciam os frutos da terra como primícias. Outro fato importante para se comemorar esta data é o fato de no qüinquagésimo dia depois da Páscoa no Egito, Deus deu ao seu povo no Monte Sinai, as Tábuas da Lei.
Foi também na Festa de Pentecostes. Esta mesma festa relata o episódio em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos de Jesus descrito nos evangelhos.



A Festa das Trombetas
A lua nova era celebrada no princípio de cada mês, mas no princípio do mês de Tisri (em meados de Setembro/Outubro) celebrava-se a festa das Trombetas, com toque de trombetas e sacrifícios adicionais, Lev.23.24, Num.29.1. esta festa dava início ao Mês Sabático do ano religioso de Israel, e o início do Ano Novo Civil, Jó 5.1.

O Dia da Expiação
Este dia era o Grande Dia da Humilhação do povo de Israel. Este dia, um Sábado de Descanso, cinco dias antes da Festa dos Tabernáculos, era o “décimo do sétimo mês, onde somente o sacerdote entrava no Santo dos Santos, para oferecer sacrifício pelo povo, através de “dois bodes”, em que um era oferecido a Deus e seu sangue era espargido no propriciário, e o outro era denominado de “O Emissário”, o qual era enviado para o deserto, simbolizando o pecado do povo, conforme descreve em Nr. 29.7-11.



Festa dos Tabernáculos
Era uma festa que tinha oito dias de duração e era celebrada depois da colheita de trigo, também chamada de “colheita dos frutos”, onde toda criança era apresentada diante do Senhor, e era ilustrada para comemorar a bondade de Deus, que protegeu seu povo no deserto e fez seus filhos habitarem em tendas e barracas depois de deixarem as terras egípcias. O primeiro dia desta festa era estendido ramos de palmeiras, salgueiros ou de outras belas árvores, para homenagear o Senhor Rei de Israel, e no último dia era denominado como o Dia da Grande Hosana.


O Ano Sabático
A cada Sétimo Ano era designado como o “ano de descanso”. A terra não poderia ser cultivada, Ex.23.10. Neste ano era comemorada a libertação de todos os escravos, e todas as dívidas eram perdoadas. As propriedades eram devolvidas aos seus antigos donos. Este período acontecia depois da Colheita ou Ceifa, e estes atos eram para reforçar e relembrar que Deus era o Senhor de todas as coisas, de toda a terra, e particularmente da terra de Canaã, dada por Ele aos Hebreus.


O Ano jubileu
Depois de Sete Anos Sabáticos, sucederia o Ano de Jubileu, ou seja, o 50º Ano, onde era proclamada a liberdade daqueles que tinham sido escravos por causa de suas dívidas, e as terras eram devolvidas aos seus antigos proprietários. O propósito deste ano era de unir o povo pelos laços de fraternidade, e separa-los dos povos pagãos.


TIPOS DE SACRIFÍCIOS BÍBLICOS



HOLOCAUSTO
Holocausto significa Sacrifício ou Expiação, mas biblicamente falando, holocausto representa um amor voluntário, integralmente a Deus, Lev.1.1-3 “ Se sua oferta for holocausto...”.
Muitos oferecem holocausto para propriação de seus pecados, mas o holocausto não se refere em primeiro lugar à questão do pecado, ou à expiação, mas sim primeiramente ao amor a Deus, numa entrega total, e não forçada, Gn.22.2. A questão do sacrifício não era o perdão dos pecados, mas o amor a Deus acima de tudo, pois o amor exige sacrifício, João 3.16.
Holocausto significa subir ao alto. O amor nos leva a união entre Deus e os homens, representado no sacrifício expiatório do Senhor Jesus, Tg.4.8-9ª, e isto se cumpre em nós quando há uma entrega total a Deus; o sacrifício perfeito que Deus espera de nós.
Outra característica básica do holocausto era a união do homem com o animal sacrificado a Deus, Lev.1.4, simbolizando a entrega total de si mesmo, pois para servir-mos a Deus temos que desistir de nós mesmos.
Na preparação do holocausto, Deus mostra claramente o que quer conosco, Lev.1.6; Ele quer nosso interior, aquilo que não está visível, o nosso coração, pois é de dentro de nós que se procede o bem ou o mal.
O sacrifício tem que vir do seu interior, Isaias 1.11-16, Prov.15.8ª. Não adianta sacrifício se não dar-mos ouvidos a Palavra de Deus, I Sam.15.19,22, Oséias 6.6.
Hebreus 5.8-9 – Jesus embora sendo o Filho de Deus, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem. O nosso holocausto é seguir a Cristo.
Seguindo a Cristo fazendo a Sua vontade, somos santificados mediante a oferta do corpo de Cristo em sacrifício por nós. II Cor. 5.15.


A OFERTA DE MANJARES
Oferta de Manjares é o segundo sacrifício, e representa uma vida sacrificada a Deus. A entrega total nos leva a santificação total. Este sacrifício não precisa do sangue da expiação, pois não se refere a uma reconciliação com Deus, mas sim de força para vivermos fazendo a vontade do Senhor, que é tipificado pelo “azeite” que simboliza o Espírito Santo sendo derramado em nossa vida, o qual nos fortalece e nos santifica diante de Deus. Lev.2.1,4,7,15.
Para termos o Espírito Santo em nossa vida, primeiro temos que nos entregar a Deus, numa entrega total (Holocausto). Há muitos cristãos que vive uma vida cheia de dificuldades, vivem caindo e sujeito ao pecado. Tudo isto é fruto de uma entrega parcial, portanto, se não há holocausto, também não pode haver oferta de manjares, pois onde o sangue de Jesus não fez efeito, também faltará o Espírito Santo. Ef. 5.18.
Leia Lev.2.1, (Flor de Farinha), trata-se do fruto do “morrer e ser moído”. A farinha é feita dos “duros grãos de milho” a ser moído.
Antes de nascer um fruto, tem que haver uma flor, e para haver a flor é preciso primeiramente que a semente seja plantada, “antes de se colher é preciso semear”. Trata-se de uma lei do próprio Senhor Jesus Cristo. Jo. 12.24-25.
 Alguns efeitos daqueles que se entregam totalmente a Deus:
Desaparecimento - Torna-se comprometido com Deus. Comprometido com a Verdade. Jo. 12.24.
Transformação – Tornamo-nos agradáveis a Deus (de grão duro para uma planta agradável).
Ampliação – Tornamo-nos discípulos de Cristo, levando a Sua Palavra para o mundo.
Rompimento – Damos muitos frutos para Deus.
Enraizamento – Alicerçados no amor de Cristo, Col. 2.6-7, Ef. 3.17.
Ressurreição – Somos colhidos para Deus, quando nos tornamos frutos, começando então o processo de moagem até nos transformar-mos em farinha. Compare a maciez da farinha com o grão de milho em sua dureza. Ambos são do mesmo material, e isto mostra que somente depois de sermos moídos, é que receberemos a plenitude do Espírito Santo.
“Onde há Flor de farinha o Azeite pode ser derramado. Se queremos a plenitude do Espírito de Deus, temos deixar que Ele nos transforme em Farinha... temos que aceitar que as pedras do moinho que Deus colocou pelo nosso caminho”.
A Flor da Farinha é uma representação de Jesus Cristo, “que ao ser moída e depois de queimada”, torna-se cheiro agradável a Deus, e este processo em nossa vida também nos torna pessoas agradáveis a Deus.

CONCLUINDO
O Livro de Levítico é uma preparação do povo de Israel a viver uma santidade com Deus. Deus quer adoração e santidade, zelo pela saúde do seu povo, não somente física, mas também espiritual. Deus quer cuidar do corpo e da alma.
O Livro de Levítico faz um paralelo à Ceia do senhor, onde nos convida a examinarmos para entrarmos em sua Santidade. “sede Santos por que Eu Sou Santo”... Lev.11.44-45.
Embora muitos achem este livro pouco sugestivo por causa da enorme quantidade de Leis, regulamentos e rituais, na verdade trata-se de um dos mais interessantes livros da Bíblia.
Ao confrontarmos este livro com o Livro de Hebreus, as cortinas se abrem e contemplamos um cenário com seus personagens e começamos a entender o que esta por trás de cada palavra e figura do Livro de Levítico, “ A tipificação de Jesus Cristo”, e seu exemplo de Santidade para nossa vida no serviço ao nosso Deus.

O TíTULO
A Septuaginta deu o nome de Levítico (Lv) a este terceiro livro da Bíblia, possivelmente para indicar que se trata de um texto destinado de modo particular aos levitas. Estes estavam encarregados de exercer o ministério sacerdotal e de atender aos múltiplos detalhes do culto tributado a Deus pelos israelitas. A Bíblia Hebraica, conforme a norma observada em todo o Pentateuco, nomeia o livro pela sua primeira palavra, Wayiqrá, que significa “e chamou”.



OS LEVITAS
Ao ser repartida a terra de Canaã, os levitas (isto é, os membros da tribo de Levi) receberam, em lugar de território, quarenta e oito “cidades para habitá-las” (Nm 35.2-8; cf. Js 21.1-42; 1Cr 6.54-81), repartidas entre as terras atribuídas às outras tribos. Eles, ao contrário, haviam sido separados por Deus para servir-lhe, para cuidarem das coisas sagradas e celebrarem os ofícios religiosos. Esta é a função específica a eles atribuída, especialmente depois que o culto e tudo que com ele se relacionava foram centralizados no templo de Jerusalém.

CONTEÚDO DO LIVRO
Na sua maior parte, Levítico é formado por um conjunto de prescrições extremamente minuciosas, tendendo a fazer do cerimonial cúltico, como expressão da fé em Deus, o eixo ao redor do qual devia girar toda a vida do povo.
Este livro ritualista, cheio de instruções sobre o culto e disposições de caráter legal, encerra uma mensagem de alto valor religioso, na qual a santidade aparece como o princípio teológico predominante. Javé, o Deus de Israel, o Deus santo, requer do seu povo escolhido que seja igualmente santo: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (19.2). Em conseqüência, todas as normas e prescrições de Levítico estão ordenadas com a finalidade de estabelecer sobre a terra uma nação diferente das demais, separada para o seu Deus, consagrada inteiramente ao serviço do seu Senhor. Por isso, todas as fórmulas legais e todos os elementos simbólicos do culto — vestes, ornamentos, ofertas e sacrifícios — têm uma dupla vertente: por um lado, louvar e homenagear devidamente ao Deus eterno, criador e senhor de todas as coisas; por outro lado, fazer com que Israel entenda o significado da santidade e disponha de instrumentos jurídicos, morais e religiosos para ser o povo santo que Deus quer que seja.

DIVISÃO DO LIVRO
Pode-se dividir o livro em várias seções. A primeira delas (caps. 1—7) é dedicada inteiramente à regulamentação da apresentação das ofertas e sacrifícios oferecidos como demonstração de gratidão ao Senhor ou como sinal de arrependimento e expiação de algum pecado cometido.
A segunda seção (caps. 8—10) descreve o ritual seguido por Moisés para consagrar como sacerdotes a Arão e aos seus filhos. Consiste em um conjunto de cerimônias oficiadas por Moisés conforme as instruções recebidas de Deus (cf. Êx 29.1-37). Esses ritos de consagração, que incluíam sacrifícios de animais e o uso de vestimentas especiais, foram o passo inicial para a instauração do sacerdócio arônico-levítico, instituição que fundamenta a unidade corporativa do Israel antigo. O cap. 10 relata a morte de dois filhos de Arão, por causa de um pecado de caráter ritual.
Os caps. 11—15 formam a terceira seção do livro, dedicada a definir os termos da pureza e da impureza rituais. Fixa também as normas às quais deveria se submeter todo aquele ou tudo aquilo que houvesse incorrido em algum tipo de impureza.
A seção seguinte traz a descrição dos ritos próprios do grande Dia da Expiação (hebr. Yom Kippur), que todo o povo deve celebrar no dia 10 do sétimo mês de cada ano.
A quinta seção (caps. 17—25) se ocupa da assim chamada Lei de santidade, enunciada de forma sintética em 19.2. Aqui nos encontramos em pleno coração do livro de Levítico, onde junto a algumas instruções relativas ao culto, se assinalam as normas que Israel, tanto sacerdotes como o povo, está obrigado a observar para que a vida de cada um em particular e da comunidade em geral permaneça regida pelos princípios da santidade, da justiça e do amor fraterno.
Os dois últimos capítulos incluem, respectivamente, uma série de bênçãos e maldições, que correspondem a atitudes de obediência ou desobediência a Deus (cap. 26), e uma relação de pessoas, animais e coisas que estão consagradas a Deus (cap. 27).

ESBOÇO:
1. Ofertas e sacrifícios (1.1—7.38)
2. Consagração do sacerdote (8.1—10.20)
3. Leis referentes à pureza e impureza legais (11.1—15.33)
4. O Dia da Expiação (16.1-34)
5. A “Lei de santidade” (17.1—25.55)
6. Bênçãos e maldições (26.1-46)
7. Sobre o que é consagrado a Deus (27.1-34)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O LIVRO DE EXODO

O     L I V R O    D E    ÊXODO


1 – INTRODUÇÃO

No Livro Êxodo, na mudança da dinastia no Egito, um faraó de outra linhagem sobe ao poder sem nenhum interesse em rever as tradições de seus antecessores, “um rei que não conhecia José...” Êxodo 1.8
A nova dinastia não tinha interesse em proclamar glórias de governos passados, e não percebiam que quanto menor o interesse de reviver as glórias de José, mais o povo de Israel crescia, ao ponto de se constituir um povo perigoso a segurança egípcia. O povo de Israel cresceu, multiplicou, por seu isolamento, sem contaminação, sem mistura, tanto na raça, na cultura, na língua, na religiosidade, na sua nacionalidade, com boa qualidade de terra, boa qualidade de campo, e isto fez com que o povo adquirisse qualidade de vida abundante.


2 – A PREPARAÇÃO DE MOISÉS –   Cap. 1 AO 6





Com a mudança de dinastia do Egito e o crescimento do povo israelita, os políticos egípcios começavam a perceber o perigo que Israel poderia causar para o Egito.
Por isso o novo faraó fez com que iniciasse uma perseguição ao povo israelita. Primeiro com a escravidão, e depois com a ordem para que as parteiras hebréias matassem a todas as crianças que nascessem com o sexo masculino, isto com vista de impedir um crescimento ainda maior dos israelitas, pois naquela época as mulheres eram submissas aos homens e com a matança dos meninos, os homens se tornavam velhos, e o número de mulheres seriam maiores do que os homens. Com isso o povo israelita se enfraqueceria , diminuindo então a força e o poder dos israelitas.
Deus age com providência fazendo com que um menino se salvasse da morte. Moisés, que quer dizer “tirado das águas”, é criado pela filha do faraó, e mais tarde com o auxílio de sua própria mão é alimentado dentro de sua própria casa, criado no próprio lar, e instruído no palácio real, tornando se um homem culto.
Apesar de criado no palácio, sua índole é hebraica, e isto o fez matar um egípcio, por vingança ao maltratar um israelita, fugindo então para a Mídia, no deserto Sinai, casando-se com Zípora, a filha de Jetro.
Longe do Egito, Deus começa a preparar Moisés para libertar seu povo do jugo egípcio. Moises torna-se pastor de ovelhas, e depois tem a visão da sarça ardente, onde Deus o ordena sua volta para o Egito afim de livrar seu povo das mãos do faraó.
Moisés se nega dizendo não saber falar, e Deus prepara seu irmão Aarão, o qual passa a ser seu “speaker”, seu porta-voz.
Moisés conhecia todas as tradições judaicas, visto que era filho de judeus, criado pela própria mãe, foi educado nas ciências egípcias como protegido da filha do faraó. Moisés sabia o que se passava no palácio, e tinha capacidade de chegar a presença de faraó e apesar de viver no palácio tinha também a capacidade de entender perfeitamente as angústias de seu povo.


3 – AS PRAGAS DO EGITO E O MAR VERMELHO    -   Cap. 7 AO 14






Nos capítulos 7 a 12 de Êxodo são descritas as pragas que assolaram o Egito, para que o povo de Israel fosse libertado da escravidão.
As pragas são conhecidas como: As águas transformadas em sangue, A praga das rãs, dos piolhos, da peste nos animais, da saraiva, dos gafanhotos, das trevas, e da matança dos primogênitos. As primeiras pragas eram exteriores, mas a última praga feriu o próprio coração do Egito. Inicialmente algumas dessas pragas os magos egípcios puderam realizá-las,e em certos momentos diziam “ isto aqui é o dedo de Deus”, Ex.8.19. Deus mostra os limites da possibilidade humana, e em contraste com a soberania divina. Deus fortalece o povo e também o leva a uma dependência maior, à dependência de Deus, somente Dele.
Após as pragas descritas até o capítulo 12, não houve outro jeito, a não ser deixar o povo sair do Egito, e mesmo assim faraó não se arrepende de seus atos e sai em perseguição aos israelitas.
A passagem do Mar Vermelho é um dos incidentes mais referidos na Bíblia. Se olharmos para os livros posteriores encontramos sempre referencia à passagem do Mar Vermelho.
A passagem do Mar Vermelho, porém ficou na alma do povo, especialmente na hora de sua libertação.






4 – A PASSAGEM PELO MAR   -   Cap. 14

Antes de haver o canal de Suez, o Mar Vermelho chegava-se, pensa-se mais ao norte. A passagem teria sido mesmo ao seu ponto mais estreito, mas não anula de modo algum o milagre. A Bíblia faz referencia a um vento oriental, mas não há nenhuma explicação racional para a grande ocorrência. Se o vento era tão forte que podia rachar as águas de um lado ao outro, como é que não carregou o povo?
Não podemos cuidar de explicar o milagre, mas cuidamos de aceitar o milagre. O fato é que o povo passou, e quando os egípcios quiseram passar, diz-nos as escrituras que “ afogaram-se”. Deus é Deus.


5 – A MARCHA DO POVO DE ISRAEL   -   Cap. 12 AO 20


Do capítulo 12 aos 20, temos a história da marcha do povo de Israel desde o Egito ao Sinai. Alguns aspectos principais: a Páscoa, A Nuvem e a Coluna de Fogo, A Água, O Maná, A luta contra os Amalequitas, e a Dádiva da Lei.
Esses eventos ocorreram no itinerário de Sucote, Pi-Hairote, Elim Medifim, Sinai. Cada evento histórico mostra a intervenção providencial de Deus.
O povo após transposto do mar teve de caminhar por uma região deserta e a nuvem os guiava até cada um desses pontos.
Deus não só liberta, mas dirige e sustenta seu povo com água, mana, e carne.
Moisés no alto do monte ora. Araao e Ur sustentam-lhe as mãos, e Josué trava batalha com os amalequitas, que são vencidos.
Após isto Israel chega ao Sinai, de onde recebe a Lei, os 10 Mandamentos de Deus.

6 – MENÇÃO ESPECÍFICA À PÁSCOA   -   Cap. 12




A Páscoa, festa principal do povo de Israel, veio a se tornar a festa máxima dos judeus. A primeira Páscoa se fez no dia em que os israelitas saíram do Egito. A Páscoa consiste no oferecimento de um cordeiro, de um ano, sem mancha. No dia da libertação fizeram se marca de sangue nos umbrais das portas, para que seus primogênitos não morressem. Esse sangue é sinal de libertação, redenção e proteção.
Na Páscoa toma se o pão sem fermento, pois o pão levedado exigia espera, e o povo tinha que partir apressadamente, sem perder tempo. O cordeiro e o pão foram o sustento do seu povo.
A Páscoa é a festa em que o “Pão e o Cordeiro” se tornam os elementos simbólicos da libertação, e por isto Jesus Cristo transformou a festa da Páscoa em uma Santa Ceia.
Há um evidente paralelismo, assim como Israel se viu livre da escravidão dos egípcios, o cristão fiel se livra da escravidão do pecado.
Jesus Cristo é o Pão que desceu do céu e Cordeiro que foi sacrificado para a nossa libertação.


7 – UMA LIÇÃO DOS ACONTECIMENTOS

Deus providencialmente mantivera o povo de Israel no Egito até a hora oportuna.
Deus providencialmente mostrara seu pode perante os egípcios. Deus providencialmente os liberta e os dirige, dirige e sustenta, porque quer instruí-los.
Deus vai dar-lhe instrução através da sua Lei, preparando-os para uma missão especial.
Deus é poderoso, e assim operou em favor do seu povo, é o mesmo Deus vivo que opera em nossa vida.


8 - A DÁDIVA DA LEI – 20 AO 34




No final do Livro de Êxodo e o início do Livro de Levítico, narram eventos ocorridos no Monte Sinai, tais eventos consistem na Dádiva da Lei.
Nos capítulos 20 aos 34 de Êxodo, temos os 10 Mandamentos escritos por Deus, o resumo da Lei, Instruções quanto ao Tabernáculo, Sistema de Culto, e Atividades Religiosas.
Israel fora providencialmente incumbido para trazer ao mundo a mensagem religiosa. Os gregos trouxeram a arte e a filosofia, os romanos o direito e a força, mas Israel trouxe ao mundo a noção de que Deus é um só, e que é Senhor de todos os povos da terra.
Deste povo procedeu Jesus Cristo, judeu que introduziu no mundo a religião verdadeira.
Deus formou um povo por circunstancias especiais, e vimos que lhes deu proteção, alimento, direção, defesa, e agora acrescenta instrução.
Nesta instrução há um ponto que centraliza a religiosidade do povo, “O Tabernáculo” o modo de como foi feito, como imagem do tempo futuro, a grande realidade da vinda de Cristo, como vemos na carta aos Hebreus.
Ao final do livro de Êxodo, e em todo o Livro de Levítico, temos uma enumeração de leis de Deus, dadas por Moisés. As Leis são todas de Moisés porque foi através dele que Deus as comunicou. Contestável é dizer: “Haver leis de Deus” as que estão nas tábuas, e dizer: “Haver leis de Moisés”, as que estão fora das tábuas. Em tabuas ou fora, são todas de Deus, pela procedência e autoridade, e leis de Moisés como instrumento de Deus.


9 – O   SANTUÁRIO  -  35 AO 40





Nos capítulos 35 em diante, Deus começa a preparar Israel para a construção do Santuário, Lugar de habituação de Deus.
Deus revela a descrição do Santuário, de que maneira devia ser construído, suas medidas e dimensão, e o que se devia conter dentro dele.
O Santuário era de madeira e coberto de pano, e era dividido em duas partes. Numa das partes sempre fechada, onde ficava a Arca do Conserto, ou a Arca da Aliança, onde somente entrava o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano.
Na parte anterior entrava os sacerdotes e fora do Santuário havia um altar para as ofertas mais comuns.
O pátio era completamente cercado e tinha ao seu redor, uma série de tendas para abrigo das 12 Tribos de Israel e somente a Tribo de Leví cuidava do Tabernáculo, e de seus pertences.
Moisés fizera conforme tudo o que Deus lhe ordenara, Êxodo 40.16, e o Tabernáculo foi coroado com a presença de Deus, simbolizado através da Nuvem durante o dia e pela Coluna de Fogo durante a noite.




O TíTULO
Este livro tira o seu nome daquele fato que constitui o fio condutor de toda a sua narrativa: a saída dos israelitas do Egito e os anos em que viveram no deserto antes de chegar a Canaã, a Terra Prometida. De fato, a mesma palavra grega (êxodos), utilizada pela Septuaginta como a palavra portuguesa equivalente se definem propriamente como “saída”. Por sua vez, a Bíblia Hebraica intitula o livro com uma das suas primeiras palavras: Shemoth, que significa “nomes”.

A HISTóRIA
O livro de Êxodo (Êx) oferece alguns dados que, dentro de uma certa margem de probabilidade, permite delimitar a época em que aconteceram os fatos referidos. Tais dados, ainda que insuficientes para estabelecer datas precisas, têm um inegável valor histórico. Por exemplo, 1.11 revela que os israelitas, residentes no Egito durante 430 anos (12.40-41), foram obrigados a trabalhar na construção de duas cidades: Pitom e Ramessés (chamada, em egípcio, de Casa de Ramessés). Esse fato sucedeu entre fins do séc. XIV e início do séc. XIII a.C.

CONTEúDO DO LIVRO
A primeira parte do livro de Êxodo (1.1—15.21) relata a mudança de situação que, para os descendentes de Jacó, supôs que um “novo rei... que não conhecera a José” (1.8) havia começado a reinar sobre o Egito. A narrativa não se ajusta a uma cronologia estrita; e à primeira vista, parece que os fatos se sucedem sem solução de continuidade. No entanto, uma leitura atenta leva à evidência de que, entre o assentamento de Jacó em Gósen (Gn 46.1—47.6) e o reinado do novo faraó, transcorreram os 430 anos da permanência dos israelitas no Egito (cf. 1.7). Foi somente no final deste período que a hospitalidade egípcia (Gn 47.5-10) se transformou em opressão, sendo os israelitas reduzidos à escravidão (1.13). Naquela penosa condição, as suas súplicas chegaram aos ouvidos do Senhor (2.24-25; 3.7), que chamou a Moisés e se revelou a ele em Horebe, o “monte de Deus” (3.1), para lhe confiar a missão de libertar o povo (3.15—4.17). Com uma extraordinária demonstração de sinais portentosos, Deus, por meio de Moisés, obriga o faraó a conceder liberdade à multidão israelita (12.37-38). Esta, depois de celebrar a primeira Páscoa como sinal de salvação, empreendeu a marcha a caminho do mar e o atravessa a pé enxuto pelo mesmo ponto em que depois as águas cobriram o exército egípcio. O povo, então, junto com Moisés e Miriã, expressa a sua gratidão a Deus entoando um cântico, que é um dos testemunhos mais antigos da milagrosa libertação de Israel (15.1-18,21).
A segunda parte do livro (15.22—18.27) recolhe uma série de episódios relacionados com a marcha dos israelitas pelo deserto. Depois de atravessado o mar, adentraram as paragens secas e áridas da península do Sinai. Na sua nova situação, viram-se expostos a graves dificuldades e perigos, desconhecidos para eles até então. A fome, a sede e a aberta hostilidade de outros habitantes da região, como os amalequitas, foram causa de freqüentes queixas e murmurações contra Moisés e contra o Senhor (15.24; 16.2; 17.2-7). Muitos protestavam abertamente e, parecendo-lhes melhor comer e beber como escravos do que assumir as responsabilidades da liberdade, clamavam: “Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar” (16.3). Por isso, Moisés teve de interceder repetidas vezes diante de Deus em favor dos israelitas, e o Senhor os atendeu em todas suas necessidades. Alimentou-os com codornizes e maná (cap. 16), fez brotar água da rocha para matar a sua sede (17.1-7; cf. Nm 20.2-13) e os livrou dos inimigos que os acossavam (17.8-16).
A marcha pelo deserto do Sinai tinha como objetivo final o país de Canaã. Ali estava a Terra Prometida, descrita como uma “terra que mana leite e mel” (3.8). Porém, antes de chegar a ela, o povo de Israel tinha de aprender que o Senhor Deus o havia tomado dentre todos os outros povos da terra para lhe ser consagrado como o povo da sua “propriedade”, como um “reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19.5-6; cf. Dt 4.20; 7.6). O monte Sinai foi o cenário escolhido por Deus para estabelecer a sua aliança com Israel e constituí-lo a sua propriedade particular.
Essa aliança significava, pois, um compromisso para o povo, que ficava obrigado a viver em santidade. Esta era a parte que lhe correspondia observar, em resposta à eleição com que Deus o havia distinguido de maneira gratuita. Para que isso fosse possível, Deus mesmo deu a conhecer ao seu povo, na lei proclamada no Sinai, o que dele exigia e esperava que cumprisse pontualmente.
A Lei (hebr. torah), que é dada a Israel pelas mãos de Moisés, começa com a série de disposições universalmente conhecida como O Decálogo ou Os Dez Mandamentos, que começa assim: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa de servidão. Não terás outros deuses diante de mim” (20.2-3). Com essas palavras fica estabelecida a vinculação exclusiva e definitiva de Israel com o Deus que o havia libertado e o havia atraído como que “sobre asas de águia” (19.4). A partir do Decálogo, toda a Lei, com a sua evidente preocupação em defender o direito dos mais fracos (p. ex., 22.21-27), assenta o fundamento jurídico de uma comunidade criada para a solidariedade e a justiça e especialmente consagrada ao culto ao seu Senhor, o Deus único e verdadeiro (caps. 25—31; 35—40).

ESBOçO:
1. Israel é libertado da sua escravidão no Egito (1.1—15.21)
a. Escravidão no Egito (1.1-22)
b. Nascimento de Moisés e primeira parte da sua vida (2.1—4.31)
c. Moisés e Arão diante do Faraó (5.1—11.10)
d. Páscoa e saída do Egito (12.1—15.21)
2. Os israelitas marcham até o monte Sinai (15.22—18.27)
3. Aliança de Deus no Sinai (19.1—24.18)
4. Prescrições para a construção do Tabernáculo (25.1—31.17)
5. Bezerro de ouro. Renovação da aliança (31.18—34.35)

6. Construção do Tabernáculo (35.1—40.38)