A CIDADE SANTA – APOCALIPSE 21:9-27
Ap.
21:9 E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas
sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do
Cordeiro.
Assim como Deus levou Moisés ao cume do Monte Pisga, nas
cercanias de Jericó, a fim de lhe mostrar a Terra Prometida (Dt.34), um dos
sete anjos leva João para contemplar a nossa Terra Futura e Eterna, a Cidade
Santa, a Nova Jerusalém que descia do Céu, da parte de Deus. Ela é uma cidade
literal e que possui fundamentos. (Hb.11:10) Ela não é o Céu, mas descerá de
lá, da parte de Deus, e todo cristão verdadeiro a deseja. Morar nesta santa
Cidade (Hb.11:16; 13:14. Mostrarei o que representa a igreja redimida ao ser
recebida em união permanente com seu Senhor – como noiva prestes a se unir ao
marido. (Ap. 19: 7-8) .
Ap. 21:10 E levou-me em
espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa
Jerusalém, que de Deus descia do céu.
João é chamado para conhecer a “Noiva”, a “Esposa do Cordeiro”.
(Ap.21:9,10). No versículo dois deste capítulo, João vê a Nova Jerusalém
descendo do Céu, e, agora, nestes versos, ele é chamado para olhá-la bem de
perto. Essa Cidade, ou seja, os seus habitantes compõem a Noiva de Cristo. Quem
são os habitantes? Eles são os que cumpriram a comissão do Senhor. Portanto,
uma igreja verdadeira é aquela que tem como Seu verdadeiro Líder o Seu
Fundador, Jesus Cristo, e O obedece. É aquela que pratica e ensina a Palavra de
Deus e se mantém fielmente às ordenanças que foram dadas por Ele.
A Nova Jerusalém é chamada de “Cidade Santa”, ou seja, um
lugar totalmente dedicado a Deus e ela não será construída na Terra, mas
descerá do Céu e da parte do Próprio Senhor. Por isso, ela traz consigo a
glória de Deus, pois expressará tudo acerca de Quem Ele é.
Ap.
21:11 E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra
preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.
Ela brilhará ou resplandecerá igual a um prisma gigante, pois
será auto iluminada.
Ap.
21:12-14 E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze
anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos
de Israel. Do lado do levante tinha três portas, do lado do norte, três portas,
do lado do sul, três portas, do lado do poente, três portas.
E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos
do Cordeiro.
A Cidade é cercada por um muro alto e possui doze portões,
três de cada um de seus lados, e tudo isso é simbólico. Eles não servem para
manter os intrusos do lado de fora, porque os portões estarão sempre abertos.
Os nomes das tribos de Israel estarão escritos nos portões, pois, Israel é o
povo escolhido de Deus. Todos que creem em Cristo são denominados como “o
Israel espiritual”. (Gl.6:16 – na NTLH aparece a palavra “povo”, mas nos
originais é Israel, no grego Israel). O sentido é que todos os que
confiaram em Cristo e O obedeceram obtiveram o direito de entrar na Cidade de
Deus.
A sua muralha alta está assentada sobre doze rochas (pedras,
base ou fundamento) que são para a sua fundação. Nós nunca devemos nos enganar
com os conceitos ensinados por alguns, que devemos menosprezar os ensinamentos
espirituais e morais contidos no Velho Testamento, pois a Cidade Santa contém
tanto os elementos do Velho como do Novo Testamento.
Ap. 21:15-22 E aquele
que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas
portas, e o seu muro.
E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua
largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu
comprimento, largura e altura eram iguais.
E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme à medida de
homem, que é a de um anjo.
E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a
vidro puro.
E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa.
O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o
quarto, esmeralda;
O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o
nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo,
ametista.
E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a
praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.
E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o
Cordeiro.
As medidas da Cidade. (Ap.21:15-17) - O anjo levava consigo uma vara de ouro para medir a cidade, os seus portões e a muralha A cidade era quadrada, pois o seu comprimento era igual à sua largura. A cidade media dois mil e duzentos quilômetros e o seu comprimento eram iguais tanto na largura quanto na altura. O anjo mediu também a muralha e viu que tinha sessenta e quatro metros de largura, conforme as medidas comuns que o anjo estava usando. É difícil entender a razão de a Cidade ser medida, a não ser para mostrar a proporção do seu tamanho e arquitetura.
Os materiais dos quais a Cidade
Santa é feita. (Ap.21:18-21) - A muralha era
de jaspe, e a própria cidade era de ouro puro, claro como vidro. As rochas do
alicerce da muralha estavam enfeitadas de todo tipo de pedras
preciosas. A
primeira rocha estava enfeitada
de jaspe; a
segunda, de safira; a terceira, de ágata; a quarta,
de esmeralda; a quinta, de sardônica; a sexta,
de sárdio; a
sétima, de crisólito; a oitava, de berilo; a nona,
de topázio; a décima, de crisópraso; a décima primeira,
de jacinto; e a décima segunda, de ametista. Os doze portões são doze pérolas. E cada um desses portões era
feito de uma só pérola. A rua principal era
de ouro puro, claro como vidro.
Olhar para essa Cidade deve ser maravilhoso! Notemos os
materiais dos quais ela é feita:
Jaspe – uma
pedra de coloração vermelha.
Safira – uma
pedra onde o azul-celeste predomina.
Ágata – pedra
semipreciosa com veios de várias cores.
Esmeralda – uma
pedra preciosa verde e apreciada desde os tempos antigos.
Sardônica – uma
pedra alaranjada ou vermelha e era usada frequentemente para a confecção de
anéis.
Sárdio – uma
variedade de ágata com vários tons de vermelho.
Crisólito – uma
pedra ou gema amarelada.
Berilo – uma
pedra com uma coloração verde azulada.
Topázio – geralmente, de cor amarela.
Crisópraso – uma pedra preciosa de cor verde-claro com veios
dourados.
Jacinto – pedra
preciosa, e geralmente, alaranjada.
Ametista
– pedra semipreciosa quase sempre roxa, às vezes, de cor vermelha
arroxeada.
Juntas,
essas são cores que formam o arco-íris, e imagine como será essa visão!
Imagine todas essas cores refletidas, por meio das muralhas de diamante ao
redor desta imensa cidade! Será uma visão gloriosa e de tirar o fôlego!
Os portões são 12 pérolas! O tamanho desses portões não é
mencionado por João, mas devemos pensar que eles são maiores dos que são feitos
pelo homem.
A pérola é uma substância formada dentro de uma ostra, quando
materiais de fora, tais como grãos de areia entram nela e a irritam. A beleza
natural da pérola deverá aumentar a beleza do resto da cidade. O ouro das
ruas é puro, polido e brilhante, que se
parece ao vidro de cristal. A Nova Jerusalém terá uma visão muito além de
qualquer imaginação humana, tanto em beleza como em esplendor!
Ap.
21:22 E nela não vi nenhum templo , pois o seu templo é o Senhor Deus, o
Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
Na Cidade Santa não existe Templo, pois não há necessidade de
um. Quando Deus deu um Tabernáculo no deserto e depois o Templo na Terra
Prometida, o Seu propósito foi ter um lugar de habitação em meio ao Seu povo,
em um mundo amaldiçoado pelo pecado.
Na Nova Jerusalém não existirá necessidade de um lugar santo
e especial para encontrar Deus, porque toda a Cidade é santa – toda ela é um
Templo. A presença santa de Deus está sobre toda a Cidade. Nela, não existe
mancha nem pecado, porque ela é Divina e, portanto, perfeita!
AP.
21:23-27 A cidade não precisa de sol nem de lua para a iluminarem,
pois a glória de Deus brilha sobre ela, e o Cordeiro é o seu
candelabro. E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela
resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua
lâmpada. E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão
para ela a sua glória e honra.
E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.
E a ela trarão a glória e honra das nações.
E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira;
mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
A Glória de Deus ilumina a Cidade Santa. Nessa Cidade não
existe dia nem noite, portanto, não haverá trevas. Nunca mais os produtos das
trevas ou escuridão se encontrarão entre os filhos de Deus. Não haverá medo nem
ignorância. (Leia Isaías 60:19; Zacarias 14:7; Salmos 27:1)
Todos desfrutam da Cidade Santa e da presença constante de
Deus. (Ap.21:24-27). Os povos do mundo andarão na luz dela,
e os reis da terra vão lhe trazer as suas riquezas. Os
portões da cidade estarão sempre abertos o dia inteiro. Não se fecharão
porque ali não haverá noite. As nações vão trazer os seus tesouros e as
suas riquezas para a cidade. Porém nela não entrará nada que seja
impuro nem ninguém que faça coisas vergonhosas ou que conte
mentiras. Entrarão na cidade somente as pessoas que têm o seu nome
escrito no Livro da Vida, o qual pertence ao Cordeiro. Que privilégio é
caminhar nessa Cidade iluminada pela Glória do Senhor! Não existirão pecadores
sobre a Terra, depois que tudo se fizer novo. Serão as nações dos salvos que
andarão na luz da Cidade, pois elas terão corpos glorificados.
Os doze portões de pérola estão continuamente abertos, porque
não existem ladrões ou pecadores de nenhum tipo para incomodar. Essa grande
Cidade é iluminada pelo Próprio Senhor, e então, as trevas ali não existirão.
Alguns intérpretes creem e ensinam que existirão coisas más
fora da Cidade. No entanto, não aceitemos esse tipo de ensinamento. Estas
coisas más mencionadas são uma advertência para os ímpios ou rebeldes de hoje,
a fim de que eles saibam que não haverá nenhuma possibilidade de entrarem na
Eternidade sem Jesus como seu Único Salvador. Os únicos que entrarão na Cidade
são aqueles que têm seus nomes no “Livro da Vida do Cordeiro”, aqueles que
desfrutarão da grandiosidade, da beleza
e santidade dessa Cidade Santa, a Nova Jerusalém do Céu!
RESUMINDO....
Mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro – mostrarei o que representa a igreja redimida ao ser recebida em união permanente com o Senhor.
Apocalipse 21: 9-14 . E veio a mim um dos sete anjos – Provavelmente o mesmo que mostrou
( Apocalipse 17: 1 , etc.) mostrou a João, a mística Babilônia e sua
destruição, e agora mostra a ele, por contraste, a nova Jerusalém. E ele me levou em
Espírito – A mesma expressão
usada anteriormente, Apocalipse 17: 3 ; a um grande e alto
monte – Assim, Ezequiel 40: 2 foi trazido às visões de
Deus, e assentado em um monte muito alto; e me mostrou a cidade santa
Jerusalém – A cidade velha agora está esquecida, de modo que isso não é
mais denominado o novo, mas absolutamente, Jerusalém. Oh,
como o Apóstolo João ansiava por entrar! Mas ainda não chegara a hora. Ezequiel
também descreve a cidade santa, e o que lhe pertence (cap. 40), Mas
uma cidade bem diferente da antiga Jerusalém, como era antes ou
depois do cativeiro babilônico. As descrições do profeta e do apóstolo
concordam em muitos detalhes; mas em muitos outros eles diferem. Ezequiel
descreve expressamente o templo e a adoração a Deus, aludindo de perto ao
serviço levítico. Mas João não viu templo e descreve a cidade muito
mais ampla, gloriosa e celestial do que o profeta. Sua descrição, de fato, é um
conjunto das imagens mais sublimes e ricas, não apenas de Ezequiel, mas de
outros profetas antigos. Tendo a glória de Deus – Por sua
luz, Apocalipse 21:23 ; Isaías 60: 1-2 ; Zacarias 2: 5 ; e
sua luz – Ou o brilho dela, através do brilho das pedras
preciosas, como um jaspe, por brilho claro como cristal.
A shechiná divina que ilumina toda a cidade, expressando a
perfeita iluminação, pureza e santidade para seus felizes habitantes. A
cidade tinha um muro grande e alto – Para mostrar sua força e segurança
sob a proteção onipotente de seu fundador e conservador; e tinha doze
portões com anjos por guardas, ainda esperando os herdeiros da salvação; e
nomes escritos nele, os quais estão no Livro da Vida.
Os portões; das
doze tribos de Israel significando que era a morada do Israel de Deus, e
que aqueles que eram membros fiéis da verdadeira igreja tinham o direito de
serem admitidos e de mostrar também a grande glória daquela cidade, onde os
anjos foram designados para manter a guarda; uma honra propriamente devida
apenas à majestade da presença de Deus e à sede dela. No leste, norte, sul
e oeste, três portões – Para mostrar que pessoas de todos os climas e
nações podem ter acesso a ele. E o muro da cidade tinha doze
fundamentos, inscritos com os nomes dos doze apóstolos –
mostrando figurativamente a grande dependência que a igreja tinha de seu
testemunho, que influência o evangelho que eles pregavam tinha para elevar essa
estrutura divina e que os seus habitantes haviam edificado somente a fé que os
apóstolos certa vez entregaram aos santos.