segunda-feira, 16 de julho de 2018

J U DAS


E P Í S T O L A     D E    J U D A S

INTRODUÇÃO
Judas, irmão de Jesus. Judas (ou Judah), chamado irmão de Jesus, segundo o Novo Testamento. ... Uma vez que Tiago, o Justo, primeiro "bispo" de Jerusalém, também é considerado irmão de Jesus, Judas é também chamado de Judas, irmão de Tiago. o Justo.
O Apóstolo Judas, irmão de Tiago
Este apóstolo também é chamado de Judas Tadeu, ou Lebeu. Estes diferentes nomes têm diferentes nuances quanto ao significado, mas o exame de tais sutilezas está fora do escopo deste livro. Judas era filho de Alfeu, e um dos parentes de nosso Senhor, como lemos em Mateus 13:55: "não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?"

Quando, ou como, ele foi chamado para o apostolado, disto não somos informados; e não há praticamente nenhuma menção a ele no Novo Testamento, exceto nas várias vezes em que os doze apóstolos são nomeados. Seu nome só aparece uma vez na narrativa do Evangelho, quando ele faz a seguinte pergunta: "Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?" (João 14:22). É evidente, a partir desta pergunta, que ele ainda imaginava, assim como seus condiscípulos, a ideia de um reino temporal, ou a manifestação do poder de Cristo na terra de modo que o mundo pudesse percebê-lo. Mas eles não entendiam ainda a dignidade de seu próprio Messias. Eles eram estranhos à grandeza do Seu poder, à glória da Sua Pessoa, e à espiritualidade do Seu reino. Seus súditos são libertos, não apenas deste mundo perverso, mas do poder de Satanás e do domínio da morte e da sepultura: "O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor" (Colossenses 1:13). A resposta de Cristo para a questão de Judas é o mais importante. Ele fala das bênçãos da obediência. O discípulo verdadeiramente obediente certamente conhece a doçura da comunhão com o Pai e com o Filho, na luz e no poder do Espírito Santo. Aqui não se trata da questão do amor de Deus em graça soberana para com um pecador, mas das relações do Pai com Seus filhos. Por isso, é no caminho da obediência que a manifestação do amor do Pai e do amor de Cristo são encontrados. (Veja João 14:23-26)

Mas devemos ter em mente, quando comentamos sobre as perguntas ou sobre as palavras dos apóstolos, que o Espírito Santo ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não tinha sido glorificado. Os pensamentos, sentimentos e expectativas dos apóstolos, depois desse evento, foram completamente alterados. Assim, encontramos nosso apóstolo, assim como seu irmão Tiago, intitulando-se "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago" (Judas 1:1). Ele não chama a si mesmo de apóstolo, nem de irmão do Senhor. Isto é humildade verdadeira, fundada em um verdadeiro senso da mudança de relacionamento com o Senhor exaltado. No dia de Pentecostes foi proclamado:” Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo." (Atos 2:36)

Nada é sabido com certeza sobre o restante da história de nosso apóstolo. Alguns dizem que ele pregou primeiramente na Judeia e na Galileia, e depois da Samaria até a Idumeia, e em cidades da Arábia. Mas, próximo ao fim de sua jornada, a Pérsia foi o local de seus labores e o cenário de seu martírio.

Com base em 1 Coríntios 9:5, podemos razoavelmente inferir que ele era um dos apóstolos que eram casados: "Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?"
Existe uma tradição sobre dois de seus netos, que é interessante e aparentemente verdadeira. Tal tradição foi transmitida por Eusébio de Hegésipo, um judeu convertido. Domiciano, o Imperador, tendo ouvido sobre a existência de alguns da linhagem de Davi, e parentes de Cristo ainda vivos, movido pela inveja, ordenou que fossem apreendidos e levados a Roma. Dois netos de Judas foram trazidos diante dele. Eles confessaram francamente que eram da linhagem de Davi, e parentes de Cristo. Ele os questionou sobre suas possessões e propriedades. Eles lhe contaram que não tinham nada além de alguns hectares de terra, cuja produção servia para o pagamento de impostos e para sustento próprio. Suas mãos foram examinadas, sendo encontradas ásperas e cheias de calos por causa do trabalho. Ele, então, perguntou-lhes acerca do reino de Cristo, e quando e onde ele viria. Então eles responderam que se tratava de um reino celestial e espiritual, e não de um reino temporal, e que ele não seria manifesto até que chegasse o fim deste mundo. O Imperador, satisfeito pelo fato de que eles eram homens pobres e inofensivos, os dispensou e cessou sua perseguição geral contra a igreja. Quando retornaram à Palestina, foram recebidos pela igreja com muito carinho, por serem parentes do Senhor e por terem confessado nobremente Seu nome - Seu reino, poder e glória.

O LIVRO DE JUDAS
AUTOR:
Judas 1 identifica Judas, irmão de Tiago, como o seu autor. Isso provavelmente se refere ao meio-irmão de Jesus, Judas, já que Jesus também tinha um meio-irmão chamado Tiago (Mateus 13:55). Judas provavelmente não se identifica como um irmão de Jesus devido à humildade e reverência para com Cristo.


QUANDO FOI ESCRITO:

O livro de Judas está intimamente relacionado com o livro de 2 Pedro. A data da autoria de Judas depende de se ele utilizou conteúdo de 2 Pedro, ou se Pedro usou conteúdo de Judas ao escrever 2 Pedro. O livro de Judas foi escrito entre 60 e 80 dC.

PROPÓSITO:

O livro de Judas é muito importante para nós hoje porque foi escrito sobre o fim dos tempos, para o fim da era da igreja. A era da igreja começou no Dia de Pentecostes. Judas é o único livro inteiramente dedicado à grande apostasia. Judas escreve que más obras são a prova de apostasia. Ele nos exorta a batalhar pela fé, pois há joio no meio do trigo. Falsos profetas estão na igreja e os santos estão em perigo. Judas é um livro pequeno, mas muito importante e digno de estudo, escrito para os cristãos de hoje.

VERSÍCULOS-CHAVE:

Judas 3: "Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé uma vez por todas confiada aos santos."

Judas 17-19: "Todavia, amados, lembrem-se do que foi predito pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles diziam a vocês: ‘Nos últimos tempos haverá zombadores que seguirão os seus próprios desejos ímpios’. Estes são os que causam divisões entre vocês, os quais seguem a tendência da sua própria alma e não têm o Espírito."

Judas 24-25: "Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém."

RESUMO:

De acordo com o versículo 3, Judas estava ansioso para escrever sobre a nossa salvação, porém, ele mudou de assunto para abordar o contender pela fé. Esta fé personifica o corpo completo da doutrina cristã ensinada por Cristo e posteriormente transmitida aos apóstolos. Depois de Judas advertir contra os falsos mestres (versículos 4-16), ele nos aconselha sobre como podemos ter sucesso na guerra espiritual (versículos 20-21). Aqui está a sabedoria que faríamos bem em aceitar e aderir enquanto vivemos estes dias do fim dos tempos.

CONEXÕES:

O livro de Judas está repleto de referências ao Antigo Testamento, incluindo o Êxodo (v. 5), a rebelião de Satanás (v. 6); Sodoma e Gomorra (v. 7), a morte de Moisés (v. 9); Caim (v. 11); Balaão (v. 11); Corá (v. 11); Enoque (v. 14,15) e Adão (v. 14). O uso de Judas das bem conhecidas ilustrações históricas de Sodoma e Gomorra, Caim, Balaão e Coré lembrou aos cristãos judeus da necessidade da verdadeira fé e obediência.

APLICAÇÃO PRÁTICA:

Vivemos em um momento único na história e este pequeno livro pode ajudar a equipar-nos para enfrentar os incontáveis desafios de viver no fim dos tempos. O cristão de hoje deve ter cuidado com as falsas doutrinas que podem facilmente enganar-nos se não formos bem versados na Palavra. Precisamos conhecer o Evangelho - para proteger e defendê-lo - e aceitar o Senhorio de Cristo, o qual é evidenciado por uma mudança de vida. A fé autêntica sempre reflete o comportamento semelhante ao de Cristo. Nossa vida em Cristo deve refletir o conhecimento do nosso próprio coração que descansa na autoridade do Criador e Pai Todo-Poderoso e põe fé em prática. Precisamos desse relacionamento pessoal com Ele, só então conheceremos Sua voz tão bem que não seguiremos a nenhum outro.

JUDAS, IRMÃO DE JESUS – Judas, 1 – “Quase desconhecido, mas sério e íntegro”
Judas era um nome comum. Pelo menos, oito homens assim se chamava no Novo Testamento. Significa “louvor a Iah”. É o “Judá”, no Antigo Testamento. Daqui vem “judeu” (“aquele que louva a Deus”). Dois discípulos de Jesus tinham este nome, o Iscariotes e Judas, filho de Tiago (Lc 6.16 e At 1.13). Jesus tinha um irmão com este nome: Mateus 13.55. Ele não cria em Jesus: Jo 7.5. Após a ressurreição, passou a crer: Atos 1.14. É tido como o autor da carta de Judas.
1. PISTAS PARA IDENTIFICAÇÃO
Ele é irmão de Tiago (v. 1). Bem cedo a igreja viu nestes dois os meio-irmãos carnais de Jesus (História Eclesiástica, de Eusébio). Não teve dúvida sobre isto. O autor não se diz “apóstolo” (não era o Judas, filho de Tiago). É “irmão de Tiago”, porque seu irmão era pastor da igreja de Jerusalém. Tiago não se disse irmão de Jesus. Eram modestos. Paulo deixou registrado que Tiago era irmão de Jesus (Gl 1.19). E Judas se apresenta como seu irmão. Há um Judas e um Tiago que são irmãos, na igreja (Mt 13.55). São os irmãos de Jesus.
2. UM TESTEMUNHO DA HISTÓRIA
Segundo Hegesipo, no ano 96, ao perseguir os cristãos, Domiciano soube de dois netos de Judas, irmão de Jesus. Foram levados à sua presença. Eram lavradores rudes, sem pretensão política.  Diziam que “o reino de Cristo não era deste mundo, mas seria manifestado na consumação dos tempos, quando Ele viria em glória para julgar os vivos e os mortos” (Halley). Há testemunho da história dos sobrinhos-netos de Jesus, descendentes de Judas, seu irmão. Estavam firmes na fé.
3. A CARTA DE JUDAS
Provável data: ano 67. Trata da firmeza na fé (Jd, 3) e de incrédulos pervertidos na igreja (v.v. 4-6). Falsos mestres na igreja torciam o evangelho (ainda os há!). Este é o foco: falsos cristãos dentro da igreja. O Apocalipse fala do inimigo externo e Judas fala do inimigo interno. Este é o mais nocivo para a igreja. Cuidado com falsos mestres! Causam mais males que os incrédulos.
4. A CITAÇÃO DE LIVROS APÓCRIFOS
Judas cita dois apócrifos, “A Assunção de Moisés” (vv. 8-9) e “A Profecia de Enoque” (vv. 14-15). Usa como ilustração sem firmar doutrina.  Pregadores citam autores seculares em sermões. Os cristãos conheciam livros religiosos edificantes, não inspirados. Eles se firmavam no conhecimento, e estudavam assuntos religiosos. Bom exemplo. Lemos bons livros religiosos?
CONCLUSÃO
Há quatro desafios em Judas:
(1) Manter-se servo. Ele não é o irmão de Jesus, mas “servo” de Jesus. Não era “mano do chefe”, mas servo, como os demais.
(2) Sua preocupação com a sã doutrina. Quem acha que doutrina não é importante leia as epístolas, todas escritas para doutrinar os crentes. Aprender é bom e estudar é necessário. Não é crer festivamente sem ligar para nada.
(3) O desejo deles para os crentes. Eles são chamados, amados e guardados (v. 1). E ele lhes deseja misericórdia, paz e o amor de Deus em suas vidas.
(4) O louvor a Jesus Cristo (vv. 24-25). Assim ele termina sua carta. O nome a ser exaltado é sempre o de Jesus. E lembremos do título do estudo: “Quase desconhecido, mas sério e íntegro”. Um homem fora dos holofotes, mas de caráter. Quanta gente amando os holofotes! Judas nos ensina: ponha o foco em Jesus!

RESUMO GERAL
A EPÍSTOLA DE JUDAS

AUTORIA
Não há uniformidade de pensamento sobre a identidade do autor desta epístola, uma corrente, aponta apóstolo Judas, não o Iscariotes, outros a maioria afirma ser o irmão de Jesus.

LOCAL E DATA
Também não existe uma identificação correta, diversas datas são sugeridas, temos, porém, de concreto, que ela deve ter sido escrita depois da segunda epístola de Pedro, com a qual guarda estreita semelhança, considerando-se a conjunção entre judas 17-18 e II Pe 3:3. Embora a epístola não dê informações seguras para quem Judas a tenha endereçado, é quase certo que o objetivo do autor era alcançar a comunidade judaica convertida ao cristianismo e espalhada pela Ásia Menor.

SEU PROPÓSITO
Seu propósito Inicial era de elaborar um tratado sobre a salvação Judas 2, face ao surgimento e crescimento repentino de ensinos heréticos com tendência imorais e conduzindo os cristãos à apostasia, colocando em risco a fé de cada um, visto que alguns falsos mestres ensinavam, que os cristãos seria permitido fazer tudo quanto desejassem, sem temer o castigo divino, então diz:
tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.
podemos resumir seu propósito como sendo:
- advertir com urgência os crentes acerca da grave ameaça dos falsos mestres e sua influência dentro das igrejas;
- exortar a todos os verdadeiros crentes a que lutem pela fé . Jd. 3.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
São quatros principais características desta epístola
1- Denúncia contra falsos mestres ressaltando que o falso ensinamento sempre apresenta grave ameaça para fé genuína e vida santa.
2- Uma referência de 3 exemplos contidas no antigo testamento:
a- destruição dos israelitas rebeldes, no deserto Jd. 5
b- o juízo dos anjos Jd. 6
c- destruição de Sodoma, Gomorra e cidades circunvizinhas Jd.7
3- Uma declaração tripla dos falsos mestres:
a- contaminaram sua carne
b- rejeitaram a dominação
c- vituperam as autoridades.

Os leitores desta epístolas foram encorajados a lutar pela integridade de sua fé. Jd. 3, fala a vossa santíssima fé, pode parecer que existem outros tipos de fé, diríamos que existem apenas dois tipos de fé, a natural e espiritual.
- Fé natural- é chamada fé esperança, fé intelectual, a fé natural não leva o homem a Deus e nem traz Deus ao homem, o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem, é o que faz a diferença entre a fé natural e fé espiritual.
-Fé espiritual- só pode ser recebida como dom de Deus, através de sua palavra, isto acontece no momento da conversão, ou novo nascimento.
Não é bíblico orar pedindo fé, todo homem nascido de novo já recebeu a fé, bíblico é pedir para o crescimento da fé. Lc. 17:5.




sexta-feira, 1 de junho de 2018

3ª J O Ã O


A TERCEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO

A Terceira Epístola de João, geralmente referida apenas como 3 João, é o vigésimo-quinto e antepenúltimo livro do Novo Testamento da Bíblia e atribuído a João, o Evangelista, tradicionalmente considerado também o autor do Evangelho de João e das outras duas epístolas de João. A Terceira Epístola de João é uma carta privada redigida por um presbítero, e direcionada a um homem chamado Gaio, recomendando-lhe a hospitalidade à um grupo de cristãos liderados por Demétrio, que havia pregado o Evangelho na área onde Gaio vivia. O objetivo da carta é encorajar e fortalecer Gaio e adverti-los contra Diótrefes, que se recusava a cooperar com o autor da carta.
A literatura da igreja dos primeiros séculos não menciona esta epístola, sendo que a primeira referência que aparece apenas em meados do século III. Esta falta de documentação, embora tenha ocorrido provavelmente devido à extrema brevidade da epístola, fez com que os escritores da igreja primitiva duvidassem de sua autenticidade até o início do século V, quando foi aceita juntamente com as outras duas epístolas de João. A linguagem de 3 João ecoa a do Evangelho de João, sendo tradicionalmente datada de cerca de 90 d. C., de modo que a epístola provavelmente foi escrita perto do final do primeiro século. Outros estudiosos contestam essa visão, como John A. T. Robinson, que afirma que a data aproximada de 3 João é de 60 a 65 d. C. A localização da escrita é desconhecida, porém, convencionalmente é descrita em Éfeso. A epístola é encontrada em muitos dos manuscritos do Novo Testamento mais antigos, e seu texto está livre de grandes discrepâncias ou variantes textuais.

CONTEÚDO
Não há nenhuma doutrina estabelecida em 3 João, que é estritamente uma carta pessoal, mas o tema geral é a importância da hospitalidade, especialmente quando se trata de homens que estavam trabalhando para espalhar o evangelho. Terceiro João é o livro mais curto da Bíblia se tratando do número de palavras, embora a Segunda Epístola de João apresenta menos versos. É o único livro do Novo Testamento que não contém os nomes de "Jesus" ou de "Cristo".

SAUDAÇÃO E INTRODUÇÃO
A carta é direcionada para um homem chamado Gaio. Gaio parece ter sido um homem rico, uma vez que o autor da epístola, que se identifica apenas como "o presbítero", não pensou que poderia impor-lhe indevidamente a acolher alguns pregadores itinerantes por um curto período de tempo. O presbítero pode ter convertido a Gaio, já que ele chama Gaio de seu "filho" na fé. As Constituições Apostólicas VII.46.9 registram que Gaio foi feito bispo de Pérgamo, embora não haja confirmação histórica para esta declaração.
O nome de Gaio aparece por mais três oportunidades no Novo Testamento. Primeiro, um Gaio cristão é mencionado na Macedônia como um companheiro de viagem de Paulo, junto com Aristarco (Atos 19:29). Um capítulo depois, um Gaio de Derbe é nomeado como um dos sete companheiros de viagem de Paulo que o esperaram em Trôade (Atos 20:4). Em seguida, um Gaio é mencionado residindo em Corinto, como sendo uma das poucas pessoas de lá (os outros foram Crispo e a família de Estéfanas) que foram batizadas por Paulo, que fundou a Igreja nesta cidade (1 Coríntios 1:14). Por fim, um Gaio é referido em uma seção de saudação final da Epístola aos Romanos (Romanos 16:23) como "anfitrião" de Paulo e também anfitrião de toda a igreja, seja qual fosse a cidade em que Paulo escrevia na época, provavelmente sendo Corinto. No entanto, não há motivos para afirmar com certeza que algum desses homens fosse o Gaio de 3 João.
O versículo 2, no qual o autor deseja a prosperidade material sobre Gaio, semelhante à prosperidade de sua alma, é um texto de prova comumente usado dentro da prosperidade dos ensinamentos do evangelho.

MISSIONÁRIOS
O presbítero continua a redigir a sua carta, fazendo uma homenagem a Gaio por sua lealdade e a sua hospitalidade em relação a um grupo de "irmãos" itinerantes. Os "irmãos" são irmãos na fé ou missionários, que, de acordo com o pedido de Jesus em Marcos 6:8-9, partiram sem dinheiro. O presbítero então pede que Gaio forneça aos irmãos o necessário para continuarem sua jornada.

OPOSIÇÃO DE DIÓTREFES
O presbítero, em seguida, descreve seu conflito com Diótrefes, que não reconhece a autoridade do presbítero e está excomungando aqueles, como Gaio, que recebem missionários enviados pelo mesmo. O presbítero menciona uma carta anterior que ele escreveu para a Igreja que foi reprimida por Diótrefes e diz que pretende visitar a igreja e enfrentar a Diótrefes. "A igreja" é aparentemente conhecida por Gaio, mas provavelmente ele não é membro dela, pois, assim sendo, o presbítero não precisaria fornecer-lhe informações sobre as atividades de Diótrefes. A disputa entre Diótrefes e o presbítero parece ser baseada na liderança e autoridade da igreja, e não na doutrina, já que o presbítero não acusa Diótrefes de ensinar a heresia.
A maioria dos estudiosos não relaciona a carta que o presbítero menciona com 2 João, uma vez que 3 João não contém nenhuma referência à controvérsia doutrinária descrita em 2 João, e argumenta que o presbítero está se referindo a uma carta anterior de recomendação. Ao contrário deles, John Painter, no entanto, argumenta que o presbítero está de fato se referindo a 2 João, uma vez que há coincidências entre 2 João 9 e o tema da hospitalidade em 3 João.
 O presbítero encerra esta seção com uma súplica a Gaio: "Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus". Esta ordem é uma reminiscência de várias passagens de 1 João (2: 3-5, 3: 4-10, 4: 7).

SAUDAÇÕES E CONCLUSÕES FINAIS
O versículo 12 apresenta outro homem chamado Demétrio, que segundo as Constituições Apostólicas VII.46.9 foi ordenado por João como bispo de Filadélfia (atualmente Amã, Jordânia). Demétrio provavelmente era um membro do grupo de missionários descritos anteriormente na carta, e 3 João provavelmente serve como uma carta de recomendação a Gaio sobre Demétrio. As cartas de recomendação eram bastante comuns na igreja primitiva, como evidenciado por 2 Coríntios 3:1, Romanos 16:1-2 e Colossenses 4:7-8.
O presbítero, antes de terminar a carta, diz que ele tem muitas outras coisas para contar a Gaio e planeja fazer uma viagem para vê-lo no futuro próximo, usando quase os mesmos termos de 2 João 1:12. O versículo final, que diz: "Paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos por nome", é típico da correspondência contemporânea, com "Paz seja contigo" uma saudação adotada pelos judeus.

AUTORIA
Pode-se afirmar quase evidentemente que 3 João foi escrita pelo mesmo autor que escreveu 2 João, e provavelmente 1 João também. Este indivíduo pode ter sido o próprio João, o Evangelista, ou então outra pessoa, talvez João, o Presbítero, embora de acordo com o estudioso C.H. Dodd: "se tentarmos identificar o autor anônimo dessas epístolas com algum indivíduo conhecido, temos pouca expectativa de acertar".
Existem muitas semelhanças entre 2 e 3 João. Ambos seguem o formato de outras cartas pessoais da época; em ambas, o autor se autoidentifica como "o presbítero", um termo que significa literalmente "o ancião"; e ambos lidam com temas sobre hospitalidade e conflitos dentro da igreja. As cartas também são extremamente semelhantes em comprimento, provavelmente porque ambas foram escritos para caber em uma folha de papiro.
3 João também é linguisticamente semelhante a ambas as epístolas de João e outras obras de João. De 99 palavras diferentes usadas, 21 são palavras sem importância como "e" ou "o", restando então 78 palavras significativas. 23 destas não aparecem em 1 João ou no Evangelho de João, das quais quatro são únicos para 3 João, uma é comum a 2 e 3 João, e duas são encontradas em ambos os outros dois livros de João, bem como em outros escritos do Novo Testamento. Aproximadamente 30% das palavras significativas em 3 João não aparecem em 1 João ou no Evangelho, em comparação com 20% de 2 João. Essas considerações indicam uma estreita afinidade entre 2 e 3 João, embora 2 João esteja mais fortemente conectado com 1 João do que com três João. Uma minoria de estudiosos, no entanto, argumenta contra a autoria comum de 2 e 3 João, sendo que Rudolf Bultmann sustenta a afirmação de que 2 João era um documento falsificado com base em 3 João.
Se 3 João realmente foi escrito por João, o Evangelista, no entanto, é estranho que Diótrefes se oponha a ele, uma vez que os apóstolos eram altamente respeitados na igreja primitiva. Uma possível visão alternativa da autoria da epístola surge de um fragmento escrito por Papias de Hierápolis e citado por Eusébio, que menciona um homem chamado "Presbítero João". No entanto, como nada mais é conhecido deste indivíduo, não é possível identificá-lo comprovadamente como o autor de 3 JoãO.

DATA E LOCALIZAÇÃO
As três cartas de João provavelmente foram escritas com um pequeno intervalo de alguns anos umas das outras, sendo que evidências internas indicam que foram escritas após o Evangelho de João, colocando-as na segunda metade do primeiro século. Esta data faz sentido dadas suas alusões e oposição ao ensino do gnosticismo e do docetismo, que negaram a plena humanidade de Jesus, e que estavam ganhando ascendência no final do primeiro século.
Dodd argumenta que ela foi escrita em uma data entre 96 - 110 d.C., concluindo por meio da ausência de referências a perseguições nas cartas que provavelmente foram escritas depois do severo reinado do imperador romano Domiciano, cuja perseguição aos cristãos aparentemente pode ter levado a escrita do livro de Apocalipse. Dodd observa, no entanto, que eles poderiam ter sido escritos na era pré-Domítica, o que é provável que tenha acontecido caso o autor fosse um discípulo de Jesus. Marshall sugere uma data entre os anos de 60 e 90, enquanto Rensberger sugere que a carta tenha sido escrita por volta do ano 100, assumindo que o Evangelho de João foi escrito na década de 90 e as cartas devem ter sido redigidas depois. Brown argumenta sobre uma data compreendida entre 100 e 110, com as três cartas sendo compostas em uma proximidade curta de tempo. Uma data entre 110 e 115 torna-se improvável, pois partes de 1 João e 2 João são citadas por Policarpo e Papias.
As cartas não indicam a localização da autoria, mas, como as primeiras citações delas (nos escritos de Policarpo, Papias e Ireneu) provêm da província da Ásia Menor, é provável que as epístolas também tenham sido escritas na Ásia.  A tradição da igreja tipicamente as coloca na cidade de Éfeso.

MANUSCRITOS
3 João é preservado em muitos dos antigos manuscritos do Novo Testamento. Dos grandes códices unciais gregos, os códices Sinaiticus, Alexandrinus e Vaticanus contêm as três epístolas de João, enquanto o Codex Ephraemi Rescriptus contém 3 João 3-15 junto com 1 João 1:1-4. O Codex Bezae, apesar de ter em falta a maioria das epístolas católicas, contém 3 João 11-15 em tradução latina. Em outras línguas, além da versão grega, o Vulgata e as versão ciríacas, armenianas e etiópicas contém as três epístolas. Entre as diferentes cópias, não há grandes diferenças, o que significa que há poucas dúvidas sobre o objetivo do texto original.
HISTÓRIA CANÔNICA
Existem algumas semelhanças duvidosas entre as passagens nas epístolas de João com os escritos de Policarpo e Papias, porém, as primeiras referências definitivas às epístolas ocorreram ao final do segundo século. Irineu, em Adversus Haereses 3.16.8 (escrito aproximadamente em 180), cita 2 João 7-8, e na próxima frase 1 João 4:1-2, mas não faz distinção entre 1 e 2 João; e, além disso, não cita a 3 João. A Cânone Muratori parece referir-se a apenas as duas primeiras cartas de João, embora seja possível interpretá-la como se referindo às três. 1 João é amplamente citado por Tertuliano, que morreu em 215, e Clemente de Alexandria, o qual além de citar a 1 João, escreveu um comentário sobre 2 João em sua obra Adumbrationes. As três epístolas de João foram reconhecidas pela 39ª carta festiva de Atanásio, o Sínodo de Hipona e o Concílio de Cartago. Além disso, Dídimo, o Cego escreveu um comentário sobre as três epístolas, mostrando que, no início do século V, estavam sendo consideradas como uma única carta só.
A primeira referência a 3 João ocorre em meados do século III; Eusébio diz que Orígenes conhecia a 2 João e 3 João, porém Orígenes é relatado afirmando que "todos não as consideram genuínas". Da mesma forma, o Papa Dionísio de Alexandria, aluno de Orígenes, estava ciente da existência de uma "Segunda ou Terceira Epístola de João". Também em torno deste período, 3 João torna-se conhecida no norte da África, como foi referida na Sententiae Episcoporum, produzida pelo Sétimo Conselho de Cártago. Haviam dúvidas sobre a autoria de 3 João, no entanto, com Eusébio listando este e 2 João como "livros disputados", apesar de descrevê-los como "bem conhecidos e reconhecidos pela maioria". Apesar de Eusébio acreditar que o apóstolo escreveu o evangelho e as epístolas, é provável que a dúvida sobre a confirmação da autoria de 2 e 3 João fosse um fator que contribuía com que fossem considerados disputados. No final do século IV, o presbítero (autor de 2 e 3 João) era considerado uma pessoa diferente do apóstolo João. Esta opinião, embora relatada por Jerônimo, não foi aceita por todos, visto que o próprio Jerônimo atribuiu as epístolas ao apóstolo João. Um fator que ajuda a explicar o atestado tardio de 3 João e as dúvidas sobre sua autoria é a natureza muito curta da carta; os primeiros escritores simplesmente não tiveram oportunidade de a citar.
PROPÓSITO 
O objetivo de João ao escrever esta terceira epístola é triplo. Primeiro, ele escreve para elogiar e incentivar seu amado colega de trabalho, Gaio, em seu ministério de hospitalidade aos mensageiros itinerantes que iam de um lugar a outro para pregar o Evangelho de Cristo. Segundo ele indiretamente adverte e condena o comportamento de Diótrefes, líder ditatorial que tinha assumido uma das igrejas na província da Ásia, e cujo comportamento era diretamente contra a tudo o que o apóstolo e seu Evangelho representavam. Terceiro, ele louva o exemplo de Demétrio, discípulo sobre o qual relatava-se um bom testemunho.

VERSÍCULOS-CHAVE 
3 João 4: "Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade."

3 João 11: "Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus."

UM CONTRASTE ENTRE DOIS HOMENS
A terceira epístola de João (3 João) foi escrita com o propósito de incentivar um discípulo fiel a perseverar no seu serviço, mesmo enfrentando resistência de um outro homem que tinha bastante influência.
Sobre o destinatário desta carta, sabemos somente o que João disse nela. Era um irmão em Cristo chamado Gaio. João o amava e elogiava seus trabalhos e sacrifícios generosos em prol do evangelho. É possível que Gaio enfrentasse alguns problemas de saúde e até dificuldades financeiras, pois João desejava prosperidade e saúde para ele (3 João 2). Mas qualquer fraqueza física ou necessidade material foi insignificante quando comparada com a perseverança e saúde espiritual de Gaio.
Gaio foi respeitado, até por irmãos que só o conheciam de passagem, por sua generosidade em acolher e ajudar evangelistas que passavam por sua cidade. Ele reconhecia estes homens fiéis e dava seu apoio, e João elogiou esta atitude. Observamos pelo exemplo de Gaio uma das muitas maneiras que podemos contribuir à obra de Deus: além de juntar os nossos recursos financeiros com os de outros cristãos para fazer o trabalho de uma igreja local (veja 1 Coríntios 16:1-2; Filipenses 4:14-18), podemos usar nosso dinheiro, nossas casas e outros recursos materiais para apoiar servos fiéis que pregam o evangelho. Foi assim que Gaio agia.
A outra personagem destacada nesta carta foi bem diferente. Embora tivesse influência na igreja, Diótrefes foi dominado por ambições carnais. Ele não somente não apoiava, mas até procurava impedir o trabalho dos fiéis. E quando outros ajudavam irmãos dedicados, este homem os expulsava da igreja! Até blasfemava o próprio apóstolo João, e este pretendia repreendê-lo pessoalmente.
O conteúdo de 3 João se organiza pelos assuntos abordados, principalmente os comentários sobre as obras das pessoas citadas:
Versículo 1 é a saudação, na qual João identifica por nome o destinatário da carta.
Versículos 2 a 4 comunicam o desejo do autor referente à vida de Gaio, elogiando sua fidelidade. Como no começo das outras epístolas, João enfatiza aqui a importância da direção da vida com o verbo “andar”. Aqui, ele fala de andar na verdade (compare 2 João 4). Na primeira epístola, usou a expressão paralela de andar na luz e praticar a verdade (1 João 1:6-7).
Versículos 5 a 8 mostram a aprovação pelo apóstolo das obras de Gaio em acolher e ajudar pregadores do evangelho.
Versículos 9 e 10 apresentam um nítido contraste na forma de uma crítica de Diótrefes, o irmão ambicioso que atrapalhava o trabalho dos fiéis.
Versículo 11 define em poucas palavras o ponto principal do contraste entre esses homens. Devemos imitar o bom e rejeitar o mau, considerando os destinos finais dos dois.
Versículo 12 comenta sobre um outro homem, Demétrio, possivelmente o mensageiro que teria levado esta epístola a Gaio.
Versículos 13 a 15 são os comentários finais nos quais João fala da sua esperança de ver Gaio pessoalmente.
Em nossa experiência na busca das coisas de Deus, encontraremos muitas pessoas com as características carnais de Diótrefes. Mas, graças a Deus, também encontraremos pessoas sinceras, generosas e boas como Gaio. Devemos imitar o bom exemplo destas, e fugir da corrupção daquelas!

RESUMO GERAL
Terceira epístola de João
Na tradução que usamos, a de João Ferreira de Almeida, Ed. R. C. d e1995, ele é o ancião que escreve a senhora eleita, na segunda epístola, porém nesta ele é o presbítero escrevendo  ao amado Gaio.
O amado Gaio, de concreto, nada sabemos sobre quem era e de onde era, a tradição afirma ter sido ele o primeiro bispo de Pérgamo.
- Era um homem de bom testemunho III Jo 3
- Um homem hospitaleiro III Jo 5
- Um homem cheio de amor, bondoso III Jo 6
O propósito da epístola, ao que tudo indica, face ao ataque que os mestres gnósticos estavam desfechando nas igrejas espalhadas por toda Ásia Menor, João tinha enviado um grupo de verdadeiros mestres cristãos, com cartas de recomendações, para visitarem as diversas igrejas a fim de neutralizar o veneno que estava sendo inoculado por aqueles falsos mestres. E uma destas igrejas visitada era que pertenciam Gaio e Diotrefes, na sua segunda epístola João proibia a hospitalidade aos falsos mestres; nesta ele estimula a hospitalidade aos verdadeiros mestres, sendo assim ele escreve para elogiar Gaio por ter recebido bem os obreiros cristãos e denunciar a falta da hospitalidade de Diótrefes III Jo 9-10.
Diótrefes um obreiro rebelde, um homem que cuida de seus próprios interesses e tenta utilizar-se da igreja local para alcançar o poder ou seja, procura ter entre eles o primado. Era um diversionista III Jo 9, caluniador.
João está escrevendo com sua habitual forte ênfase na verdade a esse muito amado irmão em Cristo, Gaio, um leigo de alguma riqueza e distinção em uma cidade perto de Éfeso. Ele muito elogia o cuidado e hospitalidade de Gaio com seus mensageiros, quer fossem conhecidos por ele ou não, e cuja missão era levar o Evangelho de um lugar para outro. João exorta-o a continuar a fazer o bem e a não imitar o mal, como no exemplo de Diótrefes. Este homem tinha assumido a liderança de uma igreja na Ásia e não só se recusara a reconhecer a autoridade de João como apóstolo, mas também a receber suas cartas e submeter-se às suas direções. Ele também circulou calúnias dolosas contra João e excomungou os membros que demonstraram apoio e hospitalidade aos mensageiros de João. Antes de concluir sua carta, João também elogia o exemplo de Demétrio, de quem havia ouvido excelentes relatórios.

CONEXÕES
O conceito de oferecer hospitalidade aos estrangeiros tinha grande precedência no Antigo Testamento. Atos da hospitalidade em Israel incluíam a recepção humilde e graciosa de estrangeiros à casa para alojar, alimentar e proteger (Gênesis 18:2-8, 19:1-8; Jó 31:16-23, 31-32). Além disso, o ensino do Antigo Testamento retrata os israelitas como um povo alienado e muito dependente da hospitalidade de Deus (Salmo 39:12) e de Deus como Aquele que graciosamente atendia às suas necessidades, redimindo-os do Egito e providenciando-lhes alimentação e vestuário no deserto (Êxodo 16; Deuteronômio 8:2-5).

APLICAÇÃO PRÁTICA
João, como sempre, enfatiza a importância de andar na verdade do Evangelho. Hospitalidade, apoio e encorajamento para os nossos irmãos Cristãos são uns dos principais preceitos dos ensinamentos de Jesus e Gaio foi, obviamente, um excelente exemplo deste ministério. Devemos fazer o mesmo sempre que pudermos, acolhendo missionários, pregadores e estrangeiros visitantes (desde que tenhamos a certeza de que são verdadeiros seguidores) não só nas nossas igrejas, mas também nas nossas casas, oferecendo-lhes todo o apoio e incentivo de que precisam.
Também precisamos ter o cuidado de sempre seguir apenas o exemplo daqueles cujas palavras e ações estão de acordo com o Evangelho, e de estar em alerta para sermos capazes de detectar pessoas como Diótrefes, um líder cujo comportamento estava longe de ser parecido com o que Jesus ensinou.


2ª J O Ã O


PRIMEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO
I João - é a primeira epístola do apóstolo João, um dos livros do Novo Testamento da Bíblia.

AUTORIA
A autoria da epístola é atribuída, pela tradição cristã, ao apóstolo João.
O peso de evidências externas pode favorecer a autoria "joanina", pois existem possíveis alusões a I João nos escritos de Clemente de Roma (em I Clemente), Inácio de Antioquia e Pseudo-Clemente (na sua II Clemente). Outras, prováveis alusões, podem ser encontradas no Didaquê, Epístola de Barnabé, Pastor de Hermas, Justino Mártir, a Epístola a Diogneto, a Epístola de Policarpo e nos escritos de Pápias preservados em Ireneu. Referências mais obscuras a 1 João em Ireneu, Tertuliano, Clemente de Alexandria, Orígenes, Dionisio e no Cânone Muratori.
Evidências internas também apoiam a tese tradicional. Geralmente são alistados três tipos delas, que são:
A familiaridade do autor com a pessoa de Cristo. Ele afirma que é testemunha ocular do ministério de Cristo
Sua reconhecida autoridade entre os primeiros leitores
As grandes semelhanças entre e o Evangelho de João e a 1 epístola de João. (1 João1:2-3*João 3:11; 1 João 1:4*João 16:24; 1 João 2:11* João 12:35; 1 João 2:14*João 5:38; 1 João 2:17*João 8:35; 1 João 3:5*João 8:46; 1 João 3:8*João 8:44; 1 João 3:13*João 15:18; 1 João 3:14*João 5:24; 1 João 3:16* João 10:15; 1 João 3:22*João 8:29; 1 João 3:23*João 13:34; 1 João 4:6*João 8:47; 1 João 4:15*João 6:56; 1 João 4:16* João 6:69; 1 João 4:16*João 15:10; 1 João 5:4*João 16:33; 1 João 5:9* João 5:32; 1 João 5:20*João 17:3)
O testemunho de Westcott a respeito das passagens paralelas, é conclusivo, ele argumenta que existem conceitos fundamentais semelhantes, porém, são apresentadas na epístola e no evangelho, com algumas diferenças. "O evangelho nos deu a revelação histórica, a epístola nos mostrou como a revelação foi recebida e vivida pela igreja e pelo crente". A forte correlação entre ambas favorece a autoria comum.
DATA
A data provável que esta epístola tenha sido escrita seria entre os anos 85 e 90 da era comum, em Éfeso.
PRIMEIROS LEITORES
A falta de especial dedicação e saudação indica que a carta foi circular, provavelmente enviada às igrejas da província da Ásia Menor, perto de Éfeso, onde, segundo uma tradição antiga, João teria passado seus últimos dias. Por causa da linguagem utilizada, pode-se inferir que o autor conhecia pessoalmente os destinatários da carta.
OBJETIVO
O objetivo de João ao escrever era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Creem "no nome do Filho de Deus" (I João 5:13). A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestres de uma falsa doutrina. João refere-se ao ensinamento como enganosos (I João 2:26, I João 3:7) e aos mestres como "falsos profetas" (I João 4:1), mentirosos (I João 2:22) e anticristos (I João 2:18-22, I João 4:3). Ele um dia tinha estado com a igreja, mas tinha se afastado (I João 2:19) e tinha se "levantado no mundo" (4.1) (I João 4:1) para propagar sua perigosa heresia.
Este falso ensinamento me parece ser precursor do Gnosticismo (do termo grego gnosis, que significa conhecimento), e reivindicava possuir um conhecimento especial sobre Deus, a teologia e Jesus Cristo. Sua base doutrinária incluía:
I) que Jesus fosse realmente o Cristo (2:22),
II) a pré-existência do Filho de Deus (1:1; 4:15 e 5:5,10),
III) eles negavam a Encarnação de Cristo (4:2)
IV) que seu objetivo fosse vir para salvar os homens (4:9).
Porém, segundo alguns estudiosos, a forma exata dessa heresia, é incerta. Geralmente é afirmado que tinha alguma afinidade com os pontos de vista mantidos por Cerinto, na Ásia Menor, no fim do primeiro século, ainda que não fosse inteiramente idêntico com aquilo que se sabe sobre seu ensino. De acordo com Cerinto, Jesus foi um homem bom, no qual o Cristo celestial viera habitar desde o tempo de seu batismo até pouco antes de sua crucificação.
Isto é combatido em diversas passagens da epístola, que afirma que Jesus é o Cristo (5:6) o Filho de Deus (2:22, 5:1,5). O ensino de Cerinto baseava-se no dualismo gnóstico entre o espiritual e o material, que negava a possibilidade de Deus (Espírito) ter se tornado homem (Matéria). Outra versão desta heresia, o Docetismo (do grego dokeo, parecer) afirmava que a Encarnação foi aparente, não uma realidade concreta. A posição de Cerinto, que fica entre essas duas, afirma que a Encarnação foi temporária, ou seja, desde o batismo até o momento da crucificação.
O método de João em expor os erros dos hereges e confrontá-los com a verdade. Cristo Jesus é a fonte da vida e nós podemos receber a vida eterna que Ele nos prometeu. E essa vida é oferecida a todos, indistintamente, não somente a um grupo de iniciados na doutrina gnóstica.

ESTUDO: Primeira Epístola de João

A carta de 1 João têm um propósito duplo: expor e rebater os erros doutrinários e éticos dos falsos mestres e exortar seus filhos na fé a manter uma vida santa de intimidade com Deus, na verdade e na justiça, cheios de alegria e de certeza da vida eterna.
Isto ocorre, mediante a fé obediente em Jesus Cristo, o Filho de Deus e pela habitação interior do Espírito Santo. Alguns creem que a epístola também foi escrita como uma sequência do Evangelho segundo João.

VISÃO GERAL
 Em 1 João a fé e a conduta estão fortemente entrelaçados. Os falsos mestres, aos quais João chama aqui de “anticristos”, apartaram-se do ensino apostólico sobre Jesus Cristo e a vida de retidão.
De modo semelhante a 2 Pedro e Judas, 1 João refuta e condena com veemência os falsos mestres com suas crenças e conduta destruidoras.
Do ponto de vista positivo, 1 João expõe as características da verdadeira comunhão com Deus e revela cinco evidências específicas pelas quais o crente poderá “saber”, com confiança e certeza que tem a vida eterna.
São elas: verdade apostólica a respeito de Jesus Cristo, uma fé obediente que guarda os mandamentos de Jesus Cristo, um viver santo, afastar-se do pecado, para comunhão com Deus, amor a Deus e aos irmãos na fé e o testemunho do Espírito Santo no crente.
João afirma, por fim, que a pessoa pode ter certeza da vida eterna quando estas cinco evidências são manifestas na sua vida.

RESUMO GERAL

Primeira epístola de João
As epístolas que trazem o nome de João, são anônimas, a primeira não tem dedicatória e nem assinatura, porém, uma afinidade tão íntima entre ela e o quarto evangelho, que a maioria dos eruditos concorda ser apóstolo João autor, provavelmente foi escrita em Éfeso, entre os anos 90 e 95 dC., não foi endereçada a nenhum indivíduo e nenhuma igreja em particular, mas para todos os cristãos. O evangelho de João expõe os atos e palavras que provam que Jesus é o Cristo, tratam do fundamento da fé cristã, enquanto sua primeira epístola os atos e palavras obrigatórias àqueles que creem nesta verdade e dos fundamentos da vida cristã. A epístola foi com propósito de ajudar os cristãos contra a heresia denominada de gnosticismo estava causando estragos, crentes sem firmeza doutrinária estavam deixando a igreja para seguir os gnósticos. I Jo.2:19.
Os mestres gnósticos ensinavam que a salvação era alcançada através do conhecimento, negando a eficácia do sacrifício expiatório de Jesus. João desfaz esse pensamento, afirmando que " Deus é luz", quem está em trevas, ou quem vive no pecado não pode ter comunhão com Ele, ter comunhão com Deus requer que se tenha também comunhão com os irmãos. I Jo. 1:17. João deixa claro, que embora salvos continuamos sujeitos ao pecado. O ideal, segunda a palavra de Deus é que resistamos as tentações, porém se pecarmos, haverá solução. I  Jo 2:12.
João procura mostrar nesta sua epístola que a vida cristã não se baseia no que falamos, ou em nossas palavras, mas baseia-se, na nossa forma de viver. I Jo 2: 3-5.

Três etapas do desenvolvimento espiritual.
 I Jo 2:12-14
1- Filhinhos - Recém convertidos
Foi uma maneira carinhosa que o "Apóstolo do amor" usou para se dirigir aos crentes novos convertidos. I Jo 2:28 . O conhecimento de Deus, a certeza do perdão dos pecados é fundamental para que o novo convertido permaneça firme na fé.
2- Jovens - Crente amadurecendo
Os que eram filhinhos, agora são jovens, e são chamados de filhos, o desenvolvimento da obra de Deus está confiado aos crentes jovens.
3- Pais - Crente maduro
Fala de firmeza espiritual, experiência na fé, crentes idôneos, maduros, sábios. São aqueles que geram filhos, que ganham almas e que cuidam delas, que servem de referência para os jovens.
João fala já naquela época, do espírito do anticristo que já está no mundo, acredita-se que ele estava fazendo menção direta a um mestre de sua época, chamado Cerinto, um mestre gnóstico, judeu de raça. I Jo 2:19-23.
I Jo 3:2 "Amados, agora somos filhos de Deus..." ao usar a expressão "agora", está confirmando o princípio bíblico de que nem todos os homens são filhos de Deus, se agora somos, subtende que antes não éramos.
Ao tornar-se filho de Deus o homem adquire direitos e privilégios, e assume deveres e responsabilidades.
Responsabilidade ou deveres dos filhos de Deus.
- Andar dignamente em retidão. I Jo 2:6
- Honrar o nome do Pai. Ef. 3:14-15
- Obediência. Ef. 6:1
Quem não obedece a palavra de Deus, ou não guarda os seus mandamentos não pode dizer que é filho de Deus. I Jo 3:22-24
Sete mensagens de Deus aos seus filhos epístola de I João
1- Todos os filhos de Deus serão um dia semelhantes a Cristo. 2:28 a 3:3
2- Não devem continuar pecando 3: 4-6
3- Se proteger contra o serem levados ao afastamento por forças malignas. 3:7-10
4- Amar uns aos outros 3: 11 - 24
5- Provar os espíritos 4:1-3
6- Vencer o mundo 5:4
7- Refletir o caráter de Deus no seus atos.

João adverte contra os falsos profetas, espírito da verdade e espírito o erro- I Jo 4:1-6
Pela bíblia podemos identificar três tipos de falsos profetas:
1- o falso profeta que já foi um profeta verdadeiro- num. 22: 8-9
2- o profeta verdadeiro que ficou velho I Reis  13:11
3- o falso profeta que nunca foi profeta verdadeiro I Reis 22:6
A missão deles não é procurar falhas, denunciar e acusar, mas corromper, com a voz mansa e cheia de sabedoria carnal e diabólica, semeiam o joio, as heresias, corrompem os bons costumes, adulteram a doutrina bíblica.
O poder da fé 5: 1-13
O tríplice testemunho da fé  I Jo 5:6
João afirma que Jesus veio por:
- água - homem
- sangue- morte
- espírito- ressurreição

1ª J O Ã O


PRIMEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO
I João - é a primeira epístola do apóstolo João, um dos livros do Novo Testamento da Bíblia.

AUTORIA
A autoria da epístola é atribuída, pela tradição cristã, ao apóstolo João.
O peso de evidências externas pode favorecer a autoria "joanina", pois existem possíveis alusões a I João nos escritos de Clemente de Roma (em I Clemente), Inácio de Antioquia e Pseudo-Clemente (na sua II Clemente). Outras, prováveis alusões, podem ser encontradas no Didaquê, Epístola de Barnabé, Pastor de Hermas, Justino Mártir, a Epístola a Diogneto, a Epístola de Policarpo e nos escritos de Pápias preservados em Ireneu. Referências mais obscuras a 1 João em Ireneu, Tertuliano, Clemente de Alexandria, Orígenes, Dionisio e no Cânone Muratori.
Evidências internas também apoiam a tese tradicional. Geralmente são alistados três tipos delas, que são:
A familiaridade do autor com a pessoa de Cristo. Ele afirma que é testemunha ocular do ministério de Cristo
Sua reconhecida autoridade entre os primeiros leitores
As grandes semelhanças entre e o Evangelho de João e a 1 epístola de João. (1 João1:2-3*João 3:11; 1 João 1:4*João 16:24; 1 João 2:11* João 12:35; 1 João 2:14*João 5:38; 1 João 2:17*João 8:35; 1 João 3:5*João 8:46; 1 João 3:8*João 8:44; 1 João 3:13*João 15:18; 1 João 3:14*João 5:24; 1 João 3:16* João 10:15; 1 João 3:22*João 8:29; 1 João 3:23*João 13:34; 1 João 4:6*João 8:47; 1 João 4:15*João 6:56; 1 João 4:16* João 6:69; 1 João 4:16*João 15:10; 1 João 5:4*João 16:33; 1 João 5:9* João 5:32; 1 João 5:20*João 17:3)
O testemunho de Westcott a respeito das passagens paralelas, é conclusivo, ele argumenta que existem conceitos fundamentais semelhantes, porém, são apresentadas na epístola e no evangelho, com algumas diferenças. "O evangelho nos deu a revelação histórica, a epístola nos mostrou como a revelação foi recebida e vivida pela igreja e pelo crente". A forte correlação entre ambas favorece a autoria comum.
DATA
A data provável que esta epístola tenha sido escrita seria entre os anos 85 e 90 da era comum, em Éfeso.
PRIMEIROS LEITORES
A falta de especial dedicação e saudação indica que a carta foi circular, provavelmente enviada às igrejas da província da Ásia Menor, perto de Éfeso, onde, segundo uma tradição antiga, João teria passado seus últimos dias. Por causa da linguagem utilizada, pode-se inferir que o autor conhecia pessoalmente os destinatários da carta.
OBJETIVO
O objetivo de João ao escrever era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Creem "no nome do Filho de Deus" (I João 5:13). A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestres de uma falsa doutrina. João refere-se ao ensinamento como enganosos (I João 2:26, I João 3:7) e aos mestres como "falsos profetas" (I João 4:1), mentirosos (I João 2:22) e anticristos (I João 2:18-22, I João 4:3). Ele um dia tinha estado com a igreja, mas tinha se afastado (I João 2:19) e tinha se "levantado no mundo" (4.1) (I João 4:1) para propagar sua perigosa heresia.
Este falso ensinamento me parece ser precursor do Gnosticismo (do termo grego gnosis, que significa conhecimento), e reivindicava possuir um conhecimento especial sobre Deus, a teologia e Jesus Cristo. Sua base doutrinária incluía:
I) que Jesus fosse realmente o Cristo (2:22),
II) a pré-existência do Filho de Deus (1:1; 4:15 e 5:5,10),
III) eles negavam a Encarnação de Cristo (4:2)
IV) que seu objetivo fosse vir para salvar os homens (4:9).
Porém, segundo alguns estudiosos, a forma exata dessa heresia, é incerta. Geralmente é afirmado que tinha alguma afinidade com os pontos de vista mantidos por Cerinto, na Ásia Menor, no fim do primeiro século, ainda que não fosse inteiramente idêntico com aquilo que se sabe sobre seu ensino. De acordo com Cerinto, Jesus foi um homem bom, no qual o Cristo celestial viera habitar desde o tempo de seu batismo até pouco antes de sua crucificação.
Isto é combatido em diversas passagens da epístola, que afirma que Jesus é o Cristo (5:6) o Filho de Deus (2:22, 5:1,5). O ensino de Cerinto baseava-se no dualismo gnóstico entre o espiritual e o material, que negava a possibilidade de Deus (Espírito) ter se tornado homem (Matéria). Outra versão desta heresia, o Docetismo (do grego dokeo, parecer) afirmava que a Encarnação foi aparente, não uma realidade concreta. A posição de Cerinto, que fica entre essas duas, afirma que a Encarnação foi temporária, ou seja, desde o batismo até o momento da crucificação.
O método de João em expor os erros dos hereges e confrontá-los com a verdade. Cristo Jesus é a fonte da vida e nós podemos receber a vida eterna que Ele nos prometeu. E essa vida é oferecida a todos, indistintamente, não somente a um grupo de iniciados na doutrina gnóstica.

ESTUDO: Primeira Epístola de João
A carta de 1 João têm um propósito duplo: expor e rebater os erros doutrinários e éticos dos falsos mestres e exortar seus filhos na fé a manter uma vida santa de intimidade com Deus, na verdade e na justiça, cheios de alegria e de certeza da vida eterna.
Isto ocorre, mediante a fé obediente em Jesus Cristo, o Filho de Deus e pela habitação interior do Espírito Santo. Alguns creem que a epístola também foi escrita como uma sequência do Evangelho segundo João.
VISÃO GERAL
 Em 1 João a fé e a conduta estão fortemente entrelaçados. Os falsos mestres, aos quais João chama aqui de “anticristos”, apartaram-se do ensino apostólico sobre Jesus Cristo e a vida de retidão.
De modo semelhante a 2 Pedro e Judas, 1 João refuta e condena com veemência os falsos mestres com suas crenças e conduta destruidoras.
Do ponto de vista positivo, 1 João expõe as características da verdadeira comunhão com Deus e revela cinco evidências específicas pelas quais o crente poderá “saber”, com confiança e certeza que tem a vida eterna.
São elas: verdade apostólica a respeito de Jesus Cristo, uma fé obediente que guarda os mandamentos de Jesus Cristo, um viver santo, afastar-se do pecado, para comunhão com Deus, amor a Deus e aos irmãos na fé e o testemunho do Espírito Santo no crente.
João afirma, por fim, que a pessoa pode ter certeza da vida eterna quando estas cinco evidências são manifestas na sua vida.

RESUMO GERAL
Primeira epístola de João
As epístolas que trazem o nome de João, são anônimas, a primeira não tem dedicatória e nem assinatura, porém, uma afinidade tão íntima entre ela e o quarto evangelho, que a maioria dos eruditos concorda ser apóstolo João autor, provavelmente foi escrita em Éfeso, entre os anos 90 e 95 dC., não foi endereçada a nenhum indivíduo e nenhuma igreja em particular, mas para todos os cristãos. O evangelho de João expõe os atos e palavras que provam que Jesus é o Cristo, tratam do fundamento da fé cristã, enquanto sua primeira epístola os atos e palavras obrigatórias àqueles que creem nesta verdade e dos fundamentos da vida cristã. A epístola foi com propósito de ajudar os cristãos contra a heresia denominada de gnosticismo estava causando estragos, crentes sem firmeza doutrinária estavam deixando a igreja para seguir os gnósticos. I Jo.2:19.
Os mestres gnósticos ensinavam que a salvação era alcançada através do conhecimento, negando a eficácia do sacrifício expiatório de Jesus. João desfaz esse pensamento, afirmando que " Deus é luz", quem está em trevas, ou quem vive no pecado não pode ter comunhão com Ele, ter comunhão com Deus requer que se tenha também comunhão com os irmãos. I Jo. 1:17. João deixa claro, que embora salvos continuamos sujeitos ao pecado. O ideal, segunda a palavra de Deus é que resistamos as tentações, porém se pecarmos, haverá solução. I  Jo 2:12.
João procura mostrar nesta sua epístola que a vida cristã não se baseia no que falamos, ou em nossas palavras, mas baseia-se, na nossa forma de viver. I Jo 2: 3-5.

Três etapas do desenvolvimento espiritual.
 I Jo 2:12-14
1- Filhinhos - Recém convertidos
Foi uma maneira carinhosa que o "Apóstolo do amor" usou para se dirigir aos crentes novos convertidos. I Jo 2:28 . O conhecimento de Deus, a certeza do perdão dos pecados é fundamental para que o novo convertido permaneça firme na fé.
2- Jovens - Crente amadurecendo
Os que eram filhinhos, agora são jovens, e são chamados de filhos, o desenvolvimento da obra de Deus está confiado aos crentes jovens.
3- Pais - Crente maduro
Fala de firmeza espiritual, experiência na fé, crentes idôneos, maduros, sábios. São aqueles que geram filhos, que ganham almas e que cuidam delas, que servem de referência para os jovens.
João fala já naquela época, do espírito do anticristo que já está no mundo, acredita-se que ele estava fazendo menção direta a um mestre de sua época, chamado Cerinto, um mestre gnóstico, judeu de raça. I Jo 2:19-23.
I Jo 3:2 "Amados, agora somos filhos de Deus..." ao usar a expressão "agora", está confirmando o princípio bíblico de que nem todos os homens são filhos de Deus, se agora somos, subtende que antes não éramos.
Ao tornar-se filho de Deus o homem adquire direitos e privilégios, e assume deveres e responsabilidades.
Responsabilidade ou deveres dos filhos de Deus.
- Andar dignamente em retidão. I Jo 2:6
- Honrar o nome do Pai. Ef. 3:14-15
- Obediência. Ef. 6:1
Quem não obedece a palavra de Deus, ou não guarda os seus mandamentos não pode dizer que é filho de Deus. I Jo 3:22-24
Sete mensagens de Deus aos seus filhos epístola de I João
1- Todos os filhos de Deus serão um dia semelhantes a Cristo. 2:28 a 3:3
2- Não devem continuar pecando 3: 4-6
3- Se proteger contra o serem levados ao afastamento por forças malignas. 3:7-10
4- Amar uns aos outros 3: 11 - 24
5- Provar os espíritos 4:1-3
6- Vencer o mundo 5:4
7- Refletir o caráter de Deus no seus atos.

João adverte contra os falsos profetas, espírito da verdade e espírito o erro- I Jo 4:1-6
Pela bíblia podemos identificar três tipos de falsos profetas:
1- o falso profeta que já foi um profeta verdadeiro- num. 22: 8-9
2- o profeta verdadeiro que ficou velho I Reis  13:11
3- o falso profeta que nunca foi profeta verdadeiro I Reis 22:6
A missão deles não é procurar falhas, denunciar e acusar, mas corromper, com a voz mansa e cheia de sabedoria carnal e diabólica, semeiam o joio, as heresias, corrompem os bons costumes, adulteram a doutrina bíblica.
O poder da fé 5: 1-13
O tríplice testemunho da fé  I Jo 5:6
João afirma que Jesus veio por:
- água - homem
- sangue- morte
- espírito- ressurreição

segunda-feira, 7 de maio de 2018

2 º P E D R O


SEGUNDA EPÍSTOLA DE PEDRO

II Pedro - é a segunda epístola (carta) do apóstolo Pedro, um dos livros do Novo Testamento da Bíblia, escrita, provavelmente, por volta de 66 da era comum.

Data e local
O local mais provável onde a epístola teria sido escrita é a cidade de Roma. Há, porém, quem diga que esta carta é o último escrito do Novo Testamento, sendo escrita no fim do século I ou até em meados do século II.

Destinatários e propósito da obra
Os prováveis destinatários da carta seriam a Igreja como um todo, gentios e judeus cristãos espalhados pela Ásia Menor, que seriam as mesmas comunidades da primeira epístola, onde se proliferava o gnosticismo.
O propósito da obra é advertir os cristãos contra os ensinamentos dos falsos mestres, exortando-os a continuar crescendo na fé e no conhecimento de Cristo, o que demonstra uma forte semelhança com a epístola de Judas.

Conteúdo
Sabendo que seria morto pela sua fé, Pedro diz que buscaria meios para que suas mensagens pudessem continuar sendo propagadas após o seu martírio (II Pedro 1:12-15).
Dividida em três capítulos, a epístola aborda brevemente a certeza sobre o retorno de Jesus Cristo, fazendo uma interessante comparação com o dilúvio na época de Noé, explicando que a Terra será julgada pelo fogo.
Ao final, Pedro recomenda que o cristão deva esperar o retorno de Jesus, viver com retidão, estudar as Escrituras e buscar o seu crescimento, fazendo uma menção às epístolas de Paulo, as quais já estariam sendo deturpadas desde aquela época (II Pedro 3:15-16).
Devido às diferenças no estilo textual em relação à primeira epístola, a autoria de II Pedro muitas vezes chegou a ser colocada em dúvida nos primeiros séculos da Igreja, conforme defendia o historiador Eusébio de Cesareia, já que não fora citada antes de Orígenes no começo do século III.
No entanto, Jerónimo de Estridão, autor da Vulgata, esclareceu que as diferenças no estilo textual entre as duas epístolas de Pedro podem ser explicadas. É que na segunda carta o apóstolo não teria recebido a ajuda de Silvano na sua redação, conforme houve na ocasião anterior.

Autor:
2 Pedro 1:1 declara especificamente que o apóstolo Pedro foi o seu autor. A autoria de Pedro do livro de 2 Pedro tem sido questionada mais do que qualquer outro livro no Novo Testamento. No entanto, nós, assim como os pais da igreja primitiva, não encontramos nenhuma boa razão para rejeitá-la.

Quando foi escrito:
O livro de 2 Pedro foi escrito no final da vida de Pedro. Já que Pedro foi martirizado em Roma durante o reinado de Nero, sua morte deve ter ocorrido antes de 68 dC. Ele muito provavelmente escreveu 2 Pedro entre 65 e 68 DC.

Propósito:
Pedro ficou alarmado que falsos mestres estavam começando a infiltrar-se nas igrejas. Ele fez um chamado aos cristãos para crescerem e tornarem-se fortes em sua fé, a fim de detectarem e combaterem a crescente apostasia. Ele enfatizou fortemente a autenticidade da Palavra de Deus e a certeza do retorno do Senhor Jesus.

Versículos-chave:
2 Pedro 1:3-4: “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.”

2 Pedro 3:9: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.”

2 Pedro 3:18: “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”

A palavra-chave é “conhecimento”, com seus sinônimos, ocorrendo pelo menos 13 vezes no livro de 2 Pedro.

Resumo:
Sabendo que seu tempo era curto (2 Pedro 1:13-15) e que essas igrejas enfrentavam perigo imediato (2 Pedro 2:1-3), ele convidou os leitores a refrescarem a sua memória (2 Pedro 1:13) e a estimularem a sua forma de pensar (2 Pedro 3:1-2) para que pudessem se lembrar de seu ensino (2 Pedro 1:15). Ele desafiou os crentes a se tornarem mais maduros em sua fé ao adicionar a ela virtudes cristãs específicas, assim tornando-se eficazes e produtivos em seu conhecimento de Jesus Cristo (2 Pedro 1:5-9). Os escritores do Antigo e Novo Testamentos foram estabelecidos como a autoridade de sua fé (2 Pedro 1:12-21, 3:2, 3:15-16). Pedro desejava que eles se tornassem firmes na sua fé para suportar os falsos mestres que haviam infiltrado e estavam influenciando negativamente as igrejas. Em sua denúncia deles, Pedro descreveu seu comportamento, sua condenação e suas características (2 Pedro capítulo 2), e também que eles ridicularizaram a segunda vinda do Senhor (2 Pedro 3:3-7). Para os cristãos, Pedro ensinou que a Segunda Vinda era o incentivo para uma vida santa (2 Pedro 3:14). Depois de uma advertência final, Pedro novamente encorajou-os a crescerem na graça e no conhecimento do seu Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele concluiu com uma palavra de louvor ao seu Senhor e Salvador (2 Pedro 3:18).

Conexões:
Em sua denúncia dos falsos profetas, Pedro repete um predominante tema do Antigo Testamento que deve ter sido muito familiar aos seus leitores. Muitos dos primeiros cristãos eram judeus convertidos que haviam sido bem ensinados na lei e nos profetas. Quando Pedro se referiu à "palavra dos profetas" do Antigo Testamento em 2 Pedro 1:19-21, ele de uma vez denunciou os falsos profetas e afirmou que os verdadeiros profetas eram movidos pelo Espírito Santo que falava através deles (2 Samuel 23:2). Jeremias foi igualmente contundente em sua crítica dos falsos profetas, perguntando: "Até quando sucederá isso no coração dos profetas que profetizam mentiras, e que só profetizam do engano do seu coração?" (Jeremias 23:26). Claramente, os mesmos iludidos falsos mestres que flagelaram o povo de Deus tanto no Antigo e Novo Testamentos ainda estão conosco, fazendo a segunda epístola de Pedro tão relevante hoje como era há 2000 anos.

Aplicação Prática:
Certamente, como cristãos no século 21, estamos mais próximos da volta do Senhor que os cristãos do primeiro século, a quem esta epístola foi escrita. Através da televisão e outros meios de comunicação de massa, cristãos maduros estão conscientes de que muitos charlatões estão desfilando como verdadeiros líderes cristãos, e que os cristãos imaturos estão sendo "tomados" pelo seu charlatanismo e falsa interpretação das Escrituras. Cabe a todos os cristãos renascidos a serem tão fundamentados na Palavra que seremos capazes de discernir a verdade do erro.
A mesma receita para o crescimento na fé que Pedro deu (2 Pedro 1:5-11), quando aplicada à nossa vida, irá assegurar-nos também uma rica recompensa na "entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 1:10-11). O fundamento da nossa fé é e sempre será a mesma Palavra de Deus que Pedro pregou.



CAPÍTULOS DO LIVRO

2 Pedro 1:1-21 - Buscando Vida e Santidade
Algumas vezes é necessário sermos lembrados de coisas que já sabemos. O apóstolo Pedro reconheceu este fato e escreveu sua segunda epístola com este propósito em mente (1:12-15). Referindo-se ao seu corpo como "um tabernáculo," uma morada temporária, ele previu sua morte próxima e desejou lembrar seus leitores da necessidade do crescimento espiritual.
Pedro começa sua segunda epístola observando o glorioso privilégio que foi dado aos cristãos. Através das preciosas promessas que Deus tem nos feito, podemos tornar-nos participantes da divina natureza, no sentido em que podemos ser santos como ele é santo, livres da corrupção do pecado (1:4). Deus chama os homens através do evangelho para participarem de sua própria glória e virtude (1:3; 2 Tessalonicenses 2:13-15). Através deste poder divino e nosso entendimento de sua revelação, Deus providenciou tudo o que o homem precisa para sua vida espiritual e santidade (1:3). O comentário de Pedro se harmoniza bem com a promessa de Jesus aos seus apóstolos que o Espírito Santo os guiaria em toda a verdade (João 16:13).
Em vista das providências que Deus tem tomado para abençoar-nos espiritualmente, qual deveria ser nossa resposta? Pedro observa que precisamos empenhar-nos com diligência para crescer em caráter, mencionando sete qualidades que devemos acrescentar a nossa fé (1:5-7). Se acrescentarmos estas qualidades, não seremos infrutíferos e poderemos confirmar nosso chamado e eleição por Deus (1:8,10). Por tal crescimento espiritual, podemos estar seguros de nossa entrada no próprio céu (1:11). O cristão que não se aplica em desenvolver estas qualidades é espiritualmente cego, tendo esquecido o quanto Deus já tem feito por ele no perdão dos seus pecados (1:9).
Pedro afirma que seu ensinamento a respeito do poder e da vinda do Senhor não derivou de fábulas que ele havia inventado, mas que era testemunha ocular da majestade de Cristo (1:16). Ele tinha em mente a ocasião quando Jesus foi transfigurado, um acontecimento ao qual ele esteve presente para testemunhar a glória do Senhor (1:17; Mateus l7:1-8). Em acréscimo ao testemunho ocular dos apóstolos, as profecias do Velho Testamento também afirmaram a glória e o poder do Senhor. Estas profecias não se originaram da vontade humana, antes os profetas falaram como foram movidos pelo Espirito Santo (1:19-21).

2 Pedro 2:1-21 - Cuidado com os Falsos Mestres
No fim do capítulo um, Pedro disse que os profetas do Velho Testamento foram movidos (guiados) pelo Espírito Santo. Contudo, ele observa no capítulo 2 que havia falsos profetas (homens declarando falsamente estarem falando por Deus) no meio do povo de Israel e haverá falsos mestres entre os cristãos. É claro que estes falsos mestres são cristãos que decaíram do Senhor. Eles negam que o Senhor os resgatou do pecado (2:1). Infelizmente, outros discípulos serão enganados por eles e os seguirão (2:2-3). Pedro escreve que estes faltos mestres certamente serão punidos pelo Senhor (2:1,3,9-10,12,17).
Para que ninguém pense que estes falsos mestres podem permanecer escondidos no meio da igreja, Pedro afirma a capacidade do Senhor para separar os justos dos injustos, punindo os injustos e preservando os retos (2:4-9). Para ilustrar este ponto, Pedro cita os exemplos de anjos que pecaram (2:4; veja também Judas 6), Noé e sua família (2:5) e Ló (2:6-8). Os anjos rebeldes estão reservados para o julgamento. Noé e sua família foram salvos do dilúvio enquanto o resto da humanidade foi afogada. Ló foi resgatado de Sodoma, mas a cidade inteira foi completamente destruída. Pedro é cuidadoso ao notar a retidão de Noé e Ló.
Pedro descreve o caráter destes falsos mestres. Eles são arrogantes e não têm respeito pela autoridade (2:10,18). Eles são indivíduos gananciosos, tirando lucro financeiro dos seus "discípulos" (2-3S "movidos por avareza, farão comércio de vós"; 2:14S "tendo coração exercitado na avareza"; 2:15S seguiram no erro de Balaão que queria lucrar amaldiçoando Israel). Além disso, eles são culpados de imoralidade (2:10S "imundas paixões"; 2:13S "sua luxúria carnal"; 2:14S "tendo os olhos cheios de adultério").
Pedro descreve vivamente a situação daqueles que deixam Cristo e retornam ao mundo. Eles se tornam escravos da corrupção (2:19). O último estado destas pessoas (mais uma vez enredados no pecado) é pior do que o primeiro. Tendo sido libertados da corrupção do mundo através do seu conhecimento de Cristo, se retornam a estas contaminações, eles são comparáveis ao cão que retorna para comer seu próprio vômito e o porco lavado que retorna ao lamaçal (2:20-22). Que mais tem o evangelho para oferecer àqueles que rejeitaram Jesus Cristo? Absolutamente nada!

2 Pedro 3:1-18 - Jesus Voltará!
Ao escrever esta epístola, Pedro identificou sua meta em 1:12-15. Agora, no capítulo três, ele se refere de novo ao seu propósito: ele deseja relembrar seus leitores das palavras ditas pelos santos profetas e pelos apóstolos (3:1-2).
Pedro adverte estes cristãos que nem todos estão querendo crer na palavra de Deus. Eles esperariam nos “últimos dias” alguns que zombassem da ideia de Cristo vindo novamente (3:3-4). A expressão “últimos dias” é usada para descrever a era dos cristãos bem como este período de tempo é o último no plano de Deus para a redenção (veja Atos 2:16-17 e Hebreus 1:1-2 para confirmação que os “últimos dias” começaram no primeiro século). A razão para a descrença dos zombadores era que tanto tempo tinha se passado com a ordem natural das coisas continuando, sem nenhum sinal de sua vinda. Os zombadores até afirmaram que as coisas têm continuado “normalmente” desde a criação (3:4).
Pedro observa a falsidade no argumento destes escarnecedores. Eles tinham esquecido de propósito o dilúvio no tempo de Noé! Os mesmos céus e terra que foram criados pela palavra de Deus foram mais tarde destruídos pela Sua palavra (3:5-6). Pela mesma palavra os céus e a terra (isto é, o mundo) que agora existem foram reservados para a destruição pelo fogo (3:7).
Tendo corrigido a premissa falsa destes zombadores, Pedro afirma que o cumprimento da promessa da vinda de Cristo é independente do tempo que passou. Para o Senhor, mil anos são o mesmo que um dia. Pedro não está dando um horário para o cumprimento da profecia; sua ilustração pretende indicar que o Senhor não conta o tempo como fazem os homens (3:8).
A passagem do tempo não representa a infidelidade de Deus, mas antes sua misericórdia (3:9). Não obstante, o Dia do Senhor certamente virá sem aviso, como um ladrão na noite, trazendo com ele a destruição da terra e de todas as obras dos homens (3:10).
Em vista da destruição vindoura e do julgamento, Pedro encoraja estes cristãos a viverem vidas piedosas, sempre prontos para a vinda de Cristo. Eles têm que considerar a demora da vinda do Senhor como uma demonstração de longanimidade (3:11-15). O apóstolo também exorta seus leitores a evitar o perigo de decair de Cristo, pelo crescimento na graça e conhecimento de Cristo (3:15-18).


RESUMO GERAL DA SEGUNDA EPÍSTOLA DE PEDRO

Pedro provavelmente escreve sua segunda epístola para a igreja como um todo, gentios e judeus espalhados pela Ásia Menor, que seriam as mesmas comunidades da primeira epístola, onde estava se alastrando o gnosticismo. O propósito desta seria advertir os cristãos contra os ensinamentos dos falsos mestres, exortar a continuar crescendo na fé e no conhecimento de Cristo, escrita por volta dos anos 66 a 67 dC. O tema desta epístola pode ser definido como a necessidade do conhecimento bíblico para combater as heresias, pois satanás estava atacando a igreja de dentro para fora, a tática consiste em enfraquecer a doutrina da igreja a disseminar heresias, usando a própria bíblia, através de falsos mestres e doutores.  Enquanto a sua primeira epístola é uma carta jubilosa esperança em face do sofrimento, a segunda é uma mensagem da verdade fiel diante do erro, a primeira foi escrita para animar, a segunda para advertir.
A necessidade de crescer na graça e no conhecimento II Pedro 1:2, este crescer na graça e no conhecimento de Cristo está relacionado, além do conhecimento da palavra de Deus, a uma vida íntima e profunda com Deus mediante um processo crescente de santificação.
Advertência contra os falsos mestres cap. 2, que surgem dentro das igrejas e que traz fraqueza doutrinária e afastamento dos princípios bíblicos.
Fala sobre a vinda de Jesus II Pe3:3-4, sobre "o dia do Senhor", que segundo entendemos, terá seu início, na terra, logo após o arrebatamento da igreja e só terminará quando Cristo entregar o Reino a Deus, ao Pai. ICor. 15:24-26.
II Pe 3:1-4 A vinda de Cristo negada, satanás tem certeza da vinda de Cristo, porém ele quer que os crentes tenham dúvidas a respeito dela, ele sabe que o tempo da vinda de Cristo é chegado, porém quer que os crentes pensem que não é para agora.
II Pe 3:5-10 e 14 A certeza da vinda de Cristo deve ser motivo para vivermos em santificação.  A condição para o crente ver a Deus é a santificação Heb. 12:14.  Não crer na vinda de Jesus significa não crer na palavra de Deus.