quinta-feira, 7 de maio de 2015

O LIVRO DE EXODO

O     L I V R O    D E    ÊXODO


1 – INTRODUÇÃO

No Livro Êxodo, na mudança da dinastia no Egito, um faraó de outra linhagem sobe ao poder sem nenhum interesse em rever as tradições de seus antecessores, “um rei que não conhecia José...” Êxodo 1.8
A nova dinastia não tinha interesse em proclamar glórias de governos passados, e não percebiam que quanto menor o interesse de reviver as glórias de José, mais o povo de Israel crescia, ao ponto de se constituir um povo perigoso a segurança egípcia. O povo de Israel cresceu, multiplicou, por seu isolamento, sem contaminação, sem mistura, tanto na raça, na cultura, na língua, na religiosidade, na sua nacionalidade, com boa qualidade de terra, boa qualidade de campo, e isto fez com que o povo adquirisse qualidade de vida abundante.


2 – A PREPARAÇÃO DE MOISÉS –   Cap. 1 AO 6





Com a mudança de dinastia do Egito e o crescimento do povo israelita, os políticos egípcios começavam a perceber o perigo que Israel poderia causar para o Egito.
Por isso o novo faraó fez com que iniciasse uma perseguição ao povo israelita. Primeiro com a escravidão, e depois com a ordem para que as parteiras hebréias matassem a todas as crianças que nascessem com o sexo masculino, isto com vista de impedir um crescimento ainda maior dos israelitas, pois naquela época as mulheres eram submissas aos homens e com a matança dos meninos, os homens se tornavam velhos, e o número de mulheres seriam maiores do que os homens. Com isso o povo israelita se enfraqueceria , diminuindo então a força e o poder dos israelitas.
Deus age com providência fazendo com que um menino se salvasse da morte. Moisés, que quer dizer “tirado das águas”, é criado pela filha do faraó, e mais tarde com o auxílio de sua própria mão é alimentado dentro de sua própria casa, criado no próprio lar, e instruído no palácio real, tornando se um homem culto.
Apesar de criado no palácio, sua índole é hebraica, e isto o fez matar um egípcio, por vingança ao maltratar um israelita, fugindo então para a Mídia, no deserto Sinai, casando-se com Zípora, a filha de Jetro.
Longe do Egito, Deus começa a preparar Moisés para libertar seu povo do jugo egípcio. Moises torna-se pastor de ovelhas, e depois tem a visão da sarça ardente, onde Deus o ordena sua volta para o Egito afim de livrar seu povo das mãos do faraó.
Moisés se nega dizendo não saber falar, e Deus prepara seu irmão Aarão, o qual passa a ser seu “speaker”, seu porta-voz.
Moisés conhecia todas as tradições judaicas, visto que era filho de judeus, criado pela própria mãe, foi educado nas ciências egípcias como protegido da filha do faraó. Moisés sabia o que se passava no palácio, e tinha capacidade de chegar a presença de faraó e apesar de viver no palácio tinha também a capacidade de entender perfeitamente as angústias de seu povo.


3 – AS PRAGAS DO EGITO E O MAR VERMELHO    -   Cap. 7 AO 14






Nos capítulos 7 a 12 de Êxodo são descritas as pragas que assolaram o Egito, para que o povo de Israel fosse libertado da escravidão.
As pragas são conhecidas como: As águas transformadas em sangue, A praga das rãs, dos piolhos, da peste nos animais, da saraiva, dos gafanhotos, das trevas, e da matança dos primogênitos. As primeiras pragas eram exteriores, mas a última praga feriu o próprio coração do Egito. Inicialmente algumas dessas pragas os magos egípcios puderam realizá-las,e em certos momentos diziam “ isto aqui é o dedo de Deus”, Ex.8.19. Deus mostra os limites da possibilidade humana, e em contraste com a soberania divina. Deus fortalece o povo e também o leva a uma dependência maior, à dependência de Deus, somente Dele.
Após as pragas descritas até o capítulo 12, não houve outro jeito, a não ser deixar o povo sair do Egito, e mesmo assim faraó não se arrepende de seus atos e sai em perseguição aos israelitas.
A passagem do Mar Vermelho é um dos incidentes mais referidos na Bíblia. Se olharmos para os livros posteriores encontramos sempre referencia à passagem do Mar Vermelho.
A passagem do Mar Vermelho, porém ficou na alma do povo, especialmente na hora de sua libertação.






4 – A PASSAGEM PELO MAR   -   Cap. 14

Antes de haver o canal de Suez, o Mar Vermelho chegava-se, pensa-se mais ao norte. A passagem teria sido mesmo ao seu ponto mais estreito, mas não anula de modo algum o milagre. A Bíblia faz referencia a um vento oriental, mas não há nenhuma explicação racional para a grande ocorrência. Se o vento era tão forte que podia rachar as águas de um lado ao outro, como é que não carregou o povo?
Não podemos cuidar de explicar o milagre, mas cuidamos de aceitar o milagre. O fato é que o povo passou, e quando os egípcios quiseram passar, diz-nos as escrituras que “ afogaram-se”. Deus é Deus.


5 – A MARCHA DO POVO DE ISRAEL   -   Cap. 12 AO 20


Do capítulo 12 aos 20, temos a história da marcha do povo de Israel desde o Egito ao Sinai. Alguns aspectos principais: a Páscoa, A Nuvem e a Coluna de Fogo, A Água, O Maná, A luta contra os Amalequitas, e a Dádiva da Lei.
Esses eventos ocorreram no itinerário de Sucote, Pi-Hairote, Elim Medifim, Sinai. Cada evento histórico mostra a intervenção providencial de Deus.
O povo após transposto do mar teve de caminhar por uma região deserta e a nuvem os guiava até cada um desses pontos.
Deus não só liberta, mas dirige e sustenta seu povo com água, mana, e carne.
Moisés no alto do monte ora. Araao e Ur sustentam-lhe as mãos, e Josué trava batalha com os amalequitas, que são vencidos.
Após isto Israel chega ao Sinai, de onde recebe a Lei, os 10 Mandamentos de Deus.

6 – MENÇÃO ESPECÍFICA À PÁSCOA   -   Cap. 12




A Páscoa, festa principal do povo de Israel, veio a se tornar a festa máxima dos judeus. A primeira Páscoa se fez no dia em que os israelitas saíram do Egito. A Páscoa consiste no oferecimento de um cordeiro, de um ano, sem mancha. No dia da libertação fizeram se marca de sangue nos umbrais das portas, para que seus primogênitos não morressem. Esse sangue é sinal de libertação, redenção e proteção.
Na Páscoa toma se o pão sem fermento, pois o pão levedado exigia espera, e o povo tinha que partir apressadamente, sem perder tempo. O cordeiro e o pão foram o sustento do seu povo.
A Páscoa é a festa em que o “Pão e o Cordeiro” se tornam os elementos simbólicos da libertação, e por isto Jesus Cristo transformou a festa da Páscoa em uma Santa Ceia.
Há um evidente paralelismo, assim como Israel se viu livre da escravidão dos egípcios, o cristão fiel se livra da escravidão do pecado.
Jesus Cristo é o Pão que desceu do céu e Cordeiro que foi sacrificado para a nossa libertação.


7 – UMA LIÇÃO DOS ACONTECIMENTOS

Deus providencialmente mantivera o povo de Israel no Egito até a hora oportuna.
Deus providencialmente mostrara seu pode perante os egípcios. Deus providencialmente os liberta e os dirige, dirige e sustenta, porque quer instruí-los.
Deus vai dar-lhe instrução através da sua Lei, preparando-os para uma missão especial.
Deus é poderoso, e assim operou em favor do seu povo, é o mesmo Deus vivo que opera em nossa vida.


8 - A DÁDIVA DA LEI – 20 AO 34




No final do Livro de Êxodo e o início do Livro de Levítico, narram eventos ocorridos no Monte Sinai, tais eventos consistem na Dádiva da Lei.
Nos capítulos 20 aos 34 de Êxodo, temos os 10 Mandamentos escritos por Deus, o resumo da Lei, Instruções quanto ao Tabernáculo, Sistema de Culto, e Atividades Religiosas.
Israel fora providencialmente incumbido para trazer ao mundo a mensagem religiosa. Os gregos trouxeram a arte e a filosofia, os romanos o direito e a força, mas Israel trouxe ao mundo a noção de que Deus é um só, e que é Senhor de todos os povos da terra.
Deste povo procedeu Jesus Cristo, judeu que introduziu no mundo a religião verdadeira.
Deus formou um povo por circunstancias especiais, e vimos que lhes deu proteção, alimento, direção, defesa, e agora acrescenta instrução.
Nesta instrução há um ponto que centraliza a religiosidade do povo, “O Tabernáculo” o modo de como foi feito, como imagem do tempo futuro, a grande realidade da vinda de Cristo, como vemos na carta aos Hebreus.
Ao final do livro de Êxodo, e em todo o Livro de Levítico, temos uma enumeração de leis de Deus, dadas por Moisés. As Leis são todas de Moisés porque foi através dele que Deus as comunicou. Contestável é dizer: “Haver leis de Deus” as que estão nas tábuas, e dizer: “Haver leis de Moisés”, as que estão fora das tábuas. Em tabuas ou fora, são todas de Deus, pela procedência e autoridade, e leis de Moisés como instrumento de Deus.


9 – O   SANTUÁRIO  -  35 AO 40





Nos capítulos 35 em diante, Deus começa a preparar Israel para a construção do Santuário, Lugar de habituação de Deus.
Deus revela a descrição do Santuário, de que maneira devia ser construído, suas medidas e dimensão, e o que se devia conter dentro dele.
O Santuário era de madeira e coberto de pano, e era dividido em duas partes. Numa das partes sempre fechada, onde ficava a Arca do Conserto, ou a Arca da Aliança, onde somente entrava o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano.
Na parte anterior entrava os sacerdotes e fora do Santuário havia um altar para as ofertas mais comuns.
O pátio era completamente cercado e tinha ao seu redor, uma série de tendas para abrigo das 12 Tribos de Israel e somente a Tribo de Leví cuidava do Tabernáculo, e de seus pertences.
Moisés fizera conforme tudo o que Deus lhe ordenara, Êxodo 40.16, e o Tabernáculo foi coroado com a presença de Deus, simbolizado através da Nuvem durante o dia e pela Coluna de Fogo durante a noite.




O TíTULO
Este livro tira o seu nome daquele fato que constitui o fio condutor de toda a sua narrativa: a saída dos israelitas do Egito e os anos em que viveram no deserto antes de chegar a Canaã, a Terra Prometida. De fato, a mesma palavra grega (êxodos), utilizada pela Septuaginta como a palavra portuguesa equivalente se definem propriamente como “saída”. Por sua vez, a Bíblia Hebraica intitula o livro com uma das suas primeiras palavras: Shemoth, que significa “nomes”.

A HISTóRIA
O livro de Êxodo (Êx) oferece alguns dados que, dentro de uma certa margem de probabilidade, permite delimitar a época em que aconteceram os fatos referidos. Tais dados, ainda que insuficientes para estabelecer datas precisas, têm um inegável valor histórico. Por exemplo, 1.11 revela que os israelitas, residentes no Egito durante 430 anos (12.40-41), foram obrigados a trabalhar na construção de duas cidades: Pitom e Ramessés (chamada, em egípcio, de Casa de Ramessés). Esse fato sucedeu entre fins do séc. XIV e início do séc. XIII a.C.

CONTEúDO DO LIVRO
A primeira parte do livro de Êxodo (1.1—15.21) relata a mudança de situação que, para os descendentes de Jacó, supôs que um “novo rei... que não conhecera a José” (1.8) havia começado a reinar sobre o Egito. A narrativa não se ajusta a uma cronologia estrita; e à primeira vista, parece que os fatos se sucedem sem solução de continuidade. No entanto, uma leitura atenta leva à evidência de que, entre o assentamento de Jacó em Gósen (Gn 46.1—47.6) e o reinado do novo faraó, transcorreram os 430 anos da permanência dos israelitas no Egito (cf. 1.7). Foi somente no final deste período que a hospitalidade egípcia (Gn 47.5-10) se transformou em opressão, sendo os israelitas reduzidos à escravidão (1.13). Naquela penosa condição, as suas súplicas chegaram aos ouvidos do Senhor (2.24-25; 3.7), que chamou a Moisés e se revelou a ele em Horebe, o “monte de Deus” (3.1), para lhe confiar a missão de libertar o povo (3.15—4.17). Com uma extraordinária demonstração de sinais portentosos, Deus, por meio de Moisés, obriga o faraó a conceder liberdade à multidão israelita (12.37-38). Esta, depois de celebrar a primeira Páscoa como sinal de salvação, empreendeu a marcha a caminho do mar e o atravessa a pé enxuto pelo mesmo ponto em que depois as águas cobriram o exército egípcio. O povo, então, junto com Moisés e Miriã, expressa a sua gratidão a Deus entoando um cântico, que é um dos testemunhos mais antigos da milagrosa libertação de Israel (15.1-18,21).
A segunda parte do livro (15.22—18.27) recolhe uma série de episódios relacionados com a marcha dos israelitas pelo deserto. Depois de atravessado o mar, adentraram as paragens secas e áridas da península do Sinai. Na sua nova situação, viram-se expostos a graves dificuldades e perigos, desconhecidos para eles até então. A fome, a sede e a aberta hostilidade de outros habitantes da região, como os amalequitas, foram causa de freqüentes queixas e murmurações contra Moisés e contra o Senhor (15.24; 16.2; 17.2-7). Muitos protestavam abertamente e, parecendo-lhes melhor comer e beber como escravos do que assumir as responsabilidades da liberdade, clamavam: “Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar” (16.3). Por isso, Moisés teve de interceder repetidas vezes diante de Deus em favor dos israelitas, e o Senhor os atendeu em todas suas necessidades. Alimentou-os com codornizes e maná (cap. 16), fez brotar água da rocha para matar a sua sede (17.1-7; cf. Nm 20.2-13) e os livrou dos inimigos que os acossavam (17.8-16).
A marcha pelo deserto do Sinai tinha como objetivo final o país de Canaã. Ali estava a Terra Prometida, descrita como uma “terra que mana leite e mel” (3.8). Porém, antes de chegar a ela, o povo de Israel tinha de aprender que o Senhor Deus o havia tomado dentre todos os outros povos da terra para lhe ser consagrado como o povo da sua “propriedade”, como um “reino de sacerdotes e nação santa” (Êx 19.5-6; cf. Dt 4.20; 7.6). O monte Sinai foi o cenário escolhido por Deus para estabelecer a sua aliança com Israel e constituí-lo a sua propriedade particular.
Essa aliança significava, pois, um compromisso para o povo, que ficava obrigado a viver em santidade. Esta era a parte que lhe correspondia observar, em resposta à eleição com que Deus o havia distinguido de maneira gratuita. Para que isso fosse possível, Deus mesmo deu a conhecer ao seu povo, na lei proclamada no Sinai, o que dele exigia e esperava que cumprisse pontualmente.
A Lei (hebr. torah), que é dada a Israel pelas mãos de Moisés, começa com a série de disposições universalmente conhecida como O Decálogo ou Os Dez Mandamentos, que começa assim: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa de servidão. Não terás outros deuses diante de mim” (20.2-3). Com essas palavras fica estabelecida a vinculação exclusiva e definitiva de Israel com o Deus que o havia libertado e o havia atraído como que “sobre asas de águia” (19.4). A partir do Decálogo, toda a Lei, com a sua evidente preocupação em defender o direito dos mais fracos (p. ex., 22.21-27), assenta o fundamento jurídico de uma comunidade criada para a solidariedade e a justiça e especialmente consagrada ao culto ao seu Senhor, o Deus único e verdadeiro (caps. 25—31; 35—40).

ESBOçO:
1. Israel é libertado da sua escravidão no Egito (1.1—15.21)
a. Escravidão no Egito (1.1-22)
b. Nascimento de Moisés e primeira parte da sua vida (2.1—4.31)
c. Moisés e Arão diante do Faraó (5.1—11.10)
d. Páscoa e saída do Egito (12.1—15.21)
2. Os israelitas marcham até o monte Sinai (15.22—18.27)
3. Aliança de Deus no Sinai (19.1—24.18)
4. Prescrições para a construção do Tabernáculo (25.1—31.17)
5. Bezerro de ouro. Renovação da aliança (31.18—34.35)

6. Construção do Tabernáculo (35.1—40.38)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O LIVRO DE GÊNESIS


O     L I V R O    D E    G Ê N E S I S


1 – O PLANO DE GÊNESIS

O estudo do Livro de Gênesis pode ser feito em três partes
Primórdios – Capítulo 1 ao 11, dividem-se em três partes: Eden, Dilúvio e Babel
Patriarcas – Capítulo 12 ao 36, se resume em três nomes: Abraão, Isaque e Jacó
A Descida para o Egito – Capítulo 37 ao 50, Consiste na biografia de José, e podemos dividir sua vida em três partes: Até o Egito, Até a Exaltação e Até a Morte

Quanto ao período inicial denominado “Primórdios – Capítulo 1-11”, verificamos pela designação “Eden”, não se refere apenas à criação geral e a criação do homem, mas também à descriação do Eden,com a queda do homem, e a mensagem dos descendentes imediatos de nossos pais, que termina com uma genealogia no Capítulo 5. Após este período, no Capítulo 6 a Bíblia começa a descrever a narração da corrupção do gênero humano e o anúncio do “dilúvio”, e conta-se, como Noé e sua família entram na arca e como as águas do dilúvio descem sobre a terra.
Também faz menção ao pacto que Deus fez com Noé e algumas narrativas de sua biografia, terminando com uma nova genealogia.
Interessante que tanto na primeira parte quanto na segunda parte terminam com uma genealogia. Antes, uma genealogia ate Noé, e a outra a partir de Noé. Gn 5 e Gn 10.
No Capítulo 11 se encontra a história da “Torre de Babel”, a terra tinha até então a mesma língua, e na confusão com outras línguas leva-se conseqüentemente mais uma vez ao fracasso da humanidade.

A era dos “Patriarcas” se inicia no Capítulo 12, com Abraão, Isaque e Jacó, relatando suas lutas na formação de uma descendência escolhida por Deus.

Já no Capítulo 48:45, começa então a preparação do povo escolhido de Deus na “Descida para o Egito”, mostra-nos uma convicção da providência divina na formação de uma grande e numerosa nação, escolhida por Deus.


2 - O SENTIDO ESPIRITUAL DE GÊNESIS



Gênesis fala do céu e da terra, mas imediatamente a atenção se volta para a terra. Embora Deus seja o criador de todas as coisas, a Bíblia não é uma revelação de todas as coisas. Porque?. Porque a Bíblia não foi escrita para o hipotético habitante da lua, nem de júpiter, mas foi escrita para o habitante da terra. A mensagem da Bíblia é para nós habitantes da terra, é a historia dos homens, de seu pecado, e da sua salvação.
Deus criou a  luz, a água, as plantas, os animais para a terra. A Bíblia cuida da terra e não dos céus, portanto deixa de ser astronomia. Ela cuida do homem, não das plantas, nem dos animais, portanto deixa de ser botânica e zoologia.

A Formação do Homem




A Bíblia não responde sobre a altura de Adão, sua cor, sua raça, grau de cultura, qual sua situação do ponto de vista da química, da biologia, psicologia, sociologia. Não se discute o índice facial ou craniano. A Bíblia nos fala do homem em relação a Deus. A Bíblia é teologia, pois analisa a significação espiritual do homem.
Deus criou o homem no paraíso e deu-lhe uma companheira, formando ali uma família. Quando veio a queda o pecado tomou conta,e e a família começou a se desmoronar, e os efeitos logo se fizeram sentir. Um irmão mata o outro, e a descendência de Caim se notabilizaram pela maldade. A família se desestrutura por causa do pecado.

A Falta Centralização
Deus fez tudo para que tudo girasse em torno Dele. Caim resolveu ser ele o centro, e queria que Abel girasse em torno dele. Tal atitude se chama  pecado do egocentrismo. Deus nos fez não para sermos o centro, mas para estarmos centrados Nele.

A Corrupção



Deus viu a corrupção dos homens e fez solenes advertências, mas os homens não lhe deram ouvidos a Sua vos e continuavam em pecado. O homem não devia continuar no espírito do egocentrismo, em consequência destes fatos, vemos a história do dilúvio, a luta de Deus com a humanidade corrompida e pecaminosa.
Deus destruiu para que houvesse um novo começo, e uma família é providencialmente salva, a família de Noé.
A historia continua, apesar de novas promessas, e o pacto reestruturado através do “arco íris”, o pecado continua, e leva a humanidade mais uma vez ao egocentrismo.

A Torre de Babel

Babel representa vaidade humana, a inteligência aplicada do mal, a pretensão humana em realizar uma obra divina pretendendo chegar ao céu, a mesma sugestão do Eden “sereis como Deus”, conhecendo o bem e o mal.

A historia do Eden, do Dilúvio, da Torre de Babel, é o que vemos desde o início da criação. É uma rebeldia contra Deus. Uma humanidade pecadora que precisa ser salva.

A Promessa Divina
E é expressamente o que Deus fez da vigorosa história da humanidade. Deus chamou um homem, “Abraão”, e através deste homem Deus constitui uma família, e através desta família formou um povo, e através deste povo trouxe o Messias.
Deus se colocou Ele mesmo no Centro da História” e constituiu a Sua Igreja, o verdadeiro domínio da Redenção Divina
ISRAEL + CRISTO + IGREJA = FAMÍLIA DE DEUS



3 - O PERIODO DOS PATRIARCAS – CAPÍTULO 12 AO 36


No Livro de Genesis podemos descrever três biografias dos principais personagens bíblicos, Abraão, Isaq, e Jaco, os quais representam três viagens diferentes. Na primeira Abraão sai de sua terra, Ur dos caldeus para Canaã. A segunda, Abraao pede para seu sevo ir para Ur em busca de uma esposa para seu filho e mais tarde Rebeca vai ao encontro de Isaq. Gn.24.1-7,50,62-67. A terceira viagem narra a história de Jacó que depois de enganar seu irmão Esau,, foge para Pada-Arã, região de seus parentes, Gn.28.1-2, e casa-se com as filhas de Labão,Gn.29.
Depois de um tempo, mais tarde após Jacó enganar seu sogro Labão, volta a Canaã e se reconcilia com seu irmão Esaú, e graças a esse encontro, no vale do Jaboque, se torna Israel, o príncipe de Deus, Gn.33.


A Biografia de Abraão

·       A promessa de que dele seriam benditas todas as nações da terra
·       Sua descendência seria como as estrelas do céu e a areia do mar
·       Deixou sua parentela para viver em tendas, como estrangeiro em Canaã
·       Foi obediente a Palavra de Deus
·       Foi generoso com Ló, na escolha de sua terra
·       Pagou dízimo ao Rei Melquizedeque
·       Instituiu a circuncisão como pacto com Deus
·       Intercedeu por Ló e sua família
·       Intercedeu pelas cidades impenitentes Sodoma e Gomorra
·       Visitou Abimeleque e apesar da grandeza de sua alma, mostrou-se humano caindo na fraqueza da mentira e da dúvida em relação a promessa de Deus em lhe dar um filho
·       Cumpre-se a promessa de Deus em sua vida com o nascimento de seu filho
·       Abraão foi obediente, na provação de seu único filho Isaq

Abraão é o exemplo do Homem de Fé
O pedido do sacrifício de Isaq parece absurdo, mas no livro de Hebreus 11.18, temos a resposta. Abraão crê na ressurreição, ele não discute, ele obedece e sua resposta é “Deus proverá”. É o homem da fé, e sua figura passa a ocupar o resto da escritura, Rom. 4, Mat.22.31-32.


A Biografia de Isaq

·       O exemplo de Isaq como pacifista e a nata saliente e sua biografia
·       Comparada ao pai, sua vida é de menor importância
·       Entre Abraão e Jacó, a figura Isaq é apagada da história
·       Isaq a princípio era o “filho de Abraão”, depois passou a ser o “pai de Jacó”

Isaq é o exemplo de Homem Pacifista
O incidente Máximo está registrado no capítulo 26, “e cavou poço”. Os vizinhos o tomaram, “e cavou outro poço”, e os inimigos o tomaram. A expressão aparece várias vezes, e ele deixava o poço e cavava outro, até que seus inimigos o procuraram para fazer amizade com ele.


A Biografia de Jacó

·       Seu nome era enganador
·       Enganou seu irmão Esaú
·       Enganou seu sogro Labão
·       Obteve o direito da Primogenitura
·       Ganhou a bênção de seu pai
·       O enganador foi enganado
·       Trabalhou conforme os costumes da época
·       Casaou-se com as filhas de seu sogro
·       Lutou com o Anjo do Senhor
·       Apesar de tudo, percebeu que de nada valia sua atitude de enganador, pois cedo ou tarde, chegara os ajustes de contas e pediu com grande insistência a bênção dos céus.
·       Encontrou-se e reconciliou-se com seu irmão Esau, mas não encontrou mais seu pai, somando a saudade de Raquel, sua esposa querida, que veio em breve a falecer.
·       Percebeu que não havia felicidade na terra e de nada vale ser enganador

Jaco é o exemplo do Homem Convertido
Jacó transformou-se no príncipe de Deus, ele teve o primeiro nome Jaco, como o “enganador”, depois o nome Israel. Jaco o “enganador”, deixa para traz um irmão enganado, e vai a frente encontrar um sogro a quem também o engana. Apesar das promessas que fez a Deus em Betel, ele também tenta a Deus enganar, mas na volta seu espírito e outro, Gn. 32.26. Jaco encontrou-se com Deus

A grande lição dos Patriarcas, é que Deus transforma Abraão em uma família, que foi seguida por seus descendentes Isaq e Jaco, e agora transformará esta família em uma Grande Nação.


4 – DESCIDA PARA O EGITO  -  CAPÍTULO 37 AO 48

A descida para o Egito podemos destacá-las em 4 viagens que levaram a imigração de Israel no Egito.
Primeira – Quando José foi vendido
Segunda – A ida dos irmãos de José ao Egito em busca de comida
Terceira – A volta ao Egito trazendo o irmão de José, Benjamim
Quarta – A descida de Jacó com toda sua família
José usou de alguns artifícios para que Israel viesse para o Egito: José pergunta pela família, e a resposta é que tinham outro irmão que ficara com seu pai Jacó.
José usa este argumento para que se comprometessem a trazer seu irmão Benjamim. Porque? Porque José queria a comprovação da veracidade de seus irmãos, e também por Benjamim ser seu irmão mais novo e filho de Raquel, sua mãe Por fim para se  consumar a descida de toda a sua família para o Egito, ele se declara a seus irmãos.

Caminhos da Providência

·       Atirado ao poço e depois vendido por seus irmãos
·       José era o filho preferido de Jacó
·       Foi para um país estrangeiro, e vendido como escravo
·       Tornou-se mordomo de Potifar
·       Tomou conta das posses de um grande político do Egito
·       Foi traído pela esposa de Potifar
·       A ira de Potifar contra José
·       Foi mandado para a cadeia

As Dádivas de Deus

·       No Egito, país estrangeiro José era bem visto aos olhos de Potifar, o que levou a ser mordomo de um homem importante
·       José tinha espírito de disciplina e trabalho
·       Na prisão adquire confiança do carcereiro ao ponto de ter em seus poder as chaves da prisão
·       Interpreta sonhos na prisão, copeiro e padeiro, ambos iriam sair dali, um para a morte e outro para servir ao rei
·       José interpela, “lembre-se de mim”

O Sonho do Rei

·       O rei sonha e fica perturbado
·       Ninguém consegue interpretar a sonho do rei
·       José é lembrado
·       José interpreta o sonho do rei

A Exaltação de José


·       O rei acha sabedoria na interpretação de José
·       Chegara a hora da providência divina
·       As circunstâncias ”a fome”, o torna o homem mais influente no Egito e no mundo
·       Os caminhos da providência só eram tortos na aparência, na realidade Deus guiou José para a exaltação

A História o atesta através de experiências perigosas
Deus testou José tanto na prisão “rebaixado”, quanto no trono “exaltação”. Jose estava acima de tudo, chegou ao ápice, num sentido ao outro. Na prisão não se desesperou, quanto a outro podia se perder. José foi vendido, foi escravo, foi preso, foi traído, mas não se abalou, pois estava em comunhão com Deus.
Em eminência outro se exaltaria, pensaria ... "Serei como Deus". Ao contrário José nas alturas ainda era servo de Deus.
As circunstâncias de provações e de provocações, foram profetizados por ele mesmo, quando dizia que... “para conservação da vida Deus me enviou diante e vós”. Estava ele agora em circunstância que lhe era possível prover para sua família, para seu povo, para o Egito e para os povos circunvizinhos. Um homem na mão de Deus que serviu de salvação para seu povo hebreu.


5 – APÓS A MORTE DE JACÓ – CAPÍTULO 49 AO 50

Os filhos de Jacó pensam que após a sua morte José se vingaria de seu passado, e se prostam perante ele pedindo perdão e José os conforta dizendo não estar no lugar de Deus.
José estava num lugar de exaltação, mas não se perdia na exaltação “Vos intentaste mal contra mim, porém Deus o tornou em bem”.
José soube interpretar a ação divina em sua vida, conheceu seu próprio lugar, vendo Deus como seu protetor e juiz.
Deus tarda mas não falha. Desde menino José fora usado por Deus, e com o tempo, Deus foi lhe dando experiência.
José ia tomando contato com todas as classes sociais, na palestina, no convívio com seus irmãos, como escravo do Egito, na prisão, experiência como mordomo, experiência no palácio. Através destas experiências ele ficou a altura de poder exercer um cargo supremo.

6 – O DEDO DE DEUS

O resultado dos acontecimentos na vida de José foi de uma família na Palestina morar no Egito, e tudo se relacionava com a promessa de Deus feita a seus pais.
De acordo com os planos divinos, os descendentes de Abraão viriam a constituir-se em um grande povo. Se ficassem na Palestina seriam massacrados pelos povos que viviam lá, estariam numa terra estranha, pois eram oriundos de Ur dos Caldeus.
Os descendentes de Abraão eram estrangeiros vindos da Caldéia, terra onde Abraão nasceu, e se viessem a constituir ameaça, sofreria opressão, sem possibilidade de resistência, pois era apenas uma família na Palestina e não um povo.
Se estivessem vindos ao Egito sem as circunstancias ocorridas, também seriam rechaçados, ou então logo que começassem a multiplicarem seria reduzido à escravidão.
Porém o fato de serem irmãos de José, tornaram se circunstancia excepcional, onde receberam a melhor porção da terra  do Egito , que se chamava Gosen, uma terra fértil, boa para o pastoreio e criação de ovelhas. Eram protegidos em todos os sentidos, cresciam, se multiplicavam, prosperavam e os povos estrangeiros não os incomodavam, pois estavam sob a proteção do Egito.
Separados e protegidos das outras terras do Egito, não se misturavam com os egípcios, nem no sentido cultural, biológico, ou religioso. O povo de Israel teve um isolamento providencial. Assim Deus pode transformar uma família em um povo, e num povo numeroso com características próprias.
Quando a família israelita desceu ao Egito, Deus falou para Jacó que faria com que sua descendência subisse em condições de se estabelecer na terra prometia. Gen. 46.3, 48.15.

7 – DE GÊNESIS A ÊXODO

O Livro de Gênesis revela-nos uma Família, e o Livro de Êxodo começa num grande Povo vindo dessa Família. Em Gn. 46.26, relatam-nos somente 70 pessoas “Família” ,e em Êxodo 12.37, relatam nos 600 mil pessoas em pé, somente varões “um Povo”.
Entre o Livro de Gênesis e Êxodo, temos um período de 400 anos que não se relata a vivência de Israel, durante a formação desse povo.
Em Gênesis temos uma família protegida por faraó, e em Êxodo temos um povo perseguido por faraó.
Em Gênesis vemos José como escravo no Egito, e em Êxodo um povo inteiro escravo do Egito.
No Livro de Genesis, Gosen a terra privilegiada do Egito não era a Terra Prometida aos Israelitas, Jacó já velho expressava o desejo de ser enterrado em Canaã, Gn 49.29. José teve a mesma esperança, Gen. 50.24,25.
No Livro de êxodo veremos Israel rumo a Canaã, a Terra Prometida. A esperança de Israel estava em Canaã.
A consciência dessa família era portanto, que estavam em terra estranha e de que a terra prometida era Canaã.
Deus prosperou em tudo a Israel dando vida abundante.

https://www.facebook.com/195082044032603/photos/a.195136627360478.1073741828.195082044032603/377810349093104/?type=1


O TíTULO
Gênesis é o termo grego — de onde vem “gênese” em português — com que a Septuaginta nomeia o primeiro livro da Bíblia. Significa “origem” ou “princípio”, o que corresponde de um modo geral ao conteúdo do livro. Com efeito, nele são narrados, desde uma perspectiva religiosa, as origens do universo, da terra, do gênero humano e, em particular, do povo de Israel. Na Bíblia Hebraica, este livro tem como título a sua primeira palavra, Bereshit, comumente traduzida por “No princípio” (1.1).

DIVISãO DO LIVRO
O livro de Gênesis (Gn) compõe-se de duas grandes seções. A primeira (caps. 1—11) contém a chamada “história das origens” ou “história dos primórdios”, que inicia com o relato da criação do mundo (1.1—2.4a). Trata-se de uma narrativa poética de grande beleza, à qual segue a narrativa da origem do ser humano, colocado por Deus neste mundo que havia criado. A segunda parte (caps. 12—50) enfoca o tema dos inícios mais remotos da história de Israel. É conhecida como “história dos patriarcas” e centra o seu interesse em Abraão, Isaque e Jacó, respectivamente pai, filho e neto, nos quais o povo de Deus tem as suas raízes mais profundas.

A HISTóRIA DAS ORIGENS
“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (1.1). Este enunciado categórico e solene abre a leitura de Gênesis e de toda a Bíblia. É a afirmação do poder total e absoluto de Deus, o único e eterno Deus, a cuja vontade se deve tudo que existe, pois “sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O universo é resultado da ação de Deus, que, com a sua palavra, criou o mundo, o tornou habitável e o povoou com seres viventes. Entre estes pôs também a espécie humana, que diferenciou de todas as outras ao conferir-lhe uma dignidade especial, criando-a “à sua imagem, à imagem de Deus” (1.26-27).
Este relato inicial de Gênesis considera o homem e a mulher em uma particular relação com Deus, de quem receberam a comissão de governar de modo responsável o mundo do qual eles próprios são parte (1.28-30; 2.19-20). Com efeito, o ser humano (hebr. adam) foi formado “do pó da terra” (adamá), ou seja, da mesma substância que o resto da criação; porém “o Senhor Deus... lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (2.7). A criação do homem, do varão (ish) é seguida no Gênesis pela da mulher (ishá), vindo a constituir entre os dois a unidade essencial do casal humano (2.22-24).
A relação especial que Deus estabelece com Adão e Eva se define como uma permanente amizade, oferecida para ser aceita livremente. Deus, criador de tudo e soberano absoluto do universo, oferece a sua amizade; o ser humano está livre para aceitá-la ou rejeitá-la. O sinal da atitude humana ante a oferta divina se identifica com o preceito que, por um lado, afirma a soberania de Deus e, por outro lado, estabelece a responsabilidade do ser humano no gozo da liberdade: “da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás” (2.17). Porém Adão, o ser humano, querendo igualar-se a Deus, quebra a condição imposta com um ato de rebeldia que lhe fecha o acesso à “árvore da vida” (3.22-24) e abre as portas ao império do pecado, cujas conseqüências são o sofrimento e a morte.

A HISTóRIA DOS PATRIARCAS
Esta segunda parte de Gênesis (caps. 12—50) representa o começo de uma nova etapa no desenvolvimento da humanidade, uma etapa na qual Deus atua no sentido de libertar os seres humanos da situação à qual o pecado os conduziu.
A história entra em uma nova fase com a revelação de Deus a Abraão, a quem ordena que deixe para trás a sua parentela e a sua terra e emigre para terras desconhecidas. Promete-lhe fazer dele uma grande nação, abençoá-lo e engrandecer-lhe o nome (12.1-3) e lhe confirma essa promessa estabelecendo uma aliança segundo a qual em Abraão seriam “benditas todas as famílias da terra” (12.3; cf. Gl 3.8).
O livro de Gênesis destaca que o Senhor não atua de forma arbitrária ao escolher Abraão, mas que a sua eleição faz parte de um plano de salvação que se estende ao mundo inteiro. O fim último desse plano, a universalidade da ação salvífica de Deus, se manifesta no fato simbólico da mudança do nome de Abrão para Abraão, que significa “pai de numerosas nações” (17.5).
Quando Abraão morre, o seu filho Isaque passa a ser o depositário da promessa de Deus; e, depois de Isaque, Jacó. Assim ela foi sendo transmitida de uma geração a outra, de pai para filho. E todos, como Abraão, viveram como estrangeiros, fora do seu lugar de origem. Os patriarcas (isto é, “pais de uma linhagem”) eram pastores seminômades, em constante movimento migratório. A sua vida transcorreu entre contínuas mudanças e reassentamentos que, registrados no livro de Gênesis, dão à narrativa um caráter peculiar.
Jacó, por ocasião de um misterioso episódio que teve lugar em Peniel (32.28-30; cf. 35.10), recebeu o nome de Israel (“aquele que luta com Deus” ou “Deus luta”). Esse nome foi usado mais tarde para identificar as doze tribos, depois o Reino do Norte e finalmente a nação israelita na sua totalidade.
A história de José, filho de Jacó, é fascinante. Vendido como escravo e levado ao Egito, José caiu nas graças do faraó que lá reinava. O faraó o elevou ao segundo posto no governo do país (41.39-44). Essa posição política elevada permitiu ao jovem hebreu trazer para junto de si o seu pai, que, com os seus filhos, familiares e os seus rebanhos (46.5-7,26), se estabeleceu no delta do Nilo, na região de Gósen, uma terra rica em pastos e apropriada às suas necessidades e ao seu gênero de vida.
Morrendo Jacó, os seus filhos trasladaram o corpo a Canaã e o sepultaram em um túmulo que Abraão havia comprado (50.13) para ali enterrar a sua esposa (23.16-20). Essa compra de um terreno para sepultura tem no livro de Gênesis um claro sentido simbólico, prefigurando a tomada de posse pelos israelitas de um território onde os patriarcas do povo haviam vivido como estrangeiros em outra época.

ESBOçO:
1. História das origens (1.1—11.32)
2. História dos patriarcas (12.1—50.26)
a. Abraão (12.1—25.18)
b. Isaque (25.19—26.35)
c. Jacó (27.1—36.43)
d. José (37.1—50.26)

domingo, 19 de janeiro de 2014

A HISTÓRIA BÍBLICA

CONHEÇA A SUA BÍBLIA



A Bíblia é um livro da História Sagrada que conta a História da Humanidade.

A ação de Deus vai de Éden a Éden (Gen.2.1 , Apoc.21.1). Do princípio ao fim. Começa pela menção das coisas criadas e termina com a consumação do mundo.

A HISTÓRIA SAGRADA pode ser sintetizada nas palavras ISRAEL, CRISTO, IGREJA, HUMANIDADE.

A História representa o MUNDO BÍBLICO, isto é parte da terra, onde se desenrolou o drama divino no globo terrestre, não na lua, nem nas nuvens, mas na terra.



OS ACONTECIMENTOS BÍBLICOS



A marcha dos acontecimentos bíblicos direciona-se como o movimento do sol, que vai do oriente para o ocidente. A primeira parte da Bíblia narra acontecimentos que se deram no Oriente, São eles: EDEN, DILÚVIO, BABEL. Estes eventos aconteceram no oriente, mas dizer exatamente qual oriente, seria um problema de Pré-História. Devemos apenas verificar a significação espiritual dos eventos.

Num pequeno esboço podemos verificar que do Mapa Bíblico, surge com a cidade oriente, Ur dos Caldeus, de onde saiu o patriarca Abraão. Este é um ponto de partida do povo de Israel com sua marcha para as terras de Canaã. Depois de Abraão e seus descendentes Isaac e Jacó, veio à família descer para o Egito com José, e ali permaneceu por 400 anos e se constituindo um grande e imenso povo.

Após o cativeiro do Egito, seguem-se os lances da história do povo de Israel, conhecidos como: MAR VERMELHO, SINAI, DESERTO, CANAÃ, que estão descritos na Palavra de Deus denominado como PENTATEUCO




A VOLTA AO CATIVEIRO







Depois de uma fase em que Israel viveu como povo independente, com sua dinastia, com vários reinados, e devido a sua decadência e pecado, deram-se a volta do povo à CALDÉIA, no cativeiro da BABILÔNIA. Novamente o centro da história se movimentou para a PALESTINA, ao ponto central e dominante do MUNDO BÍBLICO.

Após este período deram-se a RESTAURAÇÃO, através Esdras e Neemias, terminando assim o VELHO TESTAMENTO.



DO ORIENTE PARA O OCIDENTE





Todo o movimento do oriente até a Palestina descrito no Velho Testamento, é agora seguido de outro, que sai da PALESTINA para o OCIDENTE, o qual é descrito como NOVO TESTAMENTO. Tais acontecimentos relatados são: O MINISTÉRIO DE JESUS CRISTO, A IGREJA PRIMITIVA, O INÍCIO DA EXPANSÃO ATÉ ANTIOQUIA, AS VIAGENS MISSIONÁRIAS DO APÓSTOLO PAULO ATÉ A ÁSIA MÉDIA, MACEDÔNIA, ACAIA, ROMA E ESPANHA, E A FORMAÇÃO DA IGREJA.




A História Bíblica se desenrola neste cenário, do ORIENTE para o OCIDENTE, do VELHO TESTAMENTO para o NOVO TESTAMENTO, obedecendo às ordens de Jesus, “Ide e Pregai o Evangelho”.




DE ÉDEN A ÉDEN








O Éden embora mal identificado, “Suspenso no Espaço”, sabemos que com certeza existiu. Acredito que houve um ÉDEN INICIAL, e na visão do Apostolo João, na Ilha de Patmos, a Bíblia nos revela um outro Éden, o EDEN FINAL, “Suspenso no Tempo”, e no meio deles a HISTÓRIA BÍBLICA que se passa no MUNDO BÍBLICO.

Escrito por Ademir Baumgartner


A Bíblia Sagrada

Formada por 66 livros contendo estórias, profecias e orientações para uma vida devotada, a Bíblia é a mensagem de Deus para o seu povo. De Moisés ao apóstolo Paulo, Deus inspirou homens para registrar suas palavras a fim de transmiti-las a outras pessoas. É ferramenta para entendimento da vontade de Deus para nossas vidas. É uma revelação especial de Deus. Explica como Ele é, como espera que nos comportemos e as conseqüências de aceitarmos ou rejeitarmos sua mensagem. É um dos livros mais traduzidos e lidos no mundo todo. Proclama a obra amorosa e redentora de Deus para os que não conhecem Jesus Cristo. Tem tocado milhares de corações com suas promessas de esperança. A Bíblia revela quem Deus é, o que Cristo fez por nós e como devemos viver para refletir sua maravilhosa obra em nós.

VELHO TESTAMENTO
Formado por 39 livros escritos originalmente em hebraico, é um relato histórico da obra de Deus na terra antes do nascimento de Jesus. Moisés, Isaías, Daniel e Davi estão entre os escritores que durante milhares de anos escreveram o Velho Testamento, que se divide em 3 partes principais: História, Poesia e Profecia.

OS LIVROS HISTÓRICOS
Começam com os 5 livros de Moisés, formando o Pentateuco. Eles contêm a história da criação do universo, Adão e Eva no Jardim do Édem, o grande Dilúvio, o êxodo dos israelitas da escravidão no Egito. O Pentateuco também contém as primeiras leis de Deus para seu povo. Elas foram dadas a Moisés nos Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17) e ensinavam os israelitas a honrarem a Deus em tudo que fizessem.

Depois que tomaram posse da terra que Deus os havia prometido, os israelitas se tornaram uma nação poderosa. Começando com a escolha de Saul como primeiro rei de Israel, os livros históricos contam os feitos do rei Davi, seu filho Salomão e os que os sucederam. Alguns reis, como Asa, seguiram as leis de Deus e foram abençoados. Outros, como Acabe, 

Foram desobedientes e adoraram ídolos. Por causa disso, Deus disse que destruiria o reino de Israel, que seria conquistado e escravizado pelos impérios da Assíria e da Babilônia.

OS LIVROS POÉTICOS
No centro do Velho Testamento há 5 livros poéticos escritos principalmente pelos reis Davi e Salomão. Esses livros incluem canções de louvor a Deus (os Salmos), princípios de sabedoria (Provérbios e Eclesiastes) e um maravilhoso poema de amor entre uma noiva e um noivo (Cântico dos Cânticos). Neles encontramos maravilhosas meditações sobre o amor de Deus por nós, seu poder sobre toda a criação e seu desejo do nosso respeito e temor. 
OS LIVROS PROFÉTICOS Vêm depois dos livros poéticos e foram escritos por cerca de dezesseis diferentes autores. Isaías, Jeremias e Daniel, que escreveram livros mais longos, são os profetas maiores. Ageu, Zacarias e Malaquias estão entre os profetas menores, cujos livros são mais curtos. Esses livros falam do desapontamento de Deus porque Israel não seguiu suas ordens, relembram ao povo o amor incondicional de Deus por ele, além de apregoarem a vinda do Messias que redimiria Israel para sempre. 
O NOVO TESTAMENTO
Seus 27 livros escritos foram escritos em grego e num espaço de cerca de 50 anos. Sua mensagem principal se refere à obra redentora de Jesus Cristo e à primitiva igreja cristã, mas também oferece preciosos mandamentos sobre a vida com Deus. Pode ser dividido em 3 partes: Evangelhos, as Epístolas e Profecia. 
OS EVANGELHOS
Os quatro primeiros livros do Novo Testamento são os Evangelhos, que contam a história do nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus. Eles também relembram os ensinamentos de Jesus para seus discípulos, como segui-lo e continuar sua obra depois de seu retorno ao céu. Em seguida, vem o livro de Atos onde estão registrados os primórdios da igreja e a obra dos discípulos de Jesus realizando milagres e pregando o Evangelho. 

AS EPíSTOLAS
Seguindo Atos vêm as epístolas ou cartas que o apóstolo Paulo e outros escreveram para encorajar os primeiros cristãos na sua caminhada com Jesus. As cartas nos proporcionam ricas diretrizes sobre os desejos de Deus para a nossa atividade diária.

O LIVRO PROFÉTICO
O último livro do Novo Testamento é Apocalipse, um livro profético que detalha a próxima vinda de Cristo à terra.
A VERDADE E AUTORIDADE DA BíBLIA
Muitas pessoas afirmam que toda verdade é relativa e que não existe um Deus autoritário. Para elas, Cristianismo é uma questão de opinião ou preferência, pois não há um conjunto de crenças absolutamente verdadeiras.

Mas Deus nos deu o majestoso universo como lembrança da Sua autoridade e do desejo íntimo de nosso relacionamento com Ele.

A Bíblia é a "revelação especial" de Deus. Ela nos relembra nossa natureza pecadora e nossa responsabilidade diária para com Deus e seus mandamentos. Com a sua leitura aprendemos que Deus é todo-poderoso e tem autoridade ilimitada sobre todas as pessoas. Quando rejeitamos seus ensinamentos, estamos rejeitando a Deus e negando a autoridade que Ele tem sobre toda a Criação. Rejeitar a Deus não é fato novo. Os israelitas vagaram no deserto porque não creram que Deus os protegeria. O Rei Acabe erigiu ídolos a falsos deuses. Jonas se negou a ir para Nínive apesar da ordem de Deus. Quando ignoramos as promessas de bênçãos de Deus sobre nós, estamos deliberadamente desobedecendo a Sua pessoa e seguindo nossos próprios desejos e vontades. A Bíblia nos alerta da autoridade eterna de Deus sobre todas as pessoas.

Muitas dessas mesmas pessoas que negam a autoridade de Deus também dizem que a Bíblia não é verdadeira porque homens - propensos a erros - a escreveram. É certo que se os escritores bíblicos não eram pessoas perfeitas, a Bíblia é clara em afirmar que foi um trabalho inspirado por Deus e, portanto, perfeito. O apóstolo Paulo escreve que toda Escritura é "inspirada por Deus (II Tímóteo 3:16) e Pedro explica que "nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo" (II Pedro 1:21). Isto inclui o Velho e o Novo Testamento. A Palavra de Deus é revestida de autoridade para que possamos conhecer a verdade.



¿UN SIMPLE LIBRO ?
Escrita por cuarenta autores diferentes, con las mas variantes profesiones,
desde simples pastores de cabras y ovejas pasando por reyes, sacerdotes, etc.
Personajes que vivieron en diferentes épocas, diferentes culturas, ....
todos ellos tenían algo en común, DIOS LOS INSPIRO PARA ESCRIBIR DICHOS LIBROS.
todo esto llevo alrededor de 1500 años.
Imaginen por ejemplo que 40 psiquiatras médicos de diferentes épocas se tuvieran que poner de acuerdo para escribir sobre un mismo tema sin salirse del objetivo principal, nos enfretariamos a 40 opiniones diferentes, unos con otros chocarían, ...
Pero estos cuarenta autores trataron un tema muy delicado, UN TEMA QUE HOY DÍA Y EN TODAS LAS ÉPOCAS PROVOCA DIFERENTES PUNTOS DE VISTA, PERO AQUÍ, algo especial ocurrió,.
Estos cuarenta personajes, viviendo en épocas diferentes, siendo de diferentes culturas, de diferentes momentos, diferentes formas de pensar, TODO ESCRIBIERON UN LIBRO QUE QUIEN LO LEE DICE, es el FRUTO DE UNA SOLA MENTE...
haga la prueba...
ponga a cuarenta personas para que escriban sobre un tema concreto...
vera que cada uno no concuerda con el otro.Pero este libro no fue un libro fácil, por ejemplo la parte profética.hoy día cualquiera dice ser profeta, lo dice, dice cuatro onterías y como coincida en alguna de las cuatro, YA ES PROFETA, los profetas de este libro que estoy hablando, NO PODÍAN HACER ASÍ, si fueran como los profetas que hoy día proliferan por todas partes, NO HUBIERA SALIDO CON VIDA, y hoy no podríamos leer sus libros.... LA LEY DEL PROFETA ERA MUY SEVERA, el profeta que hablare de parte de Dios y no se cumpliere lo que profetizare tenia que ser muerto según la ley de Moisés...
Esto implica que en vida muchas profecías de estos profetas se tuvieron que cumplir, DE LO CONTRARIO NO ESTARÍAN SUS LIBROS FORMANDO PARTE. .
AUN MUCHAS DE ESAS PROFECÍAS SE SIGUEN CUMPLIENDO, es increíble..
ESTE LIBRO ES COMO UN PERIÓDICO QUE NO CADUCA, podemos saber que ocurrirá a este mundo en el futuro.
¿ ocurrirá ese cambio climático que hablan ?lean este libro y descubralo.¿ que ocurrirá en este mundo ?¿ se acabara?¿ estallara una tercera guerra o cuarta guerra mundial.?
todas estas cosas la revela este libro.
habla del pasado.habla del presente
habla del futuro..por tanto no es un simple libro.No solo nos habla del futuro, sino que nos revela que hay otra vida una vez que el cuerpo muereNos habla de que tenemos un alma inmortal que sobrevive al cuerpo fisico y que en este alma esta lo que somos..
Nos habla de la restauración de todas las cosas, y de que un dia seremos semejantes a los angeles con cuerpos imortales que Dios ha preparado para cada uno de nosotros..NINGÚN OTRO LIBRO ANTIGUO O MODERNO NOS REVELA ESTAS COSAS.NINGÚN OTRO LIBRO HA SUFRIDO TANTA PERSECUCIÓN COMO ESTE...ha sido un libro perseguido, ha levantado pasiones, los intentos para destruirlos todos han fracasado.
los intentos para desprestigiarlo ha sido enormes, si en un lado ponemos dicho libro y al otro lo miles y miles de libros intentando desprestigiarlo y destruirlo, al final tendremos una enorme montaña, es increíble, todos estos libros no han conseguido que este libro desaparezca.
Ahora se hacen películas para desprestigiarlo y documentales, pero el libro sigue igual, como si tal cosa, y dichas películas y documentales se quedan en el olvido.asimismo el libro se auto domina como LA ESPADA DEL ESPÍRITU.
la gente lo conocen como LA SANTA BIBLIA, o SAGRADA BIBLIA.SUPONGO QUE YA IMAGINABAS DE QUE LIBRO NOS REFERÍAMOS.,NO EXISTE OTRO IGUAL, aunque alguno dicen que es uno mas,. e intentan compararlo con otros supuestos libros inspirados no existe COMPARACIÓN POSIBLE, NO HAY NADA QUE SE LE PAREZCA, NO EXISTE NINGÚN OTRO LIBRO ANTIGUO O MODERNO...y eso que algunos ha intentado imitarlo, creando ciertas obras empalagosas supuestamente transmitido unos por algún espíritu, otros por supuestos extraterrestres, y otros, son mera imaginación humana. NADIE HA PODIDO SUPERAR A LA BIBLIA, .
NADIE SE EMPRESA COMO LA BIBLIA, NINGÚN HOMBRE ESCRIBE CON ESA PROFUNDIDAD, pero fíjese, es sencillo y complicado, un niño puede ir y no ahogarse en ella, un sabio no le hallara el fondo, es un libro que se adapta de forma personal a cada persona, a cada uno le habla de forma personal y le da lo que necesita.
Este libro se centra en un personaje , este personaje es JESÚS, en el tenemos cuatro biografías del mismo, vale la pena leerlo.
seguramente llegado hasta aquí, te gustaría echarle una hojeada a este singular libro,