quinta-feira, 25 de março de 2021

A P O C A L I P S E / OITAVA PARTE - INTERLÚDIO "JUÍZO FINAL"

 

ANTES DO JUÍZO FINAL

INTERLÚDIO ANTES DO JUÍZO DE DEUS SOBRE A TERRA – CAP. 10

O capítulo 10 e o 11:1-14 são um interlúdio antes do juízo de Deus na terra. Assim como entre o sexto e o sétimo selo houve uma mensagem de consolo para a igreja, mostrando os santos em glória, também entre a sexta e a sétima trombeta haverá um interlúdio, com a mensagem do anjo forte, trazendo o livrinho aberto em sua mão. O primeiro interlúdio salientou a segurança e a glória do povo de Deus perseguido. Esta, agora, descreve uma mistura de doce e amargo.

TEXTOS BÍBLICOS

1. Este anjo desce do céu envolto em nuvem – v. 1
• Deus é geralmente identificado com nuvens. Deus conduziu o povo de Deus Israel através de uma nuvem luminosa (Ex 16:10). Nuvens escuras cobriram o Sinai quando a lei foi dada (Ex 19:9). Quando Deus apareceu a Moisés foi numa nuvem de glória (Ex 24:15; 34:5). Deus faz das nuvens a sua carruagem (Sl 104:3). Uma nuvem recebeu Jesus quando ele foi assunto ao céu (At 1:9) e quando Jesus voltar, ele virá entre nuvens (Ap 1:7).
• Aqui temos uma a operação da santidade de Deus simbolizada pelo rosto do anjo, do juízo indicado pela nuvem (Sf 1:15) e da misericórdia e fidelidade ao seu pacto com o seu povo expressada pelo arco-íris.

2. Este anjo tem um arco-íris por cima da sua cabeça – v. 1

• O arco-íris aparece ao redor do Trono de Deus (Ap 4:3). Fala que o trono de Deus é um trono de misericórdia, antes de ser um trono de juízo. Deus se lembra da sua misericórdia na sua ira. O arco-íris é o símbolo da aliança de Deus.

3. Este anjo tem o rosto como o sol – v. 1
• Esta é a mesma descrição de Jesus Cristo (Ap 1:16). Quando Jesus apareceu em glória na Transfiguração, seu rosto brilhava como o sol. Ninguém podia olhar no rosto dele.

4. Este anjo tem as pernas como colunas de fogo – v. 1
• Esta descrição é semelhante à que descreve o Cristo glorificado em Apocalipse 1:15. Onde ele pisa ele queima e purifica.

5. Este anjo tem na mão um livrinho – v. 2
• A palavra grega para livrinho (v. 2) é diferente da usada em (Ap 5:1). Livrinho não dá a ideia de rolo. O livrinho está aberto, no sentido de que seu conteúdo é conhecido. O rolo (5:1) contém a revelação do propósito de redenção e justiça que Deus executa na história humana, o livro pequeno deve contar uma parte deste propósito divino.
• Outros identificam esse livrinho como a Palavra de Deus que deve ser comida e pregada ao mundo (v. 11).
• Ezequiel e Jeremias também receberam ordens semelhantes (Ez 2:9; 3:3; Jr 15:16-17). Ambos comeram o livro e pregaram. O livro era a Palavra de Deus: julgamento e castigo a um povo rebelde. Assim também João é chamado a comer o livro e pregar. A igreja é chamada a comer o livro e pregar para uma geração que se aproxima do fim.

6. Este anjo tem o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra – v. 2
• Deus manifesta sua reinvindicação de propriedade sobre o mundo inteiro, pois foi ele quem o criou (v. 6). Nas seis primeiras trombetas apenas parte da criação era o alvo. Agora está em jogo toda a criação. Isso descreve que ele exerce poder em todo o mundo e sua palavra é para o mundo inteiro. O mar e a terra representam a totalidade do universo criado. A duas bestas de apocalipse tentaram enganar com seus domínios sobre a terra, mas o verdadeiro proprietário é Jesus Cristo.

7. Este anjo tem voz como de leão – v. 3
• A voz do leão é a voz do juiz que se aproxima. A plenitude do juízo se aproxima. Esta descrição é semelhante à aquela dada a Jesus Cristo em Apocalipse 5:5. A voz de Deus é semelhante ao rugido do leão (Am 3:8).
• O Velho Testamento comumente fala de “o anjo do Senhor” como uma referência a Cristo (Ex 3:2; Jz 2:4; 6:11-12; 2 Sm 24:16). Isto era uma temporária manifestação para um propósito especial, e não uma permanente encarnação.
• O leão é o rei dos animais. Quando ele ruge não tem animal que pie. Todos se silenciam. Quando Cristo bradar, todos vão ouvir a sua voz. Quando Cristo bradar os sete trovões, todos os trovões, a artilharia do céu, estará pronta a agir.

8. Este anjo ao falar ouve-se sete trovões – v. 3-4
• Não nos é informado porque João agora não pode escrever sobre o conteúdo dos sete trovões. Esses trovões são semelhantes à voz poderosa de Deus que é como o trovão (Sl 29:3). Esse número precisaria ser sete, visto que há em torno do trono sete espíritos, sete tochas, sete chifres e sete olhos. Esses trovões estão dirigidos aos inimigos de Deus.
• O contexto pode nos ajudar a entender porque sempre que a palavra “trovões” aparece em Apocalipse é para falar de um aviso de iminentes manifestações da ira de Deus (Ap 8:5; 11:19; 16:18). O juízo está se aproximando, mas João não tem autorização para falar sobre o seu conteúdo.
• Essa revelação, semelhante àquela que Paulo teve no céu, não pode ser anunciada (2 Co 12:4). João a entendeu, mas não recebeu autorização para escrevê-la. Não devemos especular o que Deus não nos revelou.
• A voz de Deus é geralmente comparada com trovões (Sl 29; Jó 26:14; 37:5; Jo 12:28-29).
• O significado da ordenança para João guardar segredo sobre as vozes dos sete trovões é a seguinte: Não podemos nunca saber nem descrever todos os fatores e agentes que determinam o futuro. Sabemos o significado dos sete candeeiros, dos sete selos, das sete trombetas, das sete taças. Mas não nos foi dado saber sobre o significado da mensagem dos sete trovões (v. 4). Isso, porque há outras forças trabalhando; há outros princípios que estão operando neste universo. Portanto, tenhamos cuidado em fazer predições a respeito do futuro.
• O anjo está anunciando que não haverá mais tempo antes que o fim venha. O fim não será mais adiado. Está na hora de responder as orações dos santos. O propósito divino será alcançado plenamente.

9. Este anjo posiciona-se como um conquistador universal – v. 2,5
• A postura do anjo é a de um conquistador tomando posse do seu território. Ele reivindica o mundo inteiro (Js 1:3). Obviamente só Jesus pode fazer esse reclamo. Em breve o anticristo vai reivindicar seu domínio no mundo inteiro e vai querer que o mundo inteiro se submeta ao seu controle. Mas somente Jesus recebeu do Pai essa herança (Sl 2:6-9).
• Satanás ruge como leão para espantar as suas presas (1 Pe 5:8), mas Jesus ruge como leão para proclamar a sua vitória (Sl 95:3-5; Is 40:12-17).

 

II. A DECLARAÇÃO DO ANJO – V. 5-7

1. A solenidade de como o anjo declara a sua palavra – v. 5-6
• Esta declaração enche-nos de espanto não somente por causa do que diz, mas também pela forma como diz. Esta é uma cena solene. O anjo levanta a sua mão direita ao céu e faz um juramento.
• Mas, se este anjo é Jesus, como faz um juramento em nome de Deus? Deus colocou-se sob juramento quando fez seu pacto com Abraão (Hb 6:13-20). Deus também jurou por si mesmo quando prometeu a Davi que o Cristo viria de sua família (At 2:29-30).
• O juramento é feito ao Deus criador (v. 6).

2. O conteúdo do juramento é que já não haverá mais demora para a chegada do juízo – v. 6
• Vários julgamentos já tinham vindo sobre a terra, o mar, os rios, os astros, os homens. Mas, mais julgamentos ainda estavam para vir.
• Por que a demora? Por que Deus parece demorar? Deus tem adiado o seu julgamento para que os pecadores perdidos tenham tempo para se arrependerem (2 Pe 3:1-9). Esse foi o propósito da sexta trombeta (Ap 9:20-21). Mas, agora, Deus irá acelerar o seu julgamento e realizar seus propósitos.
• Os santos martirizados estavam clamando por justiça e questionando a demora de Deus (Ap 6:10-11).
• Os próprios ímpios, escarnecerão de Deus e da sua Palavra em virtude da demora de Deus em seu julgamento (2 Pe 3:4).
• Mas agora não haverá mais prazo, mais tempo, mais demora para o arrependimento e a conversão. O juízo está chegando. No confronto de Deus com os seus inimigos, a vitória de Deus será esmagadora. A história avança para o inevitável triunfo de Deus, e ainda que pareça que o mal esteja florescendo, não é possível que no fim ele triunfe.
• Essa palavra “Não haverá mais demora (cronos)” significa também que a paciência de Deus tem limite. O soar das seis trombetas representam todas as oportunidades que Deus dá ao homem para que se arrependa. Mas, aqui o caso é diferente. O homem chegou num ponto tal de insensibilidade e endurecimento que não há mais possibilidade de arrependimento. É aí que o anjo jura que não haverá mais demora para a sétima trombeta.

3. Quando a sétima trombeta tocar haverá o desvendamento total do mistério de Deus – v. 7
• O mistério de Deus aqui tem a ver com o velho problema do mal no mundo. Por que o mal natural e moral existe ainda no mundo? Por que Deus não faz alguma coisa sobre isso? É óbvio que sabemos que Deus fez, sim, algo sobre isso no Calvário, que Jesus se fez pecado por nós e experimentou em sua carne a ira de Deus pelo mundo pecador.
• Nós sabemos que Deus está permitindo o mal aumentar até o mundo ficar maduro para o juízo (2 Ts 2:7ss, Ap 14:14-20).
• Desde que Deus já pagou o preço pelo pecado, ele é livre para adiar o julgamento.
• Mas, esse adiamento está chegando ao fim. Quando o anjo tocar a sétima trombeta o juízo virá (Ap 11:15-19). Então, será o tempo da consumação da ira de Deus (Ap 15:1).
• O v. 7 não diz no momento em que soar a trombeta, mas nos dias da voz do sétimo anjo. A ideia é clara. A sétima trombeta não será tocada só por um instante, mas simboliza um período de tempo. A sétima trombeta inclui as sete taças ou sete flagelos (16:1-20), que levam diretamente ao julgamento final.
• Logo o povo de Deus receberá sua gloriosa herança final, sua plena salvação conforme a promessa anunciada aos seus servos, os profetas.

 

III. A ORDEM DO ANJO – V. 8-11

1. João recebe a ordem para comer o livrinho – v. 8-9
• Este episódio revela a necessidade de assimilarmos a Palavra de Deus e fazê-la parte da nossa vida interior. Não era suficiente para João ver o livrinho ou mesmo conhecer o livrinho. Ele precisa comê-lo. Quem não come o livro não pode pregar o livro.

• É preciso interiorizar a mensagem. Assimilá-la. A mensagem de Deus tem que se encarnar em nós.
• A Palavra de Deus é comparada a comida. Ela é como pão (Mt 4:4), leite (1 Pe 2:2), carne (1 Co 3:1-2) e mel (Sl 119:103). Jeremias e Ezequiel receberam a ordem de comer a Palavra antes de pregá-la aos outros (Jr 15:16; Ez 2:9-3:4). A Palavra precisa fazer-se carne (Jo 1:14), antes que possamos dá-la àqueles que dela necessitam. Ai do pregador e do professor que ensina a Palavra sem encarná-la em sua própria vida.
• Só quando nos apropriamos da Palavra é que podemos proclamar as promessas ou os juízos de Deus com fervor.

2. Esse livrinho é doce ao paladar e amargo no estômago – v. 9-10
• Quando um menino judeu aprendia o alfabeto escrevia as letras numa tabuleta de farinha e mel. O professor ensinava o valor fonético de cada letra. Quando o menino era capaz de repetir o som das letras, ele tinha a permissão de comer as letras uma por uma, à medida que recordava de modo correto. O alfabeto era, assim, como o mel em sua boca.
• A Palavra de Deus é doce como o mel – Não existe nada mais doce no mundo do que o evangelho de Cristo. Mas, logo que alguém se torna um cristão começam os problemas. Vem o sofrimento, a perseguição. Quem quiser viver piedosamente em Cristo será perseguido. Não deem ouvidos àqueles que dizem que os problemas acabam quando você é convertido. A doçura não acaba, mas ela é seguida de amargura. A conversão desemboca em perseguição do mundo.
• O evangelho é doce quando o experimentamos, mas amargo quando vemos as implicações dele na vida daqueles que o rejeitam. Jesus chorou sobre Jerusalém. Davi chorava. Jeremias também. Paulo igualmente.

3. João é ordenado a continuar profetizando – v. 11
• Este verso 11 determina o significado do pequeno livro: ele é uma reafirmação do ministério de João. O fim ainda não veio, mas está às portas. A época final – os dias da sétima trombeta – estão para começar. Neste período a cólera de Deus será manifestada em proporções nunca vistas, e à vista disto a missão de João é mais uma vez confirmada.
• Após digerir o conteúdo do livrinho João precisará profetizar. É impossível comer o livro e ficar calado. É impossível guardar essa boa nova apenas para nós.
• O anjo comissionou João a profetizar novamente. Sua obra ainda não tinha terminado. Ele deveria profetizar não a vários povos, nações, línguas e reis, mas sobre ou a respeito de muitos povos, raças, línguas e reis (Ap 5:9). A profecia de João deve alcançar o mundo inteiro.
• O v. 11 revela que o trabalho da igreja continua. Este evangelho precisa ser pregado ao mundo inteiro com rapidez porque o juízo já se aproxima e não tardará. A tarefa é urgente, porque o juízo se aproxima.

 

 

 

 

 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

A P O C A L I P S E / SÉTIMA PARTE - O MILENIO 4

 

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O MILÊNIO?

Uma curta visão sobre o reino de mil anos surpreendente de paz que Cristo estabelecerá no fim dos tempos.

A profecia dada no livro de Apocalipse fala sobre todos os tipos de pragas terríveis e tribulações que vão cair sobre a terra no fim dos tempos. A ira de Deus será derramada sobre os servos de Satanás em abundância em um evento conhecido como a Grande Tribulação. Esta é a culminação natural do desenvolvimento do pecado sobre a terra

Mas no final de tudo isso Jesus Cristo voltará com os exércitos do céu e eles vão começar uma época gloriosa da cura na terra. Este é o início dos mil anos era de paz conhecido como o Milênio

O que é o Milênio?

O Milênio é um tempo de paz e harmonia na Terra quando Jesus e os santos hão de governar com justiça. É um momento em que todos os erros serão colocados à direita e todos os males serão limpos da terra. Isaías 65: 20-25 contém uma descrição mais completa da maravilha e da harmonia que vai caracterizar este tempo. A palavra “Milênio” não se encontra na Bíblia, mas sim a expressão “mil anos”, contudo é usada seis vezes em Ap. 20:1-7. É o período após o retorno de Cristo em que os justos reinarão com Ele na terra.

Ninguém vai explorar o outro, ninguém vai roubar ou assassinar. Toda a terra será governada por Cristo, sua noiva e os mártires. (Apocalipse 20: 4). Vai ser um governo justo, como sempre Deus pretendeu que a Terra fosse. Um refúgio de paz, de justiça e alegria. A criação, em completa harmonia com o seu Criador.

As pessoas vão viver vidas muito mais longas do que eles fazem agora. (Isaías 65:20) Mesmo os animais vão parar de matar uns aos outros e mudar seu modo alimentar, passarão a comer grama e plantas. (Isaías 65:25)

Será que vai haver pecado durante o Milênio?

Apesar de tudo isso a natureza pecaminosa que é inerente a toda a humanidade não terá mudado. As pessoas ainda vão nascer com uma carne em que não habita bem algum. (Romanos 7:18) A possibilidade de as pessoas a escolher o pecado ainda estará lá, o livre arbítrio.

Satanás será amarrado durante este tempo (Apocalipse 20: 2), ele não será capaz de exercer a sua influência externa sobre as pessoas. Portanto o pecado deixará de existir se assim o desejarem, pois será muito mais fácil para as pessoas escolher servir a Deus e viver uma vida justa quando cercadas por essa mesma justiça em todas as frentes. Quando há igualdade e justiça, há misericórdia, a paciência e humildade em todos, ao invés de guerra e da fome e da tirania e injustiça.

Aqueles que, no entanto, optar por viver uma vida pecaminosa e ceder ao seu próprio orgulho e egoísmo durante este tempo, vai morrer cedo. Leis de Deus ainda se aplica e ninguém será capaz de fugir com pecado despercebido (Isaías 65:20).

Jesus, a noiva, e os mártires

Jesus e Sua noiva, junto com os mártires mortos durante a Grande Tribulação estarão governando a terra. Estes são servos mais confiáveis de Deus. Jesus, que foi julgado em todos os pontos, mas sem pecado, tem autoridade absoluta sobre todo o pecado e injustiça.

Aqueles que estão com noiva de Cristo também venceram o pecado em suas vidas. Eles também têm autoridade para julgar e governar com justiça, e eles ensinará e pregará a justiça em todo o seu tempo na terra. Deus testou-lhes e eles foram purificados pelo fogo, da mesma forma como Jesus. Jesus e Sua noiva vão secar as lágrimas e trazer alegria e paz para as pessoas. Mas eles não terão mais suas próprias lágrimas, porque eles já estão cheios de bondade e alegria de Deus. 

Os mártires da Grande Tribulação também foram testados e também estarão juntos para governar durante o milênio, pois eles também deram suas vidas a Deus, embora de uma forma diferente do que a noiva. (Apocalipse 20: 4-6). Todos estes irão trabalhar em conjunto para assegurar que o mundo cresça em paz, harmonia, justiça e piedade durante o Milênio.

Depois do Milênio

Mesmo que o Milênio seja um tempo vivido em paz e justiça, mas não é o objetivo final de Deus para a Sua criação. Satanás foi preso, mas não completamente erradicado. E, apesar da admiração e harmonia na Terra, ainda não é perfeita aos olhos de Deus, porque ela carrega a mancha do pecado eterno.

No final do Milênio Satanás será solto de suas correntes por um curto período de tempo, embora não esteja claro exatamente quanto tempo este é. Esta é a sua última chance de enganar todas as nações e levar as pessoas a segui-lo. Incrivelmente, ele vai reunir número suficiente de pessoas de todo o mundo para criar um exército, e eles vão cercar Jerusalém novamente, em uma última tentativa desesperada para assumir a criação de Deus.

Mas agora é finalmente o suficiente, e tempo de Satanás é chegado. Deus enviará fogo do céu para devorá-los. O diabo vai finalmente ser lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o Anticristo, e serão atormentados lá para sempre. (Apocalipse 20: 7-10). Isto marca o fim do Milênio é o último evento antes do julgamento final tomar lugar.  

As principais interpretações sobre o Milênio

Como já dissemos, existem quatro interpretações principais sobre o Milênio. Basicamente os pontos discutidos em tais interpretações são os seguintes:

·         Quando o Milênio ocorrerá? Antes ou depois da Segunda Vinda de Cristo?

·         O Reino Milenar deve ser entendido de forma literal e física, ou simbólica e espiritual?

·         Quem são os indivíduos citados em Apocalipse 20 que participam do Milênio?

·         Como será o reinado de mil anos com Jesus? Haverá pessoas nascendo e morrendo? Haverá morte?

·         Como a morte pode existir onde Jesus governa? As pessoas que nascem neste tempo já estão salvas? Não haverá pecado?

As quatro posições que se propõem a tentar responder tais questionamentos são: Amilenismo, Pós-Milenismo, Pré-Milenismo Histórico e Pré-Milenismo Dispensacionalista.

O Amilenismo e o Milênio

Embora o termo Amilenismo transmita uma ideia de que não exista um milênio, não é isso o que essa corrente escatológica defende. O Amilenismo entende sim que há um Milênio descrito no capítulo 20 do Apocalipse, entretanto não o interpretam como um reino literal de mil anos com Cristo governando sobre a terra após a sua vinda. O Amilenismo defende que o Milênio já foi iniciado na primeira vinda de Cristo, e terminará com a Sua segunda vinda, quando haverá a ressurreição geral dos mortos, o Juízo Final e o estabelecimento do novo céu e da nova terra. No Amilenismo, o Milênio ocorre com o reinado dos santos com Cristo nos céus, conectado com a expansão da Igreja e o avanço do Evangelho na terra.

Eles afirmam que existem apenas duas eras: “Era Presente e Era Vindoura” – sem estado intermediário de mil anos. O reino de Deus não tem duração de mil anos, ele é eterno. Cristo veio cumprir o AT e foi ungido rei (Dn.2), Jesus é a pedra cortada sem auxílio de mãos, sem a interferência humana e estabeleceu o seu reino com a sua vinda aqui presente (“é chegado o reino dos céus”, “dou autoridades a todos vocês” “vi satanás cair como relâmpago do céu” e quando subiu ao céu disse: “todo poder me é dado no céu e na terra”. Jesus já está entronizado ao lado de Deus todo poderoso. Nós já estamos ressuscitados espiritualmente e temos uma posição privilegiada com Cristo em seu reino (Ef.2:6). Sobre esta pedra edificarei a minha igreja “nós” e as portas do inferno não prevalecerá contra ela (Mc 16) “ide”. ³O reino de Deus está em processo e não vem de aparências, é algo espiritual. O reino de Deus não virá na segunda vinda de Cristo, mas já está no meio de nós. “o que ligarmos na terra será ligado no ceu”. Os amilenistas não acreditam que terá um milênio na terra, mas apenas o Reino Eterno. O reino de Deus não é deste mundo, não vem com aparência física. O reino de Deus é aqui/agora, influenciado pela igreja. I Cor.15:16 – É necessário que Jesus Cristo reine para que seus inimigos fiquem debaixo de seus pés (reino gradativo até que a morte seja extinguida). A morte será destruída por ocasião da 2ª vinda de Cristo e não terá lugar a partir de então na eternidade.

O ¹Pós-Milenismo e o Milênio

O Pós-Milenismo, como o próprio nome sugere, entende que o Milênio também ocorrerá antes da segunda vinda de Cristo, porém, ao contrário do Amilenismo. O Pós-Milenismo entende que o Milênio será um período de grande paz e prosperidade resultante da pregação do Evangelho em todo mundo. Logo, para o Pós-Milenismo o mundo tende a melhorar antes da volta de Cristo, de modo que o Milênio será caracterizado pela maioria dos habitantes da terra respeitando a Palavra de Deus, numa espécie de cristianização do mundo. Após esse período, Satanás será solto e Cristo o destruirá em Sua segunda vinda, condenando-o eternamente.

O ²Pré-Milenismo Histórico e o Milênio

O Pré-Milenismo Histórico defende um reino literal de Cristo na terra durante mil anos que será iniciado com a Sua segunda-vinda.

Como será o reinado de mil anos com Jesus? Haverá pessoas nascendo e morrendo? Haverá morte? Como a morte pode existir onde Jesus governa? As pessoas que nascem neste tempo já estão salvas? Não haverá pecado?

Para o Pré-Milenismo Histórico, Cristo governará a partir de Jerusalém e será um período sem igual na terra. No final do Milênio, Satanás estará solto e enganará as nações influenciando-as a guerrearem contra Jerusalém e o governo de Cristo. Então, Jesus destruirá as nações rebeldes juntamente com Satanás, lançando-os em condenação eterna. Após isso, haverá o Juízo Final e o início do estado eterno.

Jesus reina por mil anos em Jerusalém e depois inaugura o Estado eterno por meio de um Juízo Final. Será um governo literal de mil anos antes de Jesus Cristo entregar o Reino a Deus Pai. Jesus em seu governo levantará o tabernáculo caído de Davi (Atos 15:14, II Sam. 7:28), promessas dadas a descendência perpétua ao Trono de Davi. Estabelecerá o reino de mil anos restaurando todas as coisas antes de entregar para Deus (Atos 15:24-28). Jesus estabelece seu reino encerrando assim a sequência dos reinos humanos da terra (Daniel 2:34-35 – império da Babilônia ao império Romano), “encheu a terra” alcance total do milênio. Prenderá Satanás por mil anos e Cristo reinará para restaurar a terra. O milênio é uma necessidade da natureza terrena e humana (Rom.8:18-19). 

No Milênio as pessoas nascerão e morrerão (terão vida longa, reprodução e morte – Zac.8). O diabo será eliminado primeiro e depois a morte. A morte existirá para aqueles que sobreviveram a Tribulação (restauração). A vida e a morte existirão no milênio, mas a maldição deixará de existir, pois a terra estará sendo restaurada enquanto satanás estará preso. A vida em Cristo é benção no milênio.

No milênio Jesus irá provar àqueles que nascerem neste período a (fidelidade). Após soltar Satanás, este formará um bloco contra Cristo (Ap.20:5-6). Satanás ainda conseguirá juntar muitos contra Cristo, mas será finalmente destruído e após isso será estabelecido o Trono Branco (julgamento), e por fim o reino será entregue a Deus. No milênio satanás insultará e enganará as nações que não conheceram o pecado como fez no Éden. As pessoas não o conheceram e da mesma forma em que agiu no início da criação, enganará a muitos assim como fez também com os anjos do céu.

O ³Pré-Milenismo Dispensacionalista e o Milênio

Também defende que o Milênio será literal na terra, e começara após a segunda fase da segunda vinda de Cristo. “²Diferente do Pré-Milenismo Histórico, essa posição estabelece um tratamento completamente distinto entre Israel e Igreja, ou seja, Deus possui dois propósitos: um com relação à terra e ao povo de Israel, e outro relacionado com o céu e a Igreja.

Para os Pré-Milenistas Dispensacionalistas, Jesus em Sua primeira vinda tentou estabelecer o Reino de Deus na terra, porém foi rejeitado pelos judeus. Então, Deus adiou esse plano e começou a tratar com a Igreja. “Somente após finalizar seus propósitos com a Igreja é que Ele retomará Seu plano para com Israel, e isso ocorrerá principalmente no Milênio, onde as promessas do Antigo Testamento serão cumpridas literalmente na restauração e exaltação de Jerusalém e do povo judeu sob todo o mundo gentio”.

Nessa posição escatológica, o Milênio durará mil anos literais, e Jesus estará governando visivelmente num trono em Jerusalém, e será um momento de grande paz e prosperidade sobre a terra. As nações adorarão a Deus em um Templo reconstruído em Jerusalém, onde também haverá novamente a oferta de sacrifícios de animais, porém não serão ofertas propiciatórias, mas ofertas memoriais em referência à morte de Cristo pela humanidade.

As pessoas viverão normalmente nessa terra maravilhosa, haverá nascimentos e mortes, já que o pecado e a morte ainda não estarão extintos como ocorrerá no novo céu e na nova terra. Entretanto, o mal será amplamente restringido com a prisão de Satanás.

Durante esse reinado, a Igreja dos santos ressurretos estará habitando a Nova Jerusalém, uma cidade celestial que estará pairando nos ares sobre a terra, e, em ocasiões especificas, os crentes poderão descer à terra para participarem de alguns julgamentos ao lado de Cristo.

No final desse período Satanás será solto, enganará as nações e fará uma guerra final contra “o acampamento dos santos“, e Cristo então os derrotará definitivamente. Depois disso haverá o julgamento perante o grande trono branco, onde todos os ímpios ressuscitarão para receberem a condenação eterna no lago de fogo.

 

Como interpretar o Milênio?

Em todas as posições citadas acima há entre seus defensores cristãos genuínos, que possuem compromisso com a Palavra de Deus e que também são muito capacitados no assunto. Portanto, antes de tudo, creio que esse tema não deva ser motivo de divisões entre os cristãos. Com isso, quero dizer que o fato de alguém defender uma posição ou outra, não o torna um herege, muito menos um seguidor de “seitas” como alguns erroneamente afirmam. Este assunto é realmente muito difícil, sobretudo por tratar de coisas ainda futuras, as quais não temos ainda o completo discernimento.

Na verdade, todas as diferentes interpretações possuem suas dificuldades particulares, portanto devemos analisá-las à luz da Bíblia como um todo, e julgar qual delas parece ser mais coerente com a Palavra de Deus.

A seguir, falarei muito brevemente qual a minha posição particular sobre esse assunto. Tratarei esse tema eliminando posição por posição, para que o entendimento fique mais claro. Começando pelo Pós-Milenismo, sei que essa posição foi muito popular durante muitos anos, e defendida por grandes homens de Deus. Porém as guerras, sobretudo do século 20, fizeram com essa posição perdesse espaço.

¹Para mim, a expectativa de um mundo maravilhoso antecedendo a volta de Cristo contrasta com várias passagens bíblicas que afirmam a contínua e crescente tensão entre o mundo decaído e incrédulo com os seguidores de Cristo. O próprio livro do Apocalipse deixa isso bem claro. Logo, para mim parece claro que o ensino bíblico é de que o mundo irá de mal a pior, até que Cristo venha.

Também tenho sérias dificuldades em aceitar a forma geralmente preterista que muitos pós-milenistas interpretam algumas passagens bíblicas. Como esperam por um mundo melhor, geralmente os pós-milenistas entendem que vários eventos escatológicos já estão no passado, como por exemplo, a grande tribulação e a apostasia mencionada pelo Apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses, no Capítulo 2.  Ainda sobre o Pós-Milenismo, penso que Apocalipse 20 não dá qualquer apoio à defesa dessa corrente escatológica.

Falando agora sobre as posições pré-milenistas, posso dizer que o ²Pré-Milenismo Histórico é uma visão muito mais equilibrada do que o ³Pré-Milenismo Dispensacionalista. Para mim, esta última posição, que também é a mais recente dentro do cristianismo, possui sérios problemas e acaba sendo totalmente confusa. A distinção radical entre Israel e Igreja presente no Dispensacionalismo, biblicamente penso ser injustificável. Sobre isto, podemos rapidamente dizer que qualquer distinção entre judeus e gentios já foi abolida, e Deus possui apenas um único povo, a noiva, a Igreja (At 13:32-39; Gl 3:28,29; Cl 3:11; Ef 2:14,19; 1Pe 2:9).

Focando agora na questão do Milênio, não há base bíblica para afirmar que Deus adiou seus planos e o estabelecimento de Seu Reino. Nesse ponto, prefiro concordar com Jó ao dizer que “nenhum dos Teus planos pode ser frustrado” (Jó 42:2). A questão é que o objetivo do ministério de Jesus não foi oferecer um reino político a Israel, restaurando o reino de Davi, ao contrário, quando quiseram fazê-lo rei, Ele se recusou (Jo 6:15). O próprio Jesus foi categórico ao afirmar na ocasião de seu ministério que o Reino de Deus não viria com visível aparência (Lc 17:20-21).

É importante também entendermos o caráter presente e futuro do Reino de Deus, ou seja, já foi inaugurado (Mt 2:2; 4:23; 9:35; 27:11; Mc 15:2; Lc 16:16; 23:3; Jo 18:37), está em prosseguimento (Mt 24:14; Rm 14:16,17; 1Co 4:19,20; Cl 4:11) e será completamente consumado (1Co 15:50-58; Ap 11:15).

Também podemos colocar como um problema das visões Pré-milenistas, especialmente o Dispensacionalismo, a grande diferença entre o Milênio citado em Apocalipse 20 com o Milênio que eles defendem, além da falta de qualquer referência bíblica no Antigo Testamento acerca de um reino terreno futuro de mil anos.

Sei que há muitas referências no Antigo Testamento que são utilizadas por Pré-milenistas para tentar justificar tal posição, porém eles falham na interpretação de profecias que naturalmente se referem a volta de Israel do exílio babilônico, ou à Igreja do Novo Testamento, ou até mesmo ao novo céu e a nova terra. ³Não há necessidade de um reino terreno temporário para que tais profecias se cumpram, nem mesmo a obrigatoriedade do cumprimento literal de todas as profecias.

No Novo Testamento encontramos um ótimo exemplo sobre isso. Em Atos 15:14-18, Tiago interpreta uma profecia registrada no livro do Profeta Amós de maneira não-literal. Em Amos 9:11,12, a profecia fala sobre o concerto do tabernáculo caído de Davi, para que “possuam o restante de Edom e todas nações” que são chamadas pelo nome do Senhor.

Já em Atos, Tiago entendeu que essa profecia se cumpriu quando Deus chamou os gentios à salvação, tornando judeus e gentios um só povo em Cristo. Logo, nem todas as profecias do Antigo Testamento devem ser interpretadas de maneira estritamente literal.

Apesar de tudo isso já citado, os argumentos ainda podem até parecer fracos para contestar as visões pré-milenistas. Portanto, para concluir, quero citar algumas perguntas que não consigo encontrar respostas para elas dentro do Pré-Milenismo:

1.    Se haverá um reino milenar e literal após a segunda vinda de Cristo, por que não há qualquer referência sobre isso nos Evangelhos e nas Epístolas do Novo Testamento?

2.    Por que no Sermão Escatológico (Mt 24; Mc 13; Lc 17) Jesus apresentou uma descrição detalhada sobre os acontecimentos que iriam ocorrer, e não citou em nenhum momento um reino milenar futuro?

3.    Se o reino milenar futuro diz respeito principalmente às promessas feitas ao povo de Israel, por que Jesus nunca falou nada sobre ele aos seus discípulos que eram judeus? Isso não teria os confortado de algum modo?

4.    Ainda no Sermão Escatológico, Jesus foi claro ao dizer: “Eis que de antemão vos tenho dito tudo” (Mc 13:23). Se Ele afirmou ter dito tudo acerca do fim dos tempos, por qual motivo ele não citou o Milênio? Não creio que Ele tenha se esquecido justamente do reino milenar futuro.

5.    Pedro foi um dos discípulos que estava presente quando Jesus pronunciou o Sermão Escatológico, e pessoalmente ouviu as palavras do Mestre. Então por que em sua segunda epístola (2Pe 3) ao falar sobre a segunda vinda de Cristo, ele não fala nada sobre um reino milenar futuro? Será que talvez seja porque Jesus não o ensinou nada sobre isso? Para o apóstolo Pedro, haverá a segunda vinda de Cristo, o julgamento de todas as pessoas e o início do estado eterno, com o mundo sendo “purificado” transformando-se em novos céus e nova terra.

6.    Como explicar o retorno de crentes glorificados para uma terra ainda imperfeita, onde existe pecado e morte, mesmo que isso seja em ocasiões específicas? Isso não seria uma violação da finalidade da glorificação?

7.    Como explicar o convívio do Cristo glorificado e de pessoas em corpos glorificados, juntamente com pessoas ainda vivendo em corpos de carne e sangue? Que estranha convivência haverá entre pessoas que são imortais com pessoas ainda mortais?

8.    O que acontecerá com as pessoas que morrerem no Milênio literal? Para onde elas irão? Será que ressuscitarão imediatamente?

9.    Como será um mundo em que Cristo estará em um trono físico governando? Como Satanás conseguirá manipular as pessoas a se rebelarem contra uma presença tão visível e notória de Deus? Se isso de fato ocorrer, qual foi a eficácia dos mil anos de paz e prosperidade?

10.  Como encontrar base bíblica para defender a ideia de salvação após a vinda de Cristo? As pessoas durante o Milênio precisarão crer em Jesus para serem salvas? Se sim, como alguém então não crerá diante de um reino literal de Cristo na terra? Isso não será injusto com quem viveu antes desse período, e não contrariará a doutrina bíblica de que a fé é crer no invisível (Hb 11:1)?

11.  A ideia da retomada dos sacrifícios durante o Milênio, mesmo que memoriais, não significa um retrocesso considerando a excelente explanação do autor da Epístola aos Hebreus onde claramente ele coloca todas essas coisas como algo temporário?

12.  Se o reino milenar futuro exige um julgamento após mil anos da segunda vinda de Cristo, como entender o ensino de todo o Novo Testamento de que o Juízo Final segue imediatamente à segunda vinda Cristo? Também como explicar o fato de a Bíblia se referir a apenas um único juízo, ao contrário do que ensina o Pré-Milenismo?

13.  Se o Pré-Milenismo exige pelo menos duas ressurreições (em alguns casos até mais de três), como explicar a doutrina bíblica que haverá apenas uma única ressurreição (Jo 5:28,29; Jo 6:39-54; 11:24)?

Estes são apenas alguns dos questionamentos que me fazem rejeitar a posição Pré-Milenista, entretanto, respeito muito quem defende tal posição.

Bem, se considero que o Pós-Milenismo e as formas de Pré-Milenismo falham em ter fundamentação bíblica suficiente, só me resta agora o Amilenismo. Sob esse ponto de vista, vamos brevemente entender alguns pontos acerca do Milênio do capítulo 20 do Apocalipse.

Diante destes fatos e dessas perguntas que talvez ficaremos sem respostas, só posso dizer que há muitas coisas que jamais conseguiremos entender por tais coisas fazem parte dos pensamentos de Deus e ninguém conseguirá entender por completo os pensamentos de Deus. Se assim eu me comportar, também terei que perguntar como pode um mar se abrir diante de um povo e este povo passar e chegar a seco do outro lado? Como pode o Profeta Elias ser levado para o céu diante dos olhos de seu servo Eliseu? Como pode um homem possuir a força de mil homens nas tranças de seu cabelo? Como pode o próprio Jesus ser gerado no ventre de uma mulher através do Espírito Santo? São perguntas que só Deus pode nos responder que um dia creio que Ele nos responderá (Jó 5:9, Ecl.11:5, I Cor.2:9). Resumo dizendo: Milagre não é para quem vê, mas para quem crê. Deus criou todas as coisas por intermédio de sua palavra. Eu creio!

Sei que esse é um tema muito complexo, e que todas as posições, inclusive a que eu defendo, apresentam suas dificuldades. Porém, precisamos deixar claro acima de tudo que a Palavra de Deus é inerrante e infalível, ou seja, não há qualquer erro ou contradição nela.

Se nossas posições escatológicas possuem dificuldades em alguns pontos, tais dificuldades estão firmadas em nosso erro humano de interpretação da perfeita Palavra de Deus.

Ademais, também sabemos que há mistérios que não nos foram revelados, mas devemos ter a plena certeza de que tudo ocorre conforme a soberana vontade de Deus, por mais que não compreendamos.

Mais uma vez ressalto que essas discussões são secundárias, e o importante é que Pré-Milenistas, Amilenistas e Pós-Milenistas concordam que Cristo voltará, julgará todos os homens, condenará eternamente Satanás, seus agentes e os incrédulos ao lago de fogo, e os santos viverão eternamente com Ele no novo céu e na nova terra. Se mil anos antes, ou mil anos depois, diante de uma eternidade inteira isso é só um detalhe.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A P O C A L I P S E / SÉTIMA PARTE - O MILÉNIO 3

 

A SENTENÇA FINAL – Apocalipse 20:11-15

O Juízo Final

E Apocalipse 20:11-15 Vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12 E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13 E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.

O fim da história é o julgamento no qual se manifesta a vida. A morte e o mal vão ser destruídos para sempre e os homens vão ser julgados como viveram. O trono evoca a presença do Juiz. Este céu e esta terra desaparecem porque tudo se renovará. O julgamento de Deus não é arbitrário: quem pronuncia a sentença é a própria vida de cada um. O livro da vida é o Livro do Cordeiro e nele está o nome dos que deram Testemunho de Jesus (13:8). A morte e a morada dos mortos personificam os poderes do mal porque doravante tudo será vida.

Deus julgará seu povo discriminado entre aqueles que, verdadeiramente são Dele e os apóstatas, conforme descrito em Deut. 32.35-36 e I Pedro 4.17. O Apóstolo Paulo escreve para advertir e prevenir o povo que vive deliberadamente em pecado, Heb.10.26, deixando sem efeito o sacrifício de Jesus Cristo, visto que tudo o que fizermos sem arrependimento leva-nos a expectativa do Juízo de Deus sobre nós, pois todos estaremos nas mãos de Deus, e prestaremos conta individual diante de Deus, e Deus através de Cristo retribuirá a cada um segundo o seu procedimento. Rom. 2.6, Mat. 16.27, Apoc. 22.12. Portanto todos estão nas mãos de Deus e Dele receberemos a recompensa, e para os ímpios “horrenda coisa é estar nas mãos de Deus”, pois Dele receberão a condenação.

Quando Cristo voltar e a história for completa, todas as pessoas de todos os tempos ressurgirão para o “julgamento divino”, e tomarão  seu lugar diante do Trono de Cristo. Este acontecimento supera a imaginação humana.  Mas a imaginação humana não é a medida daquilo que Deus fará.  No “dia do juízo” cada pessoa prestará conta individual diante de Deus, através de Cristo, e Cristo retribuíra a cada um segundo o seu procedimento. Rom. 2.6-7; Salmo 62.12, Mat. 16.27. Os regenerados que, como servos de Cristo aprenderam a amar, e desejam a glória do céu, serão reconhecidos a base do mérito de Cristo a seu favor, e serão recompensados com a justiça que buscam. Os demais seguirão o destino apropriado pelo modo ímpio de vida que escolheram um lugar para o qual irão com base no seu próprio demérito. Rom. 2.8-12.

Haverá juízo para aqueles que professam pertencer a Cristo, ao exame de suas palavras e de suas obras, Mat. 12.36-37, os quais mostrarão então, se suas palavras são palavras de fé e fruto de um coração puro, ou se falam hipocrisia e mentira. Mat. 12.33, 7.21-23. Tudo será desmascarado no dia do juízo, e cada um receberá o que lhe pertence. Deus é justiça e trará todos à sua justiça, portanto um julgamento justo. I Cor. 4.5.

Não há justiça sem julgamento, contudo, Deus anunciou o “dia do juízo” em tempo hábil, e tem ordenando a cada um que se arrependa e ame a vida ao invés da morte. Det. 30.19 e Lucas 13.24.

JUÍZO E JULGAMENTO DE DEUS

Deus é Fogo Consumidor, tanto para destruir, como para purificar. Deut.4.24, Heb. 12.29, Exodo 3.2-5 “fogo purificador”, Lev.10.1-2 “fogo destruidor”. Todos um dia se dobrarão diante do “Fogo”. Uns diante do Fogo de Deus para “purificação, conforme Exodo 3.2-5, e outros diante do Fogo Consumidor, “ o fogo estranho”, ou o próprio “inferno” que está preparado para satanás e seus anjos. O “juízo de Deus” será Fogo Purificador para os fiéis, e Fogo destruidor para os ímpios, I Cor. 3.13, Eclesiástes 12.13-14.

COMO SERÁ COMPOSTO O JUÍZO DE DEUS

Primeiro vamos entender como é formado um Juízo Tribunal de julgamento: Todo cidadão, quer seja ele bom ou mau tem direito a um julgamento correto, tem direito à uma defesa, e a uma sentença baseado em uma formação de um corpo de jurados. Assim também Deus fará conosco.

Como é a formação de um julgamento. Um julgamento e composto de:

JUÍZ – Aquele que julga e dá a sentença final, baseado em todos os tipos de provas, laudos, testemunhas de defesa e acusação e nos votos do corpo de jurados.

ADVOGADO DE DEFESA – Aquele que usa todos os argumentos da lei na defesa do réu

ADVOGADO DE ACUSAÇÃO OU PROMOTOR PÚBLICO – É aquele que usa todos os argumentos para acusar o réu

JURI – É representado pelas testemunhas e corpo de jurado

RÉU – Aquele que infringiu a Lei e está sendo julgado pela corte

LEI – Normas ou conduta para qualquer cidadão

 

TIPOS DE JUÍZOS

Para se condenar alguém é preciso antes de tudo que haja uma investigação, acompanhada de provas, com as quais se leva a aplicação da Lei, no sentido de executar a justiça.

JUÍZO INVESTIGATIVO – É feito através de uma investigação minuciosa e detalhada

JUÍZO COMPROVATIVO – É feito com provas objetivas e concretas dentro dos parâmetros legais

JUÍZO DE EXECUÇÃO – É através dele e mediante as investigações com provas detalhadas se executa e sentencia o réu a uma punição, absolvição ou condenação.

ALGUNS ESTUDOS DE COMO DEUS FARÁ SEU JULGAMENTO NA TERRA

ATRAVÉS DO JUÍZO INVESTIGATIVO

JUÍZ – Deus “Salmo 119.137, 142, 144”

ADVOGADO – Jesus Cristo “I João 2.1-2”

ACUSAÇÃO – Satanás “Apoc.12.9-10 Eden”

JURI – Os Anjos de Deus “Apoc. 1.1-2”

RÉU – A Igreja “os fiéis I Pe 4.17

LEI – A Lei de Deus é eterna “João 12.50”

Quando será? Este juízo já está sendo executado, nos dias de hoje conforme descrito em II Cor. 5.21, Tiago 2.12 e II Cor. 6.1-10 “vs 2”.

ATRAVÉS DO JUÍZO COMPROVATIVO

Este juízo será feito através de provas e evidências, e acontecerá após o “arrebatamento da Igreja”, depois do “tempo das tribulações”, ou seja, no início do “milênio”, conforme descrito em Apoc. 20.1-4.

JUÍZ – A Igreja do Senhor “I Pedro 4.17, I Cor. 6.2-3”

ADVOGADO – A Palavra de Deus

ACUSAÇÃO – Satanás “através do anticristo”, II Tess. 2.3-4, 8-10, Apoc. 13.1-4, 11-14

JURI – As Testemunhas de Deus, ou seja, os Anjos Celestiais “Apoc. 7.11-14”

RÉU – O anticristo, os falsos profetas, e os ímpios, “Rom. 1.18, 2.5-6, Apoc. 20.1, 4-5”

LEI – A Lei do Senhor “Salmo 119.8-9,144, 19.7”

 

ATRAVÉS DO JUÍZO DE EXECUÇÃO OU SEJA O JUÍZO FINAL

Quando isto acontecerá? Isto acontecerá depois do “milênio”, será “o grande dia do Senhor”, conforme descrito em Apoc. 8.1-6, 11.15.

JUÍZ – Jesus Cristo “Apoc. 5.1-12”

Não terá Advogado, pois será a sentença final.

ACUSAÇÃO – Satanás “Apoc. 20.7-10

JURI – Os Anjos de Deus

RÉU – Todos os povos da terra, os fiéis, os ímpios, os anjos caídos e satanás “Apoc. 11.18, 20.10-15, Mat. 25.31-34”

LEI – Os Mandamentos Divinos “Tiago 2.9-13, Salmo 119.1, 33-35”

UM DEUS DE MISERICÓRDIA

A misericórdia triunfa sobre o juízo. Deus é justo, e também um Deus misericordioso. Deus é Justiça, e seus juízos são misericordiosos.

A morte que é a inimiga do homem torna-se misericórdia, e elimina o sofrimento eterno, Salmo 136.1, 118.1, Crônicas 16.34. As misericórdias de Deus são a causa de não sermos consumidos, Lam. 3.22, Salmo 136.

A Lei de Deus representa os Mandamentos, a “Ordem e a Obediência”, e a Misericórdia é a “Graça de Deus”, ou seja, ela representa Jesus Cristo a nossa “Salvação”.

O Espírito Santo de Deus é o “fogo” que consome, e qual aplica “a Lei ou a Misericórdia”, Ele condena pela Lei ou absolve através da Misericórdia.

Em nossa vida Deus sempre se manifestou. A primeira vez Deus se manifestou pela Lei, Os mandamentos, e depois pela Graça, Jesus Cristo, e agora se manifesta através do “fogo”, o Espírito Santo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

A P O C A L I P S E / SÉTIMA PARTE - O MILÊNIO PARTE 2

 

SATANÁS É SOLTO – Apocalipse 20:7-10

Satanás é solto e depois vencido para sempre

Apocalipse 20:7-10 E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou. 10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

Quando se completar os mil anos Satanás será solto da prisão do Abismo. Ele vai sair e seduzir as nações dos quatro cantos da terra. Gog e Magog reunindo-os para o combate. O número deles é como a areia do mar. Eles se espalharão por toda a terra e cercarão o acampamento dos santos  e a Cidade amada. Mas descerá fogo do céu e eles serão devorados. O diabo que tinha seduzido a todos, será jogado no lago de fogo e enxofre juntamente com o Anticristo e o Falso Profeta.

O povo de Deus (acampamento dos Santos e a Cidade Amada) continuam na luta contra as foras do mal (Satanás), mas são protegidos por Deus (fogo do céu). Gog e Magog são nomes que representam os poderes da idolatria, inimigos de Deus e do seu povo. Mas o poder do mal será completamente destruído (lago de fogo).

I N F E R N O     E     O     L A G O    D E    F O G O

O QUE É INFERNO

O Novo Testamento considera o inferno como um lugar de habitação final dos condenados à punição eterna, depois do Juízo Final, conforme descrito em Mat. 15.41-46, Apoc. 20.11-15. O inferno é descrito como um lugar de tormento, lugar de trevas, de choro e ranger de dentes, lugar de destruição, etc... Esses termos são provavelmente simbólicos ao invés de literais, porém de qualquer modo, a realidade será ainda mais terrível do que estas cenas. Estas são as consequências de todo àquele que pratica o mal, e que precisa ser realisticamente enfrentadas.

O inferno não é tanto a ausência de Deus, mas sim a consequência de Sua ira contra o pecado. O inferno é a justa condenação daqueles que O desafiaram apegando-se ao pecado, pois os que forem condenados compreenderão que, se condenaram a si próprios, pois amaram mais as trevas do que a luz, e como base de escolha humana do livre arbítrio.

O LAGO DE FOGO – APOC. 20.13-15

Injustiças e sofrimento, nunca fogem aos olhos de Deus. Aqueles que perseguem e praticam a injustiça não podem vencer no fim. Deus julgará a toda obra. A expectativa do Juízo Final deve ser um terror para os inimigos de Deus, pois Deus é o Juiz de todas as coisas, e o “lago de fogo” é a sentença final de todo aquele que pratica a iniquidade do pecado.

Estar nas mãos de Deus, mostra que Deus é soberano, e é Ele quem determina o nosso destino, para o bem ou para o mal.

HORRÍVEL COISA É CAIR NAS MÃOS DE DEUS – HEBREUS 10.31

Deus julgará seu povo discriminado entre aqueles que, verdadeiramente são Dele e os apóstatas, conforme descrito em Deut. 32.35-36 e I Pedro 4.17. O Apóstolo Paulo escreve para advertir e prevenir o povo que vive deliberadamente em pecado, Heb.10.26, deixando sem efeito o sacrifício de Jesus Cristo, visto que tudo o que fizermos sem arrependimento leva-nos a expectativa do Juízo de Deus sobre nós, pois todos estaremos nas mãos de Deus, e prestaremos conta individual diante de Deus, e Deus através de Cristo retribuirá a cada um segundo o seu procedimento. Rom. 2.6, Mat. 16.27, Apoc. 22.12. Portanto todos estão nas mãos de Deus e Dele receberemos a recompensa, e para os ímpios “horrenda coisa é estar nas mãos de Deus”, pois Dele receberão a condenação.

CONCLUSÃO:

O propósito do Ensino Bíblico sobre o inferno é fazer-nos aceitar a gratidão de Deus em Cristo, que nos livra da punição do pecado, pois Deus não tem prazer na morte do ímpio. (Ez. 33.11).

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 21 de novembro de 2020

A P O C A L I P S E / O MILÊNIO - PARTE 1

 JULGAMENTO FINAL – Apocalipse 20:1-6

Satanás é amarrado por mil anos. Os fiéis reinam com Cristo

Apocalipse 20:1-3 E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.

Pela morte na cruz e ressurreição, Jesus conquistou a vitória sobre o mal (Dragão), que já não tem mais plena liberdade para agir. A ação do Dragão será passageira e fraca (pouco tempo). O povo de Deus participa da realeza de Jesus e do seu julgamento.

 Apocalipse 20:4-6 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.

O plural “TRONOS”é usado somente quatro vezes em apocalipse (4:4, 11:16), e aqueles sentados são os 24 anciãos (a quem foi dado o poder de julgar) como representantes da igreja no céu e na terra. As “Almas daqueles que foram degolados” simboliza todos os mártires (os mortos da época do V.T, os santos mortos da igreja, e aqueles que foram martirizados por seu testemunho durante a grande tribulação. Eles não sofrerão a segunda morte, pois deram suas vidas, e não recusaram a salvação em Cristo.

O    J U Í Z O    F I N A L

A certeza do Juízo Final é o contexto da graça salvática do Novo Testamento, “ I Tess.1.10”. No “dia da ira” e da revelação do Justo Juízo Divino, conforme descrito em “João 3.16-18 e Romanos 5.8-9”. Por toda a parte das escrituras, a indignação e a ira de Deus são judiciais, e isto aponta o Santo Criador como ativo Juiz do pecado e que, Jesus completará a obra de Seu Reino e mediador em nome do Pai. Mat.13.40-43; 25.41,34; Jo 5.22-24; II Tim.4.1.

Quando Cristo voltar e a história for completa, todas as pessoas de todos os tempos ressurgirão para o “julgamento divino”, e tomarão  seu lugar diante do Trono de Cristo. Este acontecimento supera a imaginação humana.  Mas a imaginação humana não é a medida daquilo que Deus fará.  No “dia do juízo” cada pessoa prestará conta individual diante de Deus, através de Cristo, e Cristo retribuíra a cada um segundo o seu procedimento. Rom. 2.6-7; Salmo 62.12, Mat. 16.27. Os regenerados que, como servos de Cristo aprenderam a amar, e desejam a glória do céu, serão reconhecidos a base do mérito de Cristo a seu favor, e serão recompensados com a justiça que buscam. Os demais seguirão o destino apropriado pelo modo ímpio de vida que escolheram um lugar para o qual irão com base no seu próprio demérito. Rom. 2.8-12.

Haverá juízo para aqueles que professam pertencer a Cristo, ao exame de suas palavras e de suas obras, Mat. 12.36-37, os quais mostrarão então, se suas palavras são palavras de fé e fruto de um coração puro, ou se falam hipocrisia e mentira. Mat. 12.33, 7.21-23. Tudo será desmascarado no dia do juízo, e cada um receberá o que lhe pertence. Deus é justiça e trará todos à sua justiça, portanto um julgamento justo. I Cor. 4.5.

Não há justiça sem julgamento, contudo, Deus anunciou o “dia do juízo” em tempo hábil, e tem ordenando a cada um que se arrependa e ame a vida ao invés da morte. Det. 30.19 e Lucas 13.24.