quinta-feira, 8 de agosto de 2019

A P O C A L I P S E / TERCEIRA PARTE - A FIGURA DO FALSO PROFETA - Ap. 13:11-18


Parte 2 – A BESTA QUE EMERGE DA TERRA – Ap. 13: 11-18
Apocalipse 13: 11-18 - A BESTA DA TERRA – O FALSO PROFETA

Esta besta tem dois chifres, parecendo cordeiro. O Cordeiro em Apocalipse, é símbolo de Cristo. A besta da terra se faz parecer com Cristo.
Fala como o dragão – Embora a besta se pareça com Cristo, ela tem a mensagem ou a fala do diabo, porque obedece ao diabo.
Ela faz os homens adorarem a primeira besta – a do mar – e faz sinais (milagres). Ela confunde os homens com a sua aparência e os leva a adorar a primeira besta, a que tem poderes terrenos, em lugar de adorarem a Deus. Esta besta usa elementos religiosos para fazer a sua ação política ter a aparência religiosa.
A besta da terra é de caráter religioso, espiritual.
A marca 666:
Não há certeza sobre o que este número indica. Não são recomendáveis as tentativas de chegar ao nome da pessoa que o número possa representar, através de sistemas criptográficos (cálculo do valor das letras). Dependendo da língua (hebraico, grego, alemão, português, etc.), o valor de cada letra indicará nomes diferentes, que nada têm a ver com o assunto.
O que se sabe é que este é o número de homem. O homem foi criado no sexto dia. Mas, porque é 3 vezes 6 (666)? Talvez para reforçar a oposição à Trindade Divina. O número 666 indicaria a Trindade do mal: Dragão, besta do mar e besta da terra. Nos capítulos 17 e 18 de Apocalipse, há uma referência a esta besta, descrevendo-a como pior do que a outra, e que domina a outra.
Está claro que se trata de uma força espiritual falsa, um falso cristianismo. É o ANTICRISTO.
O mais provável é que não se trate de uma pessoa apenas, mas de todas as pessoas que constituem o poder, ou os poderes que negam, que combatem, que enganam, que falsificam a verdade do Evangelho através da história, servindo-se de aparência cristã mas para o engano.

O FALSO PROFETA
O falso profeta é identificado como a “besta de dois chifres”, isto quer dizer que de alguma forma ele será um ministro da “besta de sete chifres”, um subalterno do anticristo. O falso profeta será manso como um cordeiro e feroz como um lobo pois terá o poder da primeira besta, ou seja, terá autonomia em nome do anticristo, ele encantará os povos com seus prodígios e cura e com engano fará com que as pessoas adorem ao anticristo como se fosse Deus. Esse falso profeta e ministro do anticristo provavelmente será uma pessoa religiosa e conhecida mundialmente, e quem apresentará o anticristo, o novo governante para a humanidade o qual solucionará todos os problemas e conflitos que assolam a terra. Com o aumento da criminalidade, da corrupção, da desordem, do desemprego, o mundo está em busca de solução e um sistema político-religioso que possa trazer tranquilidade e harmonia a humanidade onde os ricos, pobres, livres, servos tenham total sobrevivência e solução de seus problemas.

Apocalipse 13:11 – Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.
Vi ainda outra besta emergir da terra: Lembramos que o dragão estava na praia esperando os seus aliados (12:17). De um lado (o mar) apareceu a primeira besta. Do outro lado (a terra) aparece a segunda. Estas bestas não vêm de cima; não foram enviadas por Deus. Vêm dos homens, do mar (sociedade) e da terra (mundo dos homens). Especificamente, este poder se levanta daqueles que absorveram as mentiras da boca do dragão (12:16).
Alguns sugerem que a terra, aqui, seja a Palestina, pois a palavra terra frequentemente se refere ao território ocupado pelos israelitas. Como em outros casos de dúvida sobre o significado de palavras, devemos começar com exemplos no próprio Apocalipse, e depois olhar para outros livros da Bíblia. Em diversos exemplos no Apocalipse, a palavra terra significa o mundo todo ou os homens ímpios: Jesus é “o Soberano dos reis da terra” (1:5). A provação viria “sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (3:10). Quando o sexto selo foi aberto, as estrelas caíram do céu à terra, e os reis e povos tentaram se esconder (6:13-15). O Pai e Filho recebem louvor de todas as criaturas do mundo (5:13). Deus criou o céu e a terra (14:7). Os reis da terra se prostituíram com a grande meretriz, e ela dominava sobre eles (17:2,18; 18:3,9,23). Os reis e exércitos da terra apoiam a besta do mar (19:19). Satanás seduz as nações da terra (20:7-8). As nações e os reis da terra glorificam o Senhor (21:24). Veja, também, 5:3,6,10; 6:10; 7:1-3.
Em outros livros da Bíblia, a palavra “terra” se refere, muitas vezes, à terra da Palestina (Números 32:11; Deuteronômio 32:47; Josué 1:15; 2 Crônicas 8:8; etc.). Muitas outras vezes, porém, refere-se ao mundo em termos mais gerais (Daniel 8:5; Atos 3:25; 4:24; 17:24,26; Romanos 9:17; Colossenses 1:16,20; 3:2; Hebreus 1:10; 2 Pedro 3:5).
Nossa interpretação da origem da segunda besta precisa concordar com a mensagem do livro, também. O Apocalipse foi escrito principalmente para os cristãos na Ásia, não para habitantes da Palestina, portanto se refere ao mundo todo, assim como as igrejas descritas neste livro.
Já notamos o significado da profecia de Daniel 7, que fala de grandes impérios que se levantariam. Os animais subiram do mar (a sociedade humana), e representaram os impérios da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. No mesmo capítulo, ele diz que os grandes animais “são quatro reis que se levantarão da terra” (Daniel 7:17). Os grandes impérios representados nesta profecia não se levantaram da terra da Palestina, e sim do mundo, das nações. Obviamente, o sentido é o mesmo quando chegamos à profecia ampliada no Apocalipse. A segunda besta de Apocalipse 13 vem do mundo, e serve ao dragão.
Possuía dois chifres, parecendo cordeiro: Esta besta não é nada igual, em aparência, à primeira. A besta do mar é assustadora, com sete cabeças, dez chifres e características de leão, urso, leopardo, etc. A besta da terra tem a aparência de inocência e mansidão; parece um cordeiro.
Mas falava como dragão: Aparências enganam. Esta besta não é um cordeirinho inocente. As suas palavras vêm do próprio dragão, o sedutor dos homens. Apesar de sua aparência inofensiva, esta besta tem o mesmo alvo que o dragão tem. Ambos querem destruir os homens.

Apocalipse 13:12 – Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.
Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença: A besta da terra pode ter aparência menos assustadora, mas ela tem o mesmo poder da besta do mar. Ela domina com a autoridade de reis. Tem poder até para tirar a vida daqueles que não a obedecem e não se submetem à autoridade da besta.
Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta: A função da segunda besta é induzir os homens à adoração à autoridade imperial. Ela promove o culto imperial, obrigando as pessoas a adorarem o anticristo. Assim entendemos que a primeira besta representa o poder de um governo militar, e a segunda representa a sua autoridade religiosa de promover a idolatria oficial. Por isso, a besta da terra é conhecida, também, como o falso profeta (16:13; 19:20; 20:10).
Cuja ferida mortal fora curada: Novamente, ele menciona a ferida mortal curada. A força perseguidora foi ferida mortalmente, mas voltou. Veremos no capítulo 17 que isso se refere a um rei morto, seguido um tempo depois por outro que continuava a sua política de perseguição aos fiéis.

Apocalipse 13:13 – Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.
Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens: Paulo falou do homem da iniquidade, que demonstraria poder “segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira” (2 Tessalonicenses 2:9-12).

Apocalipse 13:14 – Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu;
Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta: O dragão é enganador, e seus aliados, também. No Egito, os magos imitaram os sinais de Moisés para enganar o Faraó e o povo, para que estes continuassem resistindo à verdade (Êxodo 7:11-13,22-23; 8:7). Devemos lembrar que o poder de Deus e da sua verdade é sempre superior ao poder enganador do Maligno e dos seus servos. O Senhor se identificou a Israel como o Deus que desfaz “os sinais dos profetizadores de mentiras” e que confirma a palavra e o conselho de seus mensageiros (Isaías 44:25-26). Assim, o poder dos magos egípcios não foi igual ao poder dos servos de Deus (Êxodo 8:18-19). O dedo de Deus é maior do que a mão do diabo!
Mas aqueles que não amam a verdade são facilmente seduzidos pela besta, e aceitam suas mentiras. O trabalho desta segunda besta seria de convencer as pessoas a participarem da falsa religião. Obviamente, o verdadeiro cristão não aceitará tal atitude idólatra, e sofrerá as consequências de sua desobediência.
Dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta: Os que habitam no céu jamais fariam uma imagem à besta. Imagens feitas para adoração foram proibidas na Antiga Aliança (Êxodo 20:3-5) e foram sempre tratadas como abominações diante de Deus (Deuteronômio 7:25). Observamos que tais imagens não foram somente proibidas aos israelitas. As imagens idólatras dos povos pagãos foram, igualmente, detestáveis para o Deus verdadeiro (Isaías 21:9; Jeremias 51:47,52; Ezequiel 30:13,19). Deus não aceitou a conduta dos israelitas que fizeram imagens como objetos de louvor no deserto ou depois de chegar à terra prometida, e claramente não aceitaria tal prática dos cristãos. A tolerância de pessoas na igreja da Ásia que apoiavam estas práticas foi motivo de fortes repreensões (2:14,20). É impossível “ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10:21).
A besta da terra promoverá a idolatria oficial, incentivando as pessoas a fazerem uma imagem idólatra para a honrar o anticristo. Como já observamos, a idolatria está cada vez mais forte, especialmente a partir das últimas décadas do primeiro século. Àquela que, ferida à espada, sobreviveu: Já passou uma onda de perseguição, mas virá outra (2:10) e aqueles que ficarem na tribulação tem que estar preparados para as perseguições vindouras.

Apocalipse 13:15 – e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.
E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta: A besta da terra, o falso profeta, não deu vida à besta, mas transmitiu uma aparência de vida e poder. Até hoje, falsos profetas usam falsos milagres para enganar seus seguidores. Muitas pessoas acham fascinante a possibilidade de algum sinal. Simão enganava os samaritanos (Atos 8:9-11). Muitos dos efésios praticavam artes mágicas (Atos 19:18-19). Não nos surpreende muitos falsos profetas nos dias de hoje usariam tais meios para iludir o povo e engrandecer os seus falsos deuses, ou até mesmo nos enganar diante de Deus, induzindo-nos a caminhos errantes da Palavra de Deus.

Apocalipse 13:16 – A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte,
A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos: A autoridade da besta da terra é abrangente. Ela exercerá poder sobre todas as classes, dos mais poderosos cidadãos até os pobres e os escravos.
Faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte: Ouvimos, hoje em dia, muitas especulações e acirrados debates sobre a marca da besta. Pessoas falam de códigos de barras, de tatuagens, de implantação de microchips, etc., dizendo que tais coisas são a marca da besta mas, devemos lembrar que a marca selando os fiéis era uma maneira simbólica de dizer que eles pertenciam ao Senhor. Da mesma maneira, a marca da besta é uma forma simbólica de dizer que os ímpios foram identificados como servos de seu senhor, a besta da terra, o anticristo.
Apocalipse 13:17 – para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.

Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca: Os que são selados por Deus (Efésios 1:13) recebem as bênçãos dadas pelo Senhor. Os que foram selados pela besta recebem os benefícios oferecidos pelo governo, especificamente, privilégios econômicos. Podemos entender este problema com uma ilustração prática. Segundo as leis atuais do Brasil, o cidadão que não comprova a sua participação nas eleições perde certos privilégios, entre eles alguns direitos econômicos. É possível que o governo do anticristo poderá exigir algum tipo de comprovante de participação nos sacrifícios aos ídolos oficiais para os cidadãos manterem ou adquirirem determinados privilégios econômicos. Sabemos, também, de associações ou sindicatos profissionais ligados à idolatria (Fatos semelhante a carta à igreja em Tiatira – 2:18). Os cristãos fiéis, obviamente, seriam discriminados por não cederem a tais exigências. O nome da besta: Os selados de Deus recebem a marca do “nome de seu Pai” (14:1). Os servos da besta recebem uma marca do nome dela. Ou o número do seu nome: O nome pode ser comunicado por meio de um número que representa a besta.

Apocalipse 13:18 – Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.
Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta: Apesar de qualquer dificuldade que tenhamos em compreender este símbolo, Deus o revelou para comunicar uma mensagem aos leitores originais do Apocalipse. Mais uma vez, devemos lembrar que este livro é uma revelação, não um mistério oculto. O número da besta pôde ser calculado ou decifrado para que o leitor entendesse o sentido. Este comentário sugere que os primeiros leitores teriam condições de compreender a mensagem.
Pois é número de homem: A explicação pode ser tão simples, e assim não estaria falando de um determinado homem. O número pode simplesmente representar o homem em termos gerais, sem tentar identificar uma pessoa específica. Da mesma maneira que a besta surge da terra, recebe sua força da sociedade ímpia, esta figura estaria frisando o fato deste inimigo ser de origem humana.
Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis: A explicação mais simples, e que se enquadra bem com o comentário acima sobre o número de homem, é de entender que sete é o número da perfeição divina, e seis seria o número da imperfeição e do fracasso humano. Desta maneira, 666 enfatizaria a qualidade humana e imperfeita da besta. Pode ser um inimigo violento, um terrível enganador, um assassino dos cristãos, mas seu poder não passa de poder humano. Antes de ficarem aterrorizados pela besta da terra, ou até pela besta do mar (“Quem é semelhante à besta?” – 13:4), os fiéis devem lembrar de Miguel (Quem é semelhante a Deus? – 12:7). A besta fracassará!
Devemos observar, porém, uma outra maneira de explicar o número da besta. Desde o segundo século a.C., diversos autores têm baseado suas interpretações deste número num sistema de cálculo, usado especialmente pelos judeus da época, chamado gematria, no qual cada letra recebe um valor numérico. Como se pode imaginar, as possibilidades são várias, e diversos valores atribuídos às letras podem ser manipulados para aplicar este método aos nomes de diversas personagens históricas ou atuais. Pode encontrar explicações de como chegar a nomes como George W. Bush (eleito presidente dos EUA em 2000 e 2004), Al Gore (vice presidente dos EUA de 1993 a 2001), Príncipe Charles (da Grã Bretanha), Saddam (Hussein, ex-ditador de Iraque), Hitler (ditador alemão durante a segunda guerra mundial) e até Barney, o dinossauro de um programa infantil na televisão! Tem tantas línguas (alguns até usam “línguas” de computadores, como código ASCII) e tantas maneiras de fazer os cálculos que parece que alguém poderia tornar praticamente qualquer nome em 666! Mas, isso não nega a possibilidade de alguma interpretação relevante à mensagem do Apocalipse.
Uma outra sugestão, também baseada na gematria, envolve a tradução do nome de Nero César do grego ao hebraico, depois aplicando o sistema de gematria. Desta maneira, chega ao número 666. (Mas, se fizer a mesma coisa com o nome grego dele, o cálculo daria 1.005!) Se o número for de Nero, poderia se relacionar a um mito da época relatado por alguns historiadores. Depois da morte de Nero, correram rumores durante décadas de que ele estava voltando. Historiadores como Tácito e Suetônio se referem a estas ideias de que Nero ressurgiria de algum modo. Isto é muito semelhante às tendências modernas de pensar que qualquer mau ditador seja um outro Adolfo Hitler.
Entendendo o número 666 como o fracasso do poder humano, em termos gerais, ou como a identificação de um líder com as características de Nero, ainda chegamos ao mesmo ponto importante. A besta tem poder humano, e mais nada. Não merece adoração. Não deve ser honrada como Deus. Não pode fazer nada que o homem não seja capaz de fazer. Colocando este poder ao lado do poder daquele que segura sete estrelas na mão direita, como discípulos de Cristo não precisamos teme-lo!

PREPARANDO O TERRENO
Antes do período de sete anos da tribulação haverá um sistema universal político e religioso que ajudará o mundo a se preparar para receber o anticristo. Um dos tópicos para essa preparação é a unificação dos povos “política”, das raças “preconceitos”, e da língua “educação”. Estamos caminhando para este acontecimento brevemente, pois já podemos notar algumas nações se unindo com um mesmo objetivo em comum como o Mercado Comum Europeu, MERCOSUL, OTAN União dos Países Petroleiros, como também a moeda única na Europa através do EURO. Estes são alguns exemplos para a formação dos “dez chifres da cabeça da besta”, países ou conjunto de nações que apoiarão na formação do Império do Anticristo. Estes “dez chifres” se refere à confederação de dez nações que terão sete líderes que formarão uma aliança com o anticristo (Ap.13:1, Dn.7:8, 23-24).
Outro tópico importante para se analisar é a grande apostasia que pode levar o mundo a um único sistema religioso. As religiões se unificarão onde tudo será comum como a astrologia, búzios, cartomancia, mágicas videntes, curandeirismo e muitas falsas ideologias lideradas por influência de grandes nomes religiosos que apoiarão o falso profeta. Este falso profeta será as relações públicas do anticristo, será o sócio do grande ditador, o elo de ligação entre as nações e o anticristo. O falso profeta terá que ser uma pessoa mundialmente conhecida pois é quem apresentará o anticristo para o mundo, por este motivo algumas teorias relacionam estes fatos a um “papa romano”, pois além de ser da cidade de Roma, é conhecido mundialmente e exerce grande influência religiosa no mundo todo. (Ap.13:12-14, 17:3-4,9,18, 13:13-15).
Com a união do Sistema Político e Religioso, o anticristo enganará as nações com promessas de uma nova era de paz, prosperidade e conseguirá fazer com que todos o idolatre ao ponto de chama-lo de Deus (II Tess.2). Ele acabará com a guerra, com a fome, com a miséria tornando o mundo num novo sistema de uma nova vida onde as pessoas terão tudo em comum “comunismo”.  Com a situação em que o mundo se encontra hoje, em colapso na economia, na saúde, na educação, na política, com miséria extrema, empobrecimento, desemprego, aumento na criminalidade, atentados, sequestros, um mundo onde tudo está se tornando um caos, as pessoas buscam e almejam alguém que possa trazer soluções para todos estes problemas. A tecnologia e o crescimento cada vez maiores da humanidade farão com que cada vez mais o mundo se torne numa máquina mortífera de desocupados levando o povo a conclamar qualquer “Cesar” que consiga trazer paz, harmonia e unidade entre os todos os povos.
Apocalipse 13:11 Então vi outra besta que saía da terra, com dois chifres como cordeiro, mas que falava como dragão.
Apocalipse 13:12 Exercia toda a autoridade da primeira besta, em nome dela, e fazia a terra e seus habitantes adorarem a primeira besta, cujo ferimento mortal havia sido curado.
Apocalipse 13:13 E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens.
Apocalipse 13:14 Por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes da terra. Ordenou-lhes que fizessem uma imagem em honra à besta que fora ferida pela espada e contudo revivera.

 A Marca da Besta
Entendo que o apóstolo João está escrevendo para as igrejas de um modo geral que compreende a todos os períodos e épocas, desde a ascensão de Jesus até nossos dias, e não sobre um momento específico no tempo, isolado. Precisamos analisar Apocalipse 13:18 de maneira mais abrangente.
A princípio, é preciso notar que a expressão “marca”, é vista diversas vezes neste livro (13:18; 19:20; 20:4. 14:11).
Quem tem a marca da besta é um de seus adoradores (Apocalipse 14:11). Ou seja, é alguém que lhe serve voluntariamente e com prazer. Quem possui a marca se opõe a Deus, Sua Palavra e Seu povo de maneira intencional.
Eles se destacam porque tem a marca na mão direita e na testa, na bíblia, isto significa amizade e comunhão (Gálatas 2:9). Ou seja, a marca na mão mostra que o adorador da besta é seu cooperador, tem prazer em ajudar na sua causa e de ser oposição a verdade de Deus.
Já o sinal da testa, revela que seus seguidores são influenciados por sua filosofia e forma de pensar. São adeptos de todo ensino que se opõe a Deus e Sua vontade revelada nas Escrituras.
Podemos supor, que assim como os santos recebem uma marca invisível na mão e na testa com os nomes de Deus Pai e do Cordeiro Jesus, provavelmente a marca da besta seja da mesma maneira.
Dessa forma, a marca é uma referência clara a um sistema devoção ao que se opõe a Deus, ao invés de um sinal visível no corpo.
João ainda nos diz, que quem não tiver esta marca será incapaz de comprar e vender, qualquer coisa. Analisando de forma podemos concluir que poderá haver alguma forma de serem reconhecidos os adoradores e os que não adoram a besta e por não se devotarem ao paganismo e a idolatria serão severamente perseguidos.  Perseguição esta lhes farão viver em extrema pobreza, pois ninguém irá contrata-los para o trabalho, nem comprar suas mercadorias. Percebemos em nossos dias fatos como estes acontecendo, de igrejas sendo perseguidas em lugares do Oriente Médio e da África, e muitos dos nossos irmãos vivendo em situação semelhante.
A Bíblia descreve o anticristo como o número 666, porque? Sabemos que Deus fez o mundo em 7 dias e criou o homem no sexto dia (Gn.1:27-31, 2:1-3). O número sete tem o significado de (perfeição, completo, totalidade), enquanto que o número seis significa (imperfeição). O homem que Deus havia criado no Éden se tornou imperfeito após o pecado (Gn.6:5-7). Outro fato para se analisar é que se colocarmos o número 6 em sequência três vezes vamos formar uma trindade imperfeita (666), isto que dizer teremos uma trindade demoníaca, formada pelo (dragão, a besta do mar e a besta da terra) ou seja satanás, o anticristo e o falso profeta imitando a trindade perfeita divina (777) Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Concluímos que o número 666 é o símbolo do homem recaído fazendo de si mesmo um deus (Dn.12:7-8).
Também a uma provável conclusão de que com o avanço da tecnologia da informática, da mecânica, industrial, econômica e até mesmo com a evolução da inteligência dos seres humanos, o mundo estará a caminho de uma modernidade que com a criação de um chip implantado sob a pele poderá ser adotado um sistema eletrônico, ou então um visor eletrônico pela Íris dos olho humano, os quais substituirão toda a modernidade dos dias de hoje como cartão bancário,  cartão de crédito, dinheiro, e até mesmo documentos pessoais que facilitarão na identificação de qualquer cidadão, seja ele quem for. Tudo isso nos leva a crer que daqui a pouco tem todos os povos poderão estar sob o domínio do anticristo, isto é, sobre todos aqueles que ficarem no período da tribulação.






segunda-feira, 22 de julho de 2019

A P O C A L I P S E / TERCEIRA PARTE - A FIGURA DO ANTICRISTO - Ap.13:1-10


CAPÍTULO 13 - A FIGURA DO ANTICRISTO E DO FALSO PROFETA
PARTE 1 – APOCALIPSE 13:1-10 – A BESTA QUE EMERGE DO MAR

O DRAGÃO
O estudo deste capítulo do Livro de Apocalipse, deve começar com uma referência a Apocalipse 12. O capítulo 12 fala do dragão. Dragão é o diabo. No último versículo deste capítulo diz que o dragão se põe de pé sobre a areia do mar. A areia do mar, neste caso, a praia, é uma estreita faixa compreendida entre o mar e a terra. E é precisamente do mar e da terra, entre os quais está o dragão, que surgem as duas bestas referidas deste capítulo 13.
Por conseguinte, é preciso termos em mente que, em Apocalipse, o dragão sempre é o diabo, e as bestas são sempre outros poderes dos quais o dragão se serve, ou através de os quais o dragão age.
 A relação entre Apocalipse 13 e Apocalipse 12 é estreita e fica ainda mais clara na palavra “dragão”. Satanás surge como dragão e é figura chave nos dois capítulos. No 12, ele persegue a Igreja, no 13 seus líderes são revelados. O Anticristo é descrito como a besta que surge do mar e revela a força do exército do Diabo, e o falso profeta como a que surge da terra é o poder do mal para influenciar e iludir. Portanto, aqui temos os propósitos de Satanás em sua batalha contra o povo de Deus. Seu desejo é tomar o lugar de Jesus, por isso várias de suas estratégias podem ser vistas como uma usurpação da revelação de Deus.

Apocalipse 13:1-10 A BESTA DO MAR O ANTICRISTO
Esta besta lembra Dn 7. Aí aparecem quatro bestas, das quais a quarta permanecerá até ao fim. Essas quatro bestas de Dn 7, seriam os seguintes poderes: 1 – da Babilônia; 2 – da Pérsia; 3 – da Alexandria, e 4 – de Roma. A besta de Apocalipse reúne as aparências das quatro bestas da profecia de Daniel. Isto quer dizer que ela reúne os poderes das quatro bestas descritas no Livro do profeta Daniel.
Essas características são:
10 chifres – Em Apocalipse, os chifres sempre são símbolos do poder terreno. Significa que esta besta tem poder na terra.
7 cabeças – Isto pode ser uma alusão aos sete montes sobre os quais a cidade de Roma foi construída. Ou, como dizem muitos, é uma alusão à falsidade da besta, pois o Nº 7 é o número simbólico da santidade de Deus. A besta quer fazer-se parecer com Deus.
Diademas – Os diademas indicam que a besta é investida de autoridade pelo dragão (Ap. 13.4).
Blasfêmias – As blasfêmias indicam a oposição a Deus. A besta se coloca em lugar de Deus exigindo ser adorada como se fosse o próprio Deus. Blasfêmia significa falar mal de Deus, e isto é mentir.
Parecida com leopardo – O leopardo é símbolo do império grego. O leopardo é rápido, veloz, conquistador, incansável.
Pés de urso – Os pés de urso representam o império persa, a sua força, a estabilidade e consolidação.
Boca de leão – A boca de leão representa a monarquia babilônica, os rugidos de blasfêmias, ameaças e matança.
Cabeça golpeada de morte, depois curada – Isto mostra que o poder da besta sucumbe, mas retorna novamente sob outra aparência. Os impérios antigos sucumbiram, mas em seu lugar apareceram outros: Babilônico, persa, nazismo, comunismo etc.)
A besta que vem do mar representa os poderes político/econômicos dos quais o diabo, que é o dragão, se serve, e através dos quais ele age, sem que esses poderes se deem conta de que estão servindo ao diabo. Através desses poderes e instituições, o diabo se impõe no mundo, e a maior parte dos homens o serve, enquanto somente os que estão inscritos (os cristãos) no Livro da Vida do Cordeiro, que é Cristo, não são dominados.

Apocalipse 13:1 – Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.
Vi emergir do mar: O mar, aqui, traz o mesmo significado de várias passagens do Velho Testamento. Ele representa as nações ou a sociedade humana. Em Salmo 65:7, o “rugir dos mares” é igual ao “tumulto das gentes”. Outras passagens usam a mesma linguagem: “Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas!” (Isaías 17:12). “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo” (Isaías 57:20). “...a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações virão a ter contigo” (Isaías 60:5). Jeremias falou do castigo da Babilônia, o poder imperial de sua época que dependia das nações que ela dominava: “Ó tu que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros! Chegou o teu fim, a medida da tua avareza” (Jeremias 51:13). Quando povos sujeitos se rebelaram contra o império, a Babilônia foi inundada pelo mar: “Como se tornou Babilônia objeto de espanto entre as nações! O mar é vindo sobre Babilônia, coberta está com o tumulto das suas ondas.... porque o SENHOR destrói Babilônia e faz perecer nela a sua grande voz; bramarão as ondas do inimigo como muitas águas, ouvir-se-á o tumulto da sua voz” (Jeremias 51:41-42,55). Esta besta surge do mar. Ela acha sua base de poder nas nações, na sociedade dos ímpios. Observe o contraste entre este servo do diabo que sobe do mar, e o anjo forte de Deus que desceu do céu e ficou em pé sobre a terra e o mar (10:1-2).
Esse entendimento é apoiado pelo trecho do Antigo Testamento mais importante na interpretação da besta do mar – Daniel 7. A visão de Daniel começa com esta descrição: “Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar” (Daniel 7:2-3). Precisamos observar que o mar, mais uma vez, representa as nações ou os povos, especialmente o mundo dos ímpios.
A besta que é o dragão (Satanás Ap.12:9) se coloca no meio da multidão (mar), e levanta um homem que será o anticristo (Ez.28:2, II Tess 2:9, Dn. 7:3,7 e Ap. 17:3,7), o qual terá o apoio de dez países, renascendo assim o Império Romano (Dn. 2:39-30, Ap. 17:17:12, Dn. 7:17-27, Ap. 17:15). Uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças. Podemos perceber a força ou o poder da besta nos chifres, e a sua inteligência ou astúcia nas cabeças. Nesta descrição, já notamos a semelhança da besta com o dragão (12:3). O poder desta besta depende do diabo, o Adversário do povo de Deus.
Sobre os chifres, dez diademas: O dragão tem diademas sobre as sete cabeças. A besta tem diademas sobre os chifres, que serão identificados como reis que reinariam com a besta por pouco tempo (17:12).
Sobre as cabeças, nomes de blasfêmia: A besta é inimiga de Deus e do povo do Senhor. Exalta-se contra Deus com arrogância, mostrando nomes de blasfêmia e irreverência. Como as cabeças serão identificadas como reis (17:9), entendemos a arrogância de reis que se exaltam contra Deus, até aceitando a adoração como deuses, algumas evidências que estes reis tenham características de imperadores romanos.
O perfil do anticristo será de um ditador tirano que unificará as nações abrangendo várias línguas, tanto politicamente quanto religiosamente. Ele terá em suas mãos o maior império já visto na terra. Será maior que o império babilônio representado pelo “leão”, maior que o império medo-persa representado pelo “urso”, maior que o império grego representado pelo “tigre”, portanto o anticristo será ágil como tigre, em agarrar a sua presa, será forte e poderoso como o urso e do tipo real como o leão, tendo total poder e domínio sobre todas as nações da terra. (Dn. 7:3-7, 11:21-24).

Apocalipse 13:2 – A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão: Esta descrição da besta do mar tem uma forte ligação, obviamente, com Daniel 7, uma visão que o profeta teve no sexto século a.C., perto do final do império babilônico. Como na profecia anterior relatada em Daniel 2, esta falou de quatro reinos. Três destes reinos são identificados por nome em Daniel (comparando capítulos 2, 7 e 8): 1. Babilônia, 2. Medo-Pérsia, 3. Grécia. O quarto reino não é chamado por seu nome, mas os outros detalhes das profecias e da história nos levam a conclusão de que seja 4.Roma.
Daniel viu quatro animais subirem do mar. Entre outras características, ele descreveu traços de 1. leão, 2. urso, 3. leopardo e 4. um animal diferente, terrível e feroz com 10 chifres. Os quatro animais se levantaram numa sucessão, representando os quatro impérios já citados.
Daniel e João talvez tenham visto os mesmos monstros, mas de pontos de vista bem diferentes. Quando João teve sua visão, a boa parte da mensagem de Daniel já havia sido cumprida. Os primeiros três reinos já haviam caído, e o quarto, Roma, dominava o mundo. Da perspectiva de João, uma única besta tinha características de todos os animais que Daniel viu mais de 600 anos antes. É como se o urso tivesse devorado o leão, assim incorporando alguns traços deste. Quando o leopardo devorou o urso, assumiu algumas características dos dois. Por último, o animal terrível e diferente devorou o leopardo, e passou a refletir algumas qualidades de todos os predecessores. Daniel viu os quatro animais como indivíduos. Ele disse que perderiam o seu domínio, mas que ainda viveriam por algum tempo (Daniel 7:12). João viu uma só besta com algumas características dos impérios anteriores. Continuam vivos porque fazem parte do quarto. Assim, João cita os mesmos animais do mais recente (o reino atual quando ele escreveu) ao mais antigo.
Daniel profetizou sobre os quatro reinos, mas enfatizou o estabelecimento do domínio do Senhor na época do quarto. Disse que o quarto reino, e especificamente o seu décimo rei, seria um reino blasfemador que perseguiria os santos “por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo”, antes da vitória total dos “santos do Altíssimo” (Daniel 7:23-27).
A mensagem de João nos próximos capítulos é uma atualização e ampliação da profecia de Daniel. Ele não precisa falar sobre os primeiros três reinos, pois já passaram. Ele escreveu aos santos que viviam na época do quarto animal, a besta do mar, o império romano. Os cristãos que receberam o Apocalipse veriam logo o décimo rei se levantar contra os fiéis. Eles precisavam do consolo de saber que a profecia de Daniel não havia falhado, e que a vitória final viria logo depois da angústia iminente.
E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade: Há uma ligação fundamental entre o poder do império romano e o diabo. O poder do grande e irreverente perseguidor na terra vem de Satanás. O governo romano se tornou um instrumento na mão do dragão quando este passa a pelejar com os descendentes da mulher (12:17), o povo de Israel. Nos aspectos espirituais de sua batalha, ele teve o apoio de seus gafanhotos e anjos. Na batalha terrestre, ele conta com o apoio do poder governante, o próprio império romano. Em qualquer situação, ele age na esfera limitada pelo domínio absoluto de Deus.

Apocalipse 13:3 – Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;
Vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada: As cabeças são reis (17:9). Um dos reis foi golpeado de morte. Este golpe mortal atinge a besta (13:12) e seu poder de perseguir e destruir os santos. Considerando as cabeças como reis da besta ou império perseguidor, a morte de uma cabeça seria o fim da perseguição daquele rei, talvez pela morte do próprio imperador. Quando surgir um outro rei perseguidor, seria como a cura da ferida da besta, veremos que cinco reis hão caíram, e que João escreveu antes de emergir um oitavo rei “que procede dos sete” (17:11). A força perseguidora diminuiu, temporariamente, mas ainda surgiria com grande intensidade, como se fosse a ressurreição da cabeça opressora.
E toda a terra se maravilhou, seguindo a besta: Demonstrações de poder ganham a admiração do mundo. As pessoas podem ser persuadidas pela autoridade de líderes, governos, etc., ou podem simplesmente seguir por intimidação, por causa do medo do poder dos dominadores. O poder de realmente ressuscitar os mortos pertence a Deus, não ao diabo. Mas, ele pode enganar pessoas “com todo poder, e sinais, e prodígios de mentira” (2 Tessalonicenses 2:9-10). Neste caso, não precisa ressuscitar uma pessoa; ele apenas dá nova vida à causa do governo maligno na perseguição dos santos. O mundo acha que a besta ganhará, e se maravilha. (11:7-13).
Apesar do anticristo como pessoa comum ser um homem derrotado e desacreditado, através de satanás se levantará e será tão poderoso ao ponto de ser adorado e idolatrado por muitos. (Dn. 11:21, 36-37, II Tess. 2:8-10).

Apocalipse 13:4 – e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?
E adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta: Para o mundo, demonstrações de poder são provas do favor de um deus e, por isso, motivos para louvá-lo (Juízes 16:23-24). Qualquer vitória pode ser interpretada como evidência da impotência do “deus” do inimigo (Isaías 36:18-20). A besta recebeu seu poder do dragão, até dando nova vida ao poder perseguidor. O mundo admira tal poder e adora o dragão. Também adoraram a besta: A própria besta, o governo romano, recebe a adoração do povo. Quem é semelhante à besta?: Que blasfêmia! O salmista disse ao Senhor: “Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus. Grandes coisas têm feito, ó Deus; quem é semelhante a ti?” (Salmo 71:19). São palavras de exaltação devidamente oferecidas a Deus. Mas as mesmas palavras, aplicadas à besta, são blasfêmia inegável.
O contraste nos conflitos no Apocalipse é claro. Na batalha no céu, o exército dos fiéis é liderado por Miguel, cujo nome quer dizer “Quem é semelhante a Deus?” (12:7). Mas os povos do mundo, tão impressionados com o poder imperial, negam o poder de Deus e perguntam: “Quem é semelhante à besta?”.

Apocalipse 13:5 – Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses;
Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias: Novamente, o texto mostra a arrogância da besta. Ela tem nomes de blasfêmia nas cabeças (13:1) e recebe a adoração dos povos (13:4). Aqui, ela tem condições de se exaltar e de falar blasfêmias. E autoridade para agir quarenta e dois meses: A imagem da besta é assustadora. O poder dela é tão grande que a terra toda vai atrás, dando-lhe honra. O mundo pode ser enganado, mas os leitores do Apocalipse sabem que o poder dela é limitado pelo mesmo Senhor que já venceu o dragão. Ela terá autoridade para agir por um tempo limitado (42 meses – Ap. 11:2).

Apocalipse 13:6 – e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu.
E abriu a boca em blasfêmias contra Deus: A ousadia da besta não tem limites. Ela abre a boca para falar contra o próprio Senhor. Para lhe difamar o nome: O nome representa a pessoa. (Atos 4:12; 13:23). Difamar o nome de Deus é atacar o próprio Senhor. E difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu: Difama, também, o povo de Deus. O tabernáculo aqui não é uma estrutura material (nem o tabernáculo, nem o templo). É o povo de Deus, os que habitam no céu.

Apocalipse 13:7 – Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação;
Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse: Já tivemos uma previsão disso no vislumbre do trabalho da besta em 11:7. A besta luta contra os santos e é vitoriosa. Da mesma maneira que o capítulo 11 nos avisou do ataque e até da vitória da besta, o mesmo capítulo nos assegura que a história não termina aqui. A besta vence . . . por enquanto!
Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação: Como sempre, a autoridade do diabo e dos seus servos é limitada pelo poder superior de Deus. A besta recebeu permissão para dominar os povos ímpios. Mas a autoridade da besta, como a do próprio dragão, é definida pelo Soberano Deus (Daniel 4:32).

Apocalipse 13:8 – e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra: Quando a besta matou as duas testemunhas, os povos fizeram sua festa de vitória (11:7-10). Aqui ela se pôs contra Deus e contra o povo do Senhor, e o mundo dá louvor à besta. Aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida: Como observamos acima, os habitantes da terra, aqui, são os ímpios. O contraste entre esta categoria e “os que habitam no céu” é evidente. Do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo: A besta pode exercer autoridade sobre tribos, povos e nações. Ela pode ser adorada pelos ímpios. Pode pelejar contra os santos e os vencer. Mas o Livro da Vida está no poder do Cordeiro. Como foi frisado na visão das duas testemunhas no intervalo no capítulo 11, o poder do diabo e de seus aliados não vai além da morte. Podem pelejar, vencer e matar. Mas o Livro da Vida e o poder para garantir a ressurreição e a vida eterna pertencem exclusivamente ao Senhor. O Cordeiro tira pecados e salva os fiéis das consequências do pecado. Ele foi morto, conforme o plano eterno de Deus (Efésios 1:3-8), para a salvação dos homens. Ele foi morto, mas está vivo (1:18; 5:6). Mostrou seu poder sobre a morte e garante a vida eterna aos santos fiéis.

Apocalipse 13:9 – Se alguém tem ouvidos, ouça.
Se alguém tem ouvidos, ouça: Preste atenção. É importante! Esta frase aparece oito vezes no livro – em cada uma das cartas às sete igrejas e aqui. Sempre tem o propósito de chamar atenção à mensagem do Senhor, e incentivar os ouvintes a tomarem a decisão certa em resposta à palavra. O versículo que segue contém uma mensagem que oferece consolo para os santos, conforme a conduta deles. É importante prestar atenção.

Apocalipse 13:10 – Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.
Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada: Há diversas interpretações deste versículo, mas parece mais provável que o Senhor esteja falando aqui sobre os perseguidores – aqueles que prendem ou até matam os santos. Entendido desta maneira, seria uma promessa de vingança contra os opressores. Aqueles que levam os outros ao cativeiro ou que usam a espada para matar, sofrerão os mesmos castigos. Quando a besta se levantou no capítulo 11 para matar as duas testemunhas, a sua vitória durou pouco tempo e a cena se encerra com o sofrimento dos inimigos que se regozijavam com a morte dos servos fiéis. Aqui, também, a besta se levanta para pelejar contra os santos, e conta com a ajuda dos ímpios. Mas quem participar desta perseguição, prendendo e matando os santos, enfrentará a vingança justa.
Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos: A promessa da justiça divina traz conforto aos fiéis. Em termos gerais, os fiéis são perturbados pela injustiça do mundo, e aguardam o dia de acerto quando a justiça de Deus prevalecerá. Assim Ló achou livramento na destruição de Sodoma (2 Pedro 2:7), e as águas do dilúvio serviam de instrumento de salvação para Noé (1 Pedro 3:20). Homens justos, no Velho Testamento, pediam a justiça de Deus sobre os ímpios: “Até quando, SENHOR, ficarás olhando? Livra-me a alma das violências deles...” (Salmo 35:17); “Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso, blasfemará o inimigo incessantemente o teu nome?” (Salmo 74:10); “Até quando, SENHOR, os perversos, até quando exultarão os perversos? ... Esmagam o teu povo, SENHOR, e oprimem a tua herança” (Salmo 94:3-5); “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?” (Habacuque 1:2). Veja outros exemplos em Salmos 6:3-8,10; 13:1-6. Esta mesma preocupação estava nas mentes dos servos de Deus no Apocalipse: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (6:10). As promessas no Apocalipse de sofrimento por tempo limitado seguido por vitória total servem para confortar os santos e ajudá-los a perseverarem. A besta emergirá do mar, mas a vitória é dos servos do Senhor.

Conclusão
O diabo não desiste. Depois da série de derrotas no capítulo 12, ele esperou na praia para a chegada da besta do mar, um dos aliados dele. Quando ouviram a descrição da besta do mar, os conhecedores do Velho Testamento perceberiam a gravidade de sua situação. O dragão conta com o apoio de uma besta que junta toda a maldade e ferocidade dos impérios dos últimos seis séculos! O mundo pode ser enganado, achando a besta invencível e incomparável. Mas os fiéis sabem que ela não se compara a Deus, e acham consolo na confiança da vitória final sobre a besta, sobre o dragão e sobre quaisquer outros aliados deles. “Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.”
Durante os primeiros 3¹/² (três anos e meio) da tribulação, em sua primeira metade o anticristo consertará o mundo acabando com a fome, com as guerras, e com isto trará a união entre os países, criando um novo sistema onde as pessoas terão tudo em comum “comunismo”. Fará também prodígios e cura que enganará a muitos e até mesmo os escolhidos do Senhor. (Jr.6:14, Dn. 11:22,38; 9:27). Após estes primeiros 42 meses ou seja 3¹/²anos, o anticristo tomará Jerusalém e quebrará seu conserto com o povo judeu, tomará o trono de Israel em Jerusalém e se declarará Deus (Mt.24:15-16, Isaías 28:15-18, Ap.12:6,14; Dn. 7:8,25, Dn.7:21). Ele profanará contra Deus fazendo de Jerusalém a sua sede de governo exercendo seu poder sobre os santos (cristãos da tribulação), perseguindo-os e matando-os (Jr.15:2), e muitos não resistirão a tal perseguição que se entregarão adorando-o e seu fim será de total destruição juntamente com o anticristo (Ap. 19:20-22).

terça-feira, 11 de junho de 2019

A P O C A L I P S E / TERCEIRA PARTE - A SÉTIMA TROMBETA - CAP.11:15-19


PARTE 3 – O DOMÍNIO DO ANTICRISTO

A SÉTIMA TROMBETA (APOCALIPSE 11:14-19)
Chegamos à sétima trombeta com grandes expectativas. As primeiras seis já anunciaram flagelos severos, chegando até a morte da terça parte dos homens na sexta. As últimas três trombetas são chamadas de “ais”, sugerindo notícias de castigos mais fortes do que as primeiras quatro. Para aumentar mais ainda a nossa expectativa, o anjo que domina a terra e o mar jurou que o mistério de Deus, anunciado aos servos, os profetas, seria cumprido na sétima trombeta (10:6-7). Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai (11:14). Passou o segundo ai: A águia anunciou os três ais, que correspondem às últimas três trombetas (8:13). Já passaram dois dos ais (a quinta e a sexta trombetas).
Eis que, sem demora, vem o terceiro ai: O intervalo acabou. Voltamos às trombetas, prontos para a última das sete trombetas a tocar. Vem sem demora, como prometeu o anjo forte (10:6-7).

CAPÍTULO 11:14-19 - A ÚLTIMA TROMBETA – O TRIUNFO DE CRISTO
Com o toque da sétima trombeta tudo estará consumado. O Senhor Jesus Cristo tomará posse do seu reino e satanás, o anticristo e o falso profeta serão derrotados juntamente com seus seguidores (Dn 7:14,27, Ap. 10:2, Zc. 14:9,12-13, Ap. 19:19-21). Os vinte e quatro anciãos que representam a Igreja se encontram sentados em seus tronos, dão graças a Deus pois tudo já está consumado. Eles se preparam pois após o período do milênio farão parte do julgamento de todos os ímpios. (Ap.20:5-6,12; Jd 1:14-15, II Tim. 4:1, I Cor. 6:2, Sl 72:2-6, 11-12. 

Apocalipse 11:15-19  - E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.
E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste.
E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.
E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos

Apocalipse 11:15 - O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.
O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes: O último dos sete anjos (8:2) toca a sua trombeta. João ouve grandes vozes no céu, mas não identifica as pessoas que falam. Pela ligação entre estas vozes e os 24 anciãos no louvor que se segue (11:16), é possível que as vozes sejam dos quatro seres viventes. Em outras ocasiões, eles participaram da adoração junto com os 24 anciãos (4:8-11; 5:8,14; 7:11). Mas, não precisamos saber, pois já sabemos que todas as criaturas no céu adoram a Deus.
O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo: Vitória! Os inimigos perseguem, machucam e até matam os servos do Senhor, mas conseguem apenas vitórias transitórias e falsas (veja os comentários sobre as coroas dos gafanhotos em 9:7 e os sobre a vitória aparente sobre as duas testemunhas em 11:7-13). Pelo fato de este texto dizer que o reino “se tornou de nosso Senhor”, algumas pessoas ensinam que o reino estava (ou que ainda está) sob o domínio do diabo, e que Deus não mantinha controle dos reinos do mundo. Para evitar uma conclusão errada que diminua a posição do Todo-Poderoso, devemos observar alguns fatos importantes. O livro de Daniel ajudará, pois fala sobre o domínio de Deus no futuro e no presente. Nos dias de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Deus revelou o futuro, falou de quatro reinos humanos, e disse que, “nos dias destes reis [os do quarto reino], o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Daniel 2:44). Então, do ponto de vista de Daniel e Nabocodonosor, o reino de Deus seria estabelecido no período romano, e seria vitorioso sobre os reinos humanos. Um reino futuro, do ponto de vista deles. Quer dizer que Deus não dominava na época de Nabucodonosor, certo? Errado! Foi durante o reinado do mesmo rei que Deus humilhou o arrogante líder, para que este aprendesse “que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (Daniel 4:17,25,32). Domínio atual, na época de Daniel e Nabucodonosor, mais de 600 anos antes de cumprir a profecia do reino eterno revelada em Daniel 2!
Quando chegamos ao Apocalipse, seria errado deduzir que Deus passou a dominar o reino do mundo somente quando a sétima trombeta tocou. A mensagem consistente do Novo Testamento, revelada já décadas antes do Apocalipse, é da posição atual de Jesus como Soberano Rei (Atos 2:30-36; cf. 1 Timóteo 1:17; 6:15-16; 1 Pedro 4:11). Judas incluiu o passado, o presente e o futuro quando falou da soberania de Deus (Judas 25). Desde a introdução desta profecia de João, Jesus já é “o Soberano dos reis da terra” (1:5). No intervalo antes da sétima trombeta, as duas testemunhas se achavam “em pé diante do Senhor da terra” (11:4). Esta trombeta, como vários outros trechos do Apocalipse, revela para nós de forma sequencial fatos já estabelecidos. É uma apresentação dramática para o nosso benefício. Jamais devemos aceitar qualquer interpretação que tira o Senhor do seu trono. Deus (Pai e Filho) não precisou da sétima trombeta para se tornar Rei. Ele já é o Senhor de senhores e Rei dos reis, mas achou importante mostrar para nós, depois de todos os desafios à sua autoridade, a sua posição exaltada como Rei vitorioso.
E ele reinará pelos séculos dos séculos: Ele é o eterno rei (1:6; 5:13; Salmo 145:13; 1 Pedro 4:11; 5:11; Judas 25). Daniel profetizou que o reino de Deus subsistiria para sempre (Daniel 2:44).

Apocalipse 11:16 – E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus,
Os vinte e quatro anciãos: Como nas outras cenas de louvor no céu, os 24 anciãos, representando o povo de Deus, participam da adoração. Prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus: Mais uma vez, os anciãos se humilham diante de Deus para lhe dar o merecido louvor.

Apocalipse 11:17 – dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.
Graças te damos: O louvor oferecido a Deus é baseado na gratidão dos anciãos (4:9; 7:12). O motivo específico da gratidão, nesta ocasião, já será explicado. Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras: Deus é onipotente e eterno. Porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar: Ele sempre tinha poder absoluto sobre todos. Em relação à circunstância dos servos que sofriam tanto na terra, ele assumiu o poder no sentido da vitória sobre os inimigos. Sempre reinou, mas passou a reinar de uma maneira mais evidente, não deixando os ímpios imunes na sua opressão dos fiéis. Ele cumpriu as profecias de Daniel 2:44 e 7:13-14. Ele veio sem demora para aliviar o sofrimento dos perseguidos, como prometeu à igreja em Filadélfia (3:11). Ele veio para cumprir suas promessas aos seus servos (22:7,12,20). Ele fez “abalar não só a terra, mas também o céu” e as coisas que não foram abaladas permaneceram (Hebreus 12:26-27).

Apocalipse 11:18 – Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.
Na verdade, as nações se enfureceram: Agora vem a explicação mais ampla do sentido em que Deus assumira o poder e o reino. De fato, as nações se levantaram contra o reino de Deus. Vários textos já profetizaram tais tentativas de vencer o reino de Deus. A linguagem empregada aqui vem de uma profecia feita por Davi 1.000 anos antes do nascimento de Jesus: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido...” (Salmo 2:1-2).
Chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos: A ira de Deus chegou. Este fato nos ajuda na interpretação do resto do livro. Como o anjo prometeu, a sétima trombeta cumpre o mistério de Deus (10:7). O que vem pela frente é uma explicação mais ampla desta trombeta, incluindo o derramamento das sete taças da ira de Deus (capítulo 16). Mas esta trombeta resume o mistério como já cumprido. A ira já chegou. O resto do livro – o aparecimento dos grandes inimigos, as taças de ira, Armagedom, a queda da Babilônia e dos outros inimigos de Deus, a vitória e a exaltação dos santos – está tudo resumido e comprimido nesta trombeta. A ira já chegou.
O ponto aqui não é sobre a força do adversário, e sim sobre a soberania do Messias e o julgamento das nações: “Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião” (Salmo 2:6). O Pai fala para o Filho: “Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro” (Salmo 2:8-9). É esta imagem do poder de Jesus que dá motivo de adoração no céu. Outras passagens do Antigo Testamento desenvolvem o mesmo tema. Deus restaura seu povo, Gogue lidera as nações na invasão de Israel, e Deus destrói os exércitos dos gentios (Ezequiel 37-38). Logo em seguida, encontramos a visão do templo glorificado e da cidade santa (Ezequiel 40-48). Joel profetizou sobre eventos ligados ao estabelecimento do reino messiânico (Joel 2:28-32;  Atos 2:16-21) e, logo em seguida, da oposição das nações e do julgamento delas por Deus no vale da Decisão levando à conclusão inevitável: “Sabereis, assim, que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que habito em Sião, meu santo monte” (Joel 3:17).
A figura do julgamento nos lembra, também, de Daniel 7. Depois de receber domínio e o reino do Ancião de Dias, o Filho e seus santos servos enfrentam os reis da terra. Os santos são entregues nas mãos do inimigo “por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Daniel 7:25; compare Apocalipse 11:2,9). “Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim. O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão” (Daniel 7:26-27). Baseado nestes trechos e nos acontecimentos até este momento no Apocalipse, parece que os mortos aqui são aqueles que estão mortos no pecado, mortos espiritualmente (Efésios 2:1,5; 5:14; Colossenses 2:13), aqueles que não têm o “espírito de vida, vindo da parte de Deus” (11:11). O julgamento dos mortos é o julgamento das nações ímpias, dos opressores que se opuseram aos santos.
Para se dar o galardão aos teus servos: O julgamento dos opressores traz um benefício óbvio para os fiéis. Os servos recebem a recompensa pela sua fidelidade. Observemos as descrições dos fiéis aqui:
● Teus servos: A função principal de qualquer criatura é de servir ao Criador. Nós lhe devemos o nosso serviço mais ainda quando pensamos no valor da redenção que recebemos por meio dele. 
● Os profetas: Servos fiéis que revelaram os planos de Deus, tanto para salvar os pecadores como para castigar os rebeldes. 
● Os santos: Os santificados, purificados e justificados pelo sangue do Cordeiro. 
● Os que temem o teu nome: Todo servo fiel respeita profundamente o Senhor, e age no nome dele. 
● Tanto aos pequenos como aos grandes: A promessa da recompensa é para todos os fiéis, dos maiores aos menores.
Para destruíres os que destroem a terra: A palavra traduzida “destruíres” e “destroem”, neste versículo, não significa a aniquilação. O significado principal da palavra grega é “corromper, mudar para pior”. Aqueles que corrompem a terra – os servos de Apoliom, o destruidor (9:11) – são corrompidos, arruinados, consumidos como por vermes ou traça. Resumindo este versículo importante, chegou a hora determinada por Deus para:
1. Julgar os mortos (ímpios).
2. Dar a recompensa aos fiéis.
3. Arruinar aqueles que corrompem a terra.

Apocalipse 11:19 – Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.
Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu: Esta parte do livro começou no capítulo 4, quando o céu foi aberto e João subiu para descrever as coisas que ele viu. Termina com uma vista do santuário aberto no céu. Sabemos que o verdadeiro santuário é celestial, e que o tabernáculo e o templo eram meras cópias do real (Hebreus 9:1-2,11-12,23-24). A vitória de Jesus na morte rasgou o véu do templo (Marcos 15:38), mostrando que ele abriu o acesso ao Pai (Hebreus 10:20) e se tornou o único Mediador entre Deus e o homem (1 Timóteo 2:5; Hebreus 10:12). Ele intercede por nós como o nosso “Advogado junto ao Pai”(Romanos 8:34; 1 João 2:1).
Foi vista a arca da Aliança: Melhor, a arca da Aliança dele. Não é a arca da Aliança limitada dada aos judeus no Velho Testamento. Esta arca representa a presença de Deus na Aliança feita em Jesus, a aliança que traz remissão dos pecados pelo sangue dele (Mateus 26:28; veja Apocalipse 5:9; 7:14; 12:11).
E sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada: Mesmo neste momento da vista gloriosa do céu, não podemos esquecer da batalha travada contra os inimigos. Como esta trombeta resume tudo que vem pela frente, assim cumprindo o mistério de Deus anunciado aos profetas (10:7), há um elemento forte do poder de Deus para castigar e destruir. Mais uma vez, encontramos estes símbolos deste poder de Deus. A voz dele será ouvida e o poder dele demonstrado nas explicações mais detalhadas nos capítulos subsequentes.

CONCLUSÃO
Depois de tanta expectativa, encontramos na sétima trombeta a visão da vitória. Enquanto claramente inclui elementos de castigo e destruição dos inimigos, a ênfase está, obviamente, na vitória do Senhor e dos seus santos. Deus fez o que prometeu. Os adversários fizeram o possível para destruir o reino dele, mas jamais conseguirão fazer isso. O vitorioso Senhor dos senhores julga e destrói os inimigos e salva e exalta os fiéis. Por isso, ele merece a adoração de todos os seus servos, começando com as vozes no céu. É importante frisar o significado desta trombeta em relação ao resto do livro. Sete selos foram abertos, e o último revelou as sete trombetas. As sete trombetas nos levam até o fim, o cumprimento do mistério revelado por Deus aos profetas. Mas a sétima não termina aqui. Ela inclui o que vem depois, as explicações mais detalhadas no resto do livro. Deus dará a vitória aos santos e arruinará os inimigos. O resto do livro mostrará mais informações sobre as características destes inimigos, e a natureza da vitória de Deus e do povo santo. “Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso”!

domingo, 19 de maio de 2019

A P O C A L I P S E / SEGUNDA PARTE - A QUINTA E A SEXTA TROMBETA - CAP.9:1-21


CAPÍTULO 9         A QUINTA E A SEXTA TROMBETA

         A IRA DO DIABO E O DOMÍNIO DO ANTICRISTO

Apocalipse 9:1-12 – Ao toque da quinta trombeta João vê uma estrela caída do céu (esta estrela é Satanás – Isaias 14:12-13). A chave do abismo e as portas do inferno serão abertas e serão soltos todos os tipos de demônios, e estes perseguirão a todos os habitantes da terra, que serão atormentados de tal forma que buscarão a morte, mas não a acharão.
O Poço do abismo é o lugar onde são aprisionados os demônios e os anjos que pecaram, Deus havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo.
Os homens desejarão morrer, buscarão a morte, mas a morte fugirá deles. Satanás já não mais poderá perseguir ao povo de Deus, pois a igreja atribulada não estará mais na terra e o povo de Israel estará selado com o Selo de Deus. Satanás então levará sua fúria contra todos os ímpios, pois de alguma forma são também criaturas de Deus, e como vingança soltará toda espécie de demônios do mais terrível e tenebroso príncipe das trevas, os quais terão poder sobre os homens durante cinco meses.

Apocalipse 9:13 - 21 – Ao toque da sexta trombeta, o anjo de Deus, solta os quatro anjos maus que estavam presos junto ao grande Rio Eufrates, os quais tinham ordem de matar a terça parte dos homens. Tinham com eles um exército de duzentos milhões de demônios com cavalos poderosos para destruir todos aqueles que ainda não haviam sido mortos.
Apesar de todo o sofrimento os homens ainda não se arrependem de adorar aos demônios, aos ídolos de ouro e de prata, ídolos estes que não ouvem e nem veem (I Cor.6:9-10). Para estes não haverá misericórdias, pois não se arrependeram de suas obras más (II Tess.2:11-12, Ap.6:15-17).
Ao toque da Sexta Trombeta o anjo de Deus, solta os quatro anjos que estão presos junto ao Rio Eufrates, os quais tinham ordens para matar a terça parte dos homens. Ele levava com eles um exército de duzentos milhões de demônios com cavalos poderosos para destruir todos aqueles que ainda não foram mortos e mesmo assim os homens blasfemavam e não se arrependeram de seus pecados, não se arrependeram de adorarem a ídolos a aos demônios. Para estes a misericórdia já não existe mais pois não se arrependeram de suas obras más. (I Cor. 6:9-10, II Tess. 2:11-12, Ap. 6:15-17).

A QUINTA TROMBETA – A IRA DO DIABO E SEU DOMÍNIO

Uma Estrela que do Céu Cai na Terra e Chave do Poço do Abismo - O Primeiro Ai
Apocalipse 9:1-12 – Ao toque da quinta trombeta, o apóstolo João ve uma estrela cair do céu. Esta estrela é “satanás”(Isaías 14:12-13) que tem em seu poder a terça parte dos anjos que se rebelaram contar Deus e que tem em seu poder a chave do abismo, com a qual abrirá as portas do inferno para soltar todos os demônios a fim de perseguirem a todos aqueles que não tem o sinal de Deus como proteção divina. Não podendo perseguir o povo de Deus, satanás então colocará sua ira sobre os ímpios, pois de tal forma são criaturas de Deus. Eles atormentarão os homens de uma tal maneira que eles buscarão a morte, mas ela fugirá deles

Apocalipse 9:1-2 -  E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar.
Entende-se que esta estrela que do céu caiu é um anjo para executar o julgamento divino (Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Jó 38:7). Esta estrela faz referência ao anjo, que será lançado do céu para a terra. Os anjos são comparados a estrelas. Quando este anjo cair do céu para a terra, a chave do abismo lhe será entregue para que ele possa abri-lo e soltar os gafanhotos endemoninhados (Isaías 14:12, Ap.12:4).
O Poço do abismo é o lugar onde são aprisionados os demônios e aos anjos que pecaram, Deus havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo. (Ap.12:4). E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo (Lucas 8:31). E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu (Lucas 10:18). Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
(2 Pedro 2:4).
E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas (Apocalipse 8:10). E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar (Apocalipse 9:2). E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom.
(Apocalipse 9:11).
A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, ainda que é.
Apocalipse 17:8

Apocalipse 9:3-6  - E da fumaça vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra.
E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o selo de Deus.
E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
Os gafanhotos endemoninhados representam um grande número de demônios e uma intensa atividade demoníaca que acontecerá na terra perto do fim dos tempos, com o propósito de atormentarem os homens por cinco meses, lhes causando dores e grandes sofrimentos, mas não lhes será permitido atormentar aqueles que estão protegidos por Deus.
A dor provocada pelos gafanhotos demoníacos nos homens será tão intensa e severa em seus corpos, que esses homens desejarão morrer, mas não lhes será possível porque a morte fugirá deles.
Este julgamento revela que as pessoas que preferem viver no pecado, com certeza receberão a retribuição divina, porque a partir do momento em que negam a Jesus Cristo, preferindo o mal e o pecado, essas pessoas se tornam vítimas de Satanás e as forças malignas tomarão posse da sua natureza, alma e vida.

Apocalipse 9:7-10 - E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões.
E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.
E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses.
Será aterrorizante o ruído das asas dos gafanhotos e como será intimidador o som delas e a aparência desses demônios com rosto de homens, cabelos de mulher e dentes de leões, e suas couraças de ferro, difícil de destruir, e a calda semelhante às de escorpiões com aguilhões para poder danificar, machucar e causar muita dor. “Um aspecto amedrontador dos gafanhotos preparados para a guerra”.
Não será permitido a eles matar os homens e por cinco meses os atormentarão. O primeiro “ai” causará muita dor e sofrimento.

Apocalipse 9:11-12 - E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom.
Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.
E Tinham Sobre Si Rei. O Anjo do Abismo Abadom - Destruição
O anjo do abismo é a besta, o anticristo que saíra do poço do abismo. Em hebraico Abadom significa destruição e em grego Apoliom significa destruidor. Estudos dizem que o anticristo é uma pessoa especial, sendo a composição de duas pessoas: o espírito de Cesár Nero e o corpo de outro César do império romano. Nero iniciou a perseguição dos cristãos no primeiro século e seu é o espírito que é guardado no abismo até o dia em que será solto para entrar no corpo de outro Cesar. O César para dentro de quem esse espírito entrará será morto e será ressuscitado com o espírito de Cesar Nero. Esse será o anticristo.  Outros estudos dizem que estas profecias já se cumpriram sendo os Povos Turcos e Árabes que tinham como seu líder o profeta Maomé (a estrela que caiu do céu, no poço do abismo “deserto da Arábia”, fundador do maometismo ou islamismo que cumpriram sem saber os juízos de Deus descritos nas duas trombetas. O fundador do islamismo afirmava ter recebido a visita do anjo Gabriel para lhe comunicar a elevada missão para a qual fora escolhido como profeta. Maomé tornou-se chefe político e espiritual da Arábia.
O “poço do abismo” é a descrição do Deserto da Arábia, um lugar de morte. Maomé recebera de seus concidadãos a “chave” da autoridade para exercer o seu poder num caos, ou num ambiente caótico que era a Arábia dos seus dias. O estado em que se encontrava o seu país, ao impor-se como profeta, era realmente lamentável. Não havia governo central. Numerosas tribos com governos próprios, independentes, formavam a nação.
A Arábia, com sua corrupção religiosa oriunda de vários cultos, principalmente a idolatria, era, sem dúvida alguma, “o poço do abismo”, cuja “chave” e autoridade foram entregues a Maomé nos dias em que ele se ergueu ali como pretenso profeta de Allah.

A SEXTA TROMBETA – A IRA DO DIABO CONTINUA

Ao toque da Sexta Trombeta o anjo de Deus, solta os quatro anjos que estão presos junto ao Rio Eufrates, os quais tinham ordens para matar a terça parte dos homens. Ele levava com eles um exército de duzentos milhões de demônios com cavalos poderosos para destruir todos aqueles que ainda não foram mortos e mesmo assim os homens blasfemavam e não se arrependeram de seus pecados, não se arrependeram de adorarem a ídolos a aos demônios. Para estes a misericórdia já não existe mais pois não se arrependeram de suas obras más. (I Cor. 6:9-10, II Tess. 2:11-12, Ap. 6:15-17).

TOCOU A SEXTA TROMBETA – O Segundo Ai
Solta os Quatros Anjos Preso Junto ao Grande Rio Eufrates
Matar a Terça Parte dos Homens
Apocalipse 9:13-15 - E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus,
A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates.
E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
Deus sempre nos mostra as coisas de maneira clara, porém nós as complicamos e as tornamos difíceis aos nossos olhos, porque sempre vai contra as nossas vontades e desejos. O que está sendo dito é que será solto os quatros anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates para realizar a ordem da sexta trombeta que é matar a terça parte dos homens.
Em Isaías 8:5-8 no antigo testamento as margens do rio Eufrates, Deus exerceu um julgamento para mostrar aos povos que a salvação vem de Deus já que eles negaram as águas do tanque de Siloé junto ao jardim do Rei que significa “Enviado” para a cura de seus pecados.
Em Jeremias 46:10 a palavra do Senhor, vem através do profeta contra os gentios das nações do Egito e profetiza que o dia do Senhor DEUS dos exércitos será um dia vingança e irá se vingar dos seus adversários e isso ocorrerá ao norte daquela terra junto ao rio Eufrates para que Ele receba um sacrifício, e a espada devorará, e fartar-se-á e embriagar-se-á com o sangue deles.
Em que momento e por quanto tempo a terça parte dos homens irão morrer, isso pertence a Deus, porque é Ele que sabe a hora, o dia, o mês, e ano, que serão mortos os homens cruéis, infiéis, injustos e pecadores da face da terra.

Apocalipse 9:16 - E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles.
Um exército de duzentos milhões. Alguns intérpretes da bíblia dizem que o significado “dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões”, representam o exército de espíritos demoníacos vindos do abismo, sob a liderança dos quatros anjos. Outros entendem que são tropas de cavalaria, representando muitos exércitos reunidos para batalha.
De qualquer maneira sabemos que serão vários grandes exércitos e devido ao seu número poderão executar as suas missões de matar os homens bem rapidamente.

Apocalipse 9:17-19 - As três pragas – Muito do que João viu, nos faz lembrar do que aconteceu no julgamento de Deus com Sodoma e Gomorra onde o senhor fez chover enxofre e fogo e da terra subia a fumaça. A intenção de Deus aqui é mostrar que mesmo com essas três pragas o homem não irá se arrepender de seus pecados. Deus quer que nos arrependemos agora, pois no dia do julgamento o coração do homem ficará ainda mais duro ao ponto de não reconhecer a Jesus Cristo como seu salvador.

Apocalipse 9: 20 - E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
Mesmo após estas pragas o coração do homem continuará duro ao ponto de não se arrependerem das obras de suas mãos.
O mundo no momento em que tiver sendo realizado o julgamento de Deus estará tão corrompido, enganado e alienado que não será possível ver a Deus.
Apocalipse 9.21 - E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua fornicação, nem dos seus furtos. O mundo estará cheio de depravação devido ao seu apego aos prazeres pecaminosos, adorações a demônios, prática do espiritismo, ocultismo, magia, o homicídio, a violência, a feitiçaria que inclui drogas, bruxaria, imoralidade sexual, pornografia, roubo e iniquidade, tudo isso com o propósito de manipular ou influenciar coisas e pessoas.
















segunda-feira, 15 de abril de 2019

A P O C A L I P S E / SEGUNDA PARTE - O SÉTIMO SELO E A VISÃO DAS TROMBETAS - CAP.8:1-13


CAPÍTULO 8          O SÉTIMO SELO E A VISÃO DAS TROMBETAS

AS PRIMEIRAS QUATRO TROMBETAS
O Começo do Julgamento de Deus e as Quatro Primeiras Trombetas

A IRA DE DEUS SOBRE OS ÍMPIOS
Apocalipse 8:1-6 O período anterior ao sétimo selo foi o da tolerância de Deus, para poder cumprir o seu propósito de pregar o evangelho a todas as pessoas a fim de que se arrependam de seus pecados e voltem a Deus e vivam de acordo com o Seu plano eterno.
Mas a partir da abertura do sétimo selo as coisas mudam para os ímpios (pecadores) pois será iniciado o julgamento de Deus contra eles.
8:1-2 E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.
A abertura do sétimo selo em apocalipse capítulo 8 pelo Cordeiro de Deus dá início ao juízo das sete trombetas e o silêncio no céu indica solenidade, porque será o fim da era atual e a partir daí será tudo mudado, devido ao horror diante dos julgamentos vindouros contra o pecado.
No fim desta era, as pessoas serão tão rebeldes contra Deus a ponto de até mesmo declararem a todo o universo que elas são Deus.
Mas ainda há tempo para se arrepender e aceitar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.
Ao tocar a sétima trombeta será anunciado às sete taças do juízo, que serão ainda mais severas. Todos os reinos do mundo viram a ser de Jesus Cristo e serão destruídos todos os que destroem a terra.
Quando o sétimo selo é aberto faz-se um silêncio no céu, pois irá começar o julgamento de Deus sobre os ímpios que habitam sobre a terra. Sete anjos recebem cada qual uma trombeta, enquanto um outro anjo se põe diante do altar com um incensário com as orações dos mártires (Ap.6:10-11). Quando a anjo toma o incensário e o enche do fogo do altar (fogo de Deus), vai e derrama-o sobre a terra então vemos que Deus responde as orações através de vozes e trovões, relâmpagos e terremotos, mostrando assim a sua ira contra os habitantes da terra (Mt.27:45-51).

Apocalipse 8:6-7 – Os sete anjos se preparam para o toque das trombetas. Começa então o julgamento dos povos ímpios da terra. O primeiro anjo toca a sua trombeta e chove granizo com fogo misturado com sangue e a terça parte das árvores e de toda a erva é queimada. Isto significa que o calor, a falta de oxigênio sobre nossa camada de ozônio será tanta que as pessoas fugirão para o mar. (Marcos 13:19).

Apocalipse 8:8-9 – O segundo anjo ao tocar sua trombeta é lançado no mar um monte ardendo em fogo que torna em sangue a terça parte do mar matando a terça parte dos seres que vivem no mar como também os seus navegantes. Devido ao intenso calor as pessoas procuram o mar e se deparam com um mar todo contaminado por suas águas e pelas mortes ocorridas (Lc.21:11).

Apocalipse 8:10-11 – O terceiro anjo toca a sua trombeta e o desespero toma conta das pessoas que tentarão de alguma forma procurar outras fontes de água limpa para se refrescarem, mas ao toque da terceira trombeta, uma estrela cairá do céu ardendo em fogo tornando suas águas em um absinto (amarguradas) e muitos morrerão de dores.

Apocalipse 8:12-13 – Quando o quarto anjo toca a sua trombeta é ferida a terça parte do sol, da lua e das estrelas e a escuridão toma conta de tudo. Sabemos que a cada dia a ciência tem se multiplicado a tal ponto de o homem querer se locomover de um planeta para outro em busca de melhor condição de vida, pois o nosso planeta já vive no caos devido às devastações, queimadas, destruições das matas atlânticas, que destroem a camada de ozônio na atmosfera, e a crescente poluição das águas, afetando o meio ambiente. Todas estas coisas cooperam para que se busque uma melhor alternativa de sobrevivência da vida humana. Ao toque dessa quarta trombeta e sem abrigo na terra o homem tentará de alguma forma escapar sem sucesso deste mundo sombrio. Um outro anjo voa pelo meio do céu avisando que dores maiores terão aos que viverem ao toque das outras trombetas.